Roteiros

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Veja como montar um roteiro eficiente na Chapada dos Guimarães e aproveitar ao máximo cada dia no destino

Por: Camila Reis, Atualizado em 13/04/2026

Viajar para a Chapada dos Guimarães significa explorar cachoeiras, mirantes e trilhas em meio a paisagens abertas do cerrado. Além disso, o destino combina passeios rápidos, como paradas em mirantes, com experiências mais longas, como circuitos de cachoeiras e trilhas guiadas. Como as atrações ficam espalhadas e algumas exigem planejamento prévio, organizar bem o roteiro faz diferença no aproveitamento da viagem. A seguir, você encontra sugestões de 2, 3 e 4 dias para montar um roteiro prático e eficiente.

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ROTEIRO DE ATÉ 4 DIAS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Organizamos este roteiro de até 4 dias na Chapada dos Guimarães pensando em facilitar os deslocamentos e otimizar o tempo em um destino onde as atrações ficam espalhadas. Além disso, como boa parte dos passeios exige deslocamento de carro e alguns têm acesso controlado, faz diferença agrupar as atividades por região e nível de esforço ao longo dos dias.

As sugestões servem como base e podem (e devem) ser adaptadas conforme o seu ritmo. Afinal, a Chapada combina passeios mais rápidos, como mirantes, com experiências mais longas, como trilhas e circuitos de cachoeiras. Portanto, vale ajustar a ordem conforme o clima, disponibilidade de guia ou preferência do grupo.

Incluímos as atrações essenciais nos primeiros dias para ajudar quem tem pouco tempo. Dessa forma, mesmo com apenas dois dias inteiros, já é possível conhecer os principais pontos turísticos sem precisar reorganizar todo o roteiro.

A partir do terceiro dia, o roteiro fica mais flexível e inclui experiências menos essenciais, mas que ajudam a variar o tipo de passeio. Com quatro dias, você consegue explorar a Chapada com mais calma e incluir atividades que exigem mais tempo ou preparo físico.

Recados dados, vamos começar?

1º DIA: PARQUE NACIONAL CHAPADA DOS GUIMARÃES

O primeiro dia na Chapada dos Guimarães deve ser dedicado ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, já que ele concentra algumas das principais atrações do destino. Além disso, começar por aqui ajuda a entender bem o tipo de paisagem e o funcionamento da Chapada logo no início da viagem.

Esse é o dia mais estruturado do roteiro, pois envolve horários definidos, controle de acesso e, em alguns casos, a necessidade de guia. Portanto, vale organizar tudo com antecedência, principalmente se você pretende fazer o circuito de cachoeiras. Também é importante considerar o calor, já que boa parte da trilha é exposta.

O roteiro abaixo combina o Véu da Noiva com o circuito de cachoeiras, seguindo uma ordem lógica dentro do parque e aproveitando melhor o tempo de visita.

MANHÃ:

Comece o dia cedo e siga até o Véu da Noiva, principal cartão-postal da Chapada. O acesso é simples, com uma caminhada curta a partir da área de visitação, sem necessidade de guia. A cachoeira tem cerca de 86 metros de altura e é formada pelo Rio Preto, que percorre boa parte da região.

Véu da Noiva

A visita ao mirante costuma ser rápida, mas vale dedicar alguns minutos para observar a paisagem com calma. Esse é um dos pontos que melhor mostram os paredões de arenito e a dimensão da Chapada.

Após o Véu da Noiva, siga para o circuito de cachoeiras do parque. Esse passeio exige guia credenciado e costuma começar ainda pela manhã. Por isso, é importante já chegar com o agendamento feito.

TARDE:

O circuito de cachoeiras percorre cerca de 6 km (ida e volta) e leva algumas horas para ser concluído. Ao longo da trilha, você passa por diferentes pontos do Rio Preto, com paradas para banho e descanso.

A primeira parada costuma ser a Cachoeira dos Namorados, que tem acesso mais fácil e área boa para permanência. Em seguida, o percurso segue até a Cachoeira das Andorinhas, com um ambiente mais fechado e água geralmente mais agradável para banho.

No meio do trajeto, a Prainha funciona como um ponto mais tranquilo, com trecho raso do rio e espaço para descanso. O ritmo da caminhada varia conforme o grupo, mas o passeio costuma ocupar boa parte da tarde.

Obs: Leve água, lanche e protetor solar, já que não há estrutura ao longo da trilha.

2º DIA: CIDADE DE PEDRA + MIRANTES DA CHAPADA

O segundo dia na Chapada dos Guimarães funciona melhor quando você explora os mirantes e a região da Cidade de Pedra. Esse é um roteiro mais leve em termos físicos, mas muito forte em paisagem, com alguns dos visuais mais marcantes da viagem.

Além disso, como as atrações ficam relativamente próximas, o dia rende bem sem exigir longos deslocamentos. Ainda assim, a visita à Cidade de Pedra exige guia e agendamento prévio, então vale organizar esse passeio com antecedência.

O roteiro abaixo combina a Cidade de Pedra com paradas estratégicas em mirantes ao longo da estrada, criando um dia mais contemplativo e equilibrado.

MANHÃ

Comece o dia com a visita à Cidade de Pedra, que deve ser feita com guia credenciado e horário agendado. O acesso é controlado e o grupo segue até o mirante por uma trilha leve.

Ao chegar, o visual é o grande destaque. As formações rochosas esculpidas ao longo do tempo criam um cenário único, com vista aberta para os paredões e o vale. Esse é um dos pontos mais impressionantes da Chapada e costuma render algumas das melhores fotos da viagem.

A visita não é longa, mas exige organização por conta do acesso controlado. Por isso, vale priorizar esse passeio logo no início do dia.

TARDE

Após a Cidade de Pedra, siga explorando os mirantes ao longo da MT-251, estrada que liga a região. O primeiro destaque é o Portão do Inferno, uma parada rápida, mas com vista impressionante dos paredões bem próximos da estrada.

Na sequência, vale incluir outros pontos ao longo do trajeto, que aparecem naturalmente durante o deslocamento. Muitos desses mirantes não têm estrutura formal, mas funcionam como paradas espontâneas com boas vistas.

Se quiser incluir uma parada mais estruturada, o Mirante Alto do Céu também é uma opção. Ele funciona em área privada, com cobrança de entrada, e oferece uma vista mais organizada da paisagem.

PÔR DO SOL/FIM DE TARDE

Reserve o fim do dia para um dos mirantes da região. O Alto do Céu costuma ser o mais procurado nesse horário, mas o Centro Geodésico também funciona bem e tem acesso gratuito.

A luz do entardecer destaca os paredões e muda completamente o visual da Chapada. Por isso, vale organizar o dia para terminar em um desses pontos, sem precisar correr entre atrações.

Pôr do Sol na Chapada dos Guimarães

3º DIA: CACHOEIRAS DE FORA DO PARQUE

O terceiro dia na Chapada dos Guimarães funciona melhor com foco nas cachoeiras fora do parque nacional. Aqui, o ritmo muda: você não depende de guia obrigatório e consegue montar o dia com mais liberdade.

Além disso, esse é o momento de equilibrar o roteiro, já que os dias anteriores foram mais estruturados. Por isso, vale aproveitar para incluir paradas mais curtas, com acesso fácil e possibilidade de banho.

O roteiro abaixo prioriza cachoeiras próximas entre si, o que ajuda a evitar deslocamentos longos e deixa o dia mais leve.

MANHÃ:

Comece o dia pela Cachoeira da Geladeira, uma das mais fáceis de acessar na região. Ela fica a cerca de 7 km do centro e exige uma caminhada curta, de aproximadamente 600 metros.

A queda tem cerca de 20 metros e forma um poço profundo, ideal para banho. Além disso, a visita costuma ser tranquila no início da manhã, antes do aumento de movimento.

TARDE:

Na sequência, siga para a Cachoeira do Marimbondo, que também tem acesso simples e fica próxima da cidade. A trilha é curta e o local funciona bem para uma parada mais rápida, principalmente para banho.

Se quiser estender o passeio, vale incluir a Cachoeira da Martinha, que fica um pouco mais afastada, mas tem acesso fácil e queda mais larga, com diferentes pontos ao longo do rio.

Esse formato permite combinar duas ou três cachoeiras no mesmo dia, sem sobrecarregar o roteiro com trilhas longas.

4º DIA: TRILHA DO MORRO DO JERÔNIMO OU LAGO MANSO

O quarto dia na Chapada dos Guimarães funciona como complemento do roteiro. Aqui entram experiências que exigem mais tempo ou que não são essenciais para uma primeira visita.

Além disso, esse é o dia mais flexível do roteiro. Por isso, você pode escolher entre uma atividade mais intensa (trilha do Morro de São Jerônimo) ou um passeio mais tranquilo (passeio ao Lago do Manso), dependendo do seu ritmo e do cansaço acumulado dos dias anteriores.

TRILHA DO MORRO DE SÃO JERÔNIMO

A trilha do Morro de São Jerônimo é uma das experiências mais completas da Chapada e indicada para quem gosta de caminhada. O passeio acontece dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e exige acompanhamento de guia credenciado, com agendamento prévio.

O percurso tem nível moderado, com trechos de subida e bastante exposição ao sol. Por isso, é importante começar cedo e levar água, lanche e proteção solar. A duração total costuma variar entre 4 e 6 horas, dependendo do ritmo do grupo.

Morro de São Jerônimo

Durante a trilha, o cenário alterna entre áreas de cerrado e trechos mais abertos. Ao longo do caminho, você já encontra boas vistas, mas o grande destaque fica para o topo, que oferece uma das panorâmicas mais amplas da região.

Na prática, esse passeio funciona melhor para quem quer incluir uma atividade mais intensa no roteiro. Ele exige mais preparo, mas entrega uma experiência diferente das demais atrações da Chapada.

PASSEIO AO LAGO DO MANSO

O Lago do Manso é uma alternativa mais leve e funciona bem para quem prefere um dia sem trilhas. Ele fica a cerca de 1h da Chapada e oferece um cenário diferente, com água calma e áreas voltadas para descanso.

O acesso é feito por estrada e não exige guia, o que facilita a logística. Ao chegar, você encontra pousadas e restaurantes com estrutura para passar o dia, incluindo áreas de banho, cadeiras e opções de alimentação.

Além disso, algumas propriedades oferecem atividades como passeios de barco e esportes aquáticos, dependendo da época e da disponibilidade. Ainda assim, o principal atrativo é justamente o ritmo mais tranquilo.

Esse passeio funciona como um respiro no roteiro. Depois de dias mais ativos, ele permite desacelerar e aproveitar a paisagem sem precisar seguir horários ou trilhas mais longas

DICAS AO MONTAR UM ROTEIRO PARA CHAPADA DOS GUIMARÃES

1. Comece pelas atrações mais importantes

Priorize o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, o Véu da Noiva e a Cidade de Pedra nos primeiros dias. Além disso, esses pontos ajudam a entender bem a proposta do destino logo no início. Dessa forma, mesmo com pouco tempo, você já garante as principais experiências da viagem.

2. Agrupe atrações por região

As atrações ficam espalhadas e o deslocamento leva mais tempo do que parece. Por isso, vale organizar o roteiro por áreas, como parque em um dia, mirantes em outro e cachoeiras fora do parque em outro. Aliás, isso evita perder tempo no carro e deixa o dia mais leve.

3. Verifique o que exige guia e agendamento

Nem todos os passeios podem ser feitos por conta própria. Trilhas como Cidade de Pedra, Morro de São Jerônimo e o circuito de cachoeiras exigem guia credenciado e reserva antecipada. Portanto, confira a disponibilidade antes de montar o roteiro final.

4. Comece os dias cedo

O calor influencia bastante na experiência, principalmente em trilhas. Inclusive, caminhar no meio do dia pode ser mais cansativo do que o esperado. Por isso, comece cedo e deixe atividades mais leves para depois.

5. Tenha flexibilidade no roteiro

Alguns passeios dependem de condições climáticas ou de acesso controlado. Além disso, mudanças de última hora podem acontecer. Dessa forma, vale deixar espaço para ajustes e evitar um planejamento muito engessado.

DÚVIDAS COMO MONTAR UM ROTEIRO NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Confira as respostas para as 5 principais dúvidas de quem está montando roteiro para a Chapada dos Guimarães:

1. Quantos dias são suficientes para conhecer a Chapada dos Guimarães?

Com dois dias inteiros, você já consegue visitar os principais pontos turísticos, como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e os mirantes da região. No entanto, o ideal é reservar três dias para incluir cachoeiras fora do parque com mais tranquilidade. Com quatro dias, o roteiro fica mais completo e permite adicionar trilhas ou passeios mais leves.

2. Preciso contratar guia para todos os passeios?

Não. Parte das atrações pode ser feita por conta própria, como o Véu da Noiva e vários mirantes. Por outro lado, trilhas como Cidade de Pedra, circuito de cachoeiras e Morro de São Jerônimo exigem guia credenciado. Por isso, vale verificar cada passeio antes de montar o roteiro.

3. Dá para conhecer a Chapada dos Guimarães sem carro?

Até dá, mas não é o mais recomendado. As atrações ficam espalhadas e o transporte por aplicativo não funciona bem na região. Dessa forma, o carro garante mais autonomia. Outra alternativa é contratar passeios com agências, que geralmente incluem transporte.

4. Vale a pena fazer bate-volta saindo de Cuiabá?

Sim, principalmente para quem tem pouco tempo. O trajeto entre Cuiabá e a Chapada leva cerca de 1h a 1h30. Ainda assim, o ideal é dormir pelo menos uma ou duas noites na região para aproveitar melhor os passeios.

5. Como organizar a ordem dos passeios?

O mais indicado é começar pelo parque nacional e pelas atrações principais. Em seguida, inclua mirantes e, depois, cachoeiras fora do parque. Dessa forma, você otimiza os deslocamentos e garante que o essencial fique nos primeiros dias da viagem.

Camila Reis

Por: Camila Reis

Viajar sempre foi meu jeito de entender o mundo. Sou detalhista, curiosa e completamente apaixonada por planejar viagens. Aliás, montar roteiros é o meu esporte favorito, e sim, já montei viagens só por diversão. Adoro fazer malas (sim, eu realmente gosto dessa parte), escolher hotéis e pensar em cada detalhe como se a jornada já tivesse começado ali. Como mãe, aprendi que dá para explorar o mundo com criança e ainda se divertir no caminho. Gosto de unir precisão e sensibilidade em cada texto, sempre com foco em informação confiável. Tenho uma quedinha por destinos de natureza, mas qualquer tipo de viagem me ganha. Afinal, sou uma wanderlust assumida, movida por café e pela eterna vontade de descobrir o próximo lugar do mapa.