Mendoza

Mendoza

Mendoza reúne vinícolas renomadas, boa gastronomia e paisagens deslumbrantes aos pés da Cordilheira dos Andes.

Por: Camila Reis

Mendoza: um destino para amantes de vinhos e belas paisagens

Mendoza é um dos destinos mais desejados da Argentina para quem busca boa gastronomia, vinhos de qualidade e cenários marcantes. Localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, a região combina vinhedos, montanhas e uma estrutura turística bem preparada para receber visitantes ao longo de todo o ano. Ao mesmo tempo, mantém um ritmo mais tranquilo, ideal para quem quer desacelerar e aproveitar a viagem com calma.

VINÍCOLAS, GASTRONOMIA E EXPERIÊNCIAS

Mendoza se consolidou como a principal região produtora de vinhos da Argentina, com destaque para a uva Malbec. Por isso, visitar vinícolas faz parte do roteiro de praticamente todo viajante. Além das degustações, muitas delas oferecem almoços harmonizados, tours guiados e experiências mais completas, que ajudam a entender melhor a produção local.

Além disso, a gastronomia acompanha o alto nível dos vinhos. Restaurantes dentro das vinícolas e na cidade valorizam ingredientes locais e pratos bem elaborados, o que transforma cada refeição em parte importante da viagem. Dessa forma, Mendoza acaba sendo um destino que vai muito além das paisagens.

PAISAGENS QUE MUDAM AO LONGO DO ANO

A presença da Cordilheira dos Andes influencia diretamente o visual da região. Os vinhedos se estendem com vista para as montanhas, criando cenários que mudam bastante conforme a estação. No outono, as folhas ganham tons amarelados e deixam a paisagem ainda mais bonita. Já no inverno, os picos nevados ganham destaque ao fundo.

Além disso, a região oferece passeios que vão além das vinícolas. Um dos destaques é o Parque Provincial Aconcágua, onde está o ponto mais alto das Américas e que pode ser visitado em bate-volta, com trilhas leves e mirantes.

UM DESTINO PARA IR COM CALMA

Mendoza não é um destino para correria. O ideal é reservar alguns dias para aproveitar as vinícolas com calma, intercalar os passeios e curtir o ritmo mais tranquilo da região. Além disso, a cidade funciona como uma boa base, com fácil acesso às principais áreas vinícolas, como Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco.

Por isso, a viagem costuma funcionar melhor para casais ou para quem busca uma experiência mais relaxada, com foco em boa comida, bons vinhos e paisagens marcantes.

MAPA PARA VIAGEM

Para facilitar a sua viagem, preparamos um mapa com todos os lugares para conhecer em Mendoza, incluindo pontos turísticos, vinícolas e restaurantes. Caso tenha dúvidas sobre como utilizá-lo, clique neste link para conferir o nosso tutorial ensinando o passo a passo dos mapas da Travel.

Mapa - Mendoza
  • Localização América Argentina
  • Moeda Peso argentino
  • Idioma Espanhol
Quando Ir

Durante o verão em Mendoza, ou seja, de dezembro a fevereiro, os dias são muito ensolarados, quentes e com baixa umidade. As temperaturas sobem bastante durante o dia, mas costumam cair à noite, deixando o clima mais agradável. É uma boa época para aproveitar vinícolas com áreas externas, embora o calor possa exigir ajustes no roteiro.

Temperatura máxima média: 33ºC
Temperatura mínima média: 18ºC
Risco de chuva: baixo

Durante o outono em Mendoza, ou seja, de março a maio, o clima fica mais ameno e estável, com dias ensolarados e temperaturas agradáveis. Além disso, a paisagem muda com a coloração dos vinhedos, o que deixa a região ainda mais bonita. É considerada a melhor época para visitar, principalmente por causa da colheita das uvas.

Temperatura máxima média: 24ºC
Temperatura mínima média: 11ºC
Risco de chuva: baixo

Durante o inverno em Mendoza, ou seja, de junho a agosto, as temperaturas caem e os dias ficam mais curtos, mas ainda com bastante sol. As manhãs e noites são frias, enquanto as tardes costumam ser mais agradáveis. É uma boa época para quem quer combinar a viagem com neve nas montanhas próximas.

Temperatura máxima média: 15ºC
Temperatura mínima média: 3ºC
Risco de chuva: muito baixo

Durante a primavera em Mendoza, ou seja, de setembro a novembro, as temperaturas sobem gradualmente e os dias voltam a ficar mais longos. A paisagem ganha mais vida com os vinhedos verdes, e o clima fica bastante agradável para passeios ao ar livre. No entanto, podem ocorrer variações de temperatura, principalmente no início da estação.

Temperatura máxima média: 26ºC
Temperatura mínima média: 13ºC
Risco de chuva: baixo

  • Reserve vinícolas com antecedência: muitas bodegas exigem agendamento prévio, principalmente para degustações e almoços harmonizados. Além disso, as mais famosas costumam lotar rápido, especialmente no outono.
  • Evite dirigir após degustações: se pretende provar vinhos, o ideal é contratar transfer, tour guiado ou usar aplicativos. Dessa forma, você aproveita a experiência com mais tranquilidade.
  • Escolha bem a região das vinícolas: Luján de Cuyo e Maipú são mais próximas e práticas para roteiros curtos. Já o Valle de Uco fica mais distante, mas oferece paisagens ainda mais impressionantes.
  • Organize o roteiro por localização: as vinícolas não ficam todas no mesmo lugar. Por isso, agrupar visitas por região evita deslocamentos longos e torna o dia mais produtivo.
  • Leve roupas adequadas para variação de temperatura: mesmo no verão, as noites podem ser mais frescas. Já no inverno, o frio aparece com força, principalmente pela manhã e à noite.
  • Use protetor solar o tempo todo: o clima é seco e ensolarado na maior parte do ano. Além disso, a altitude aumenta a incidência solar, o que exige mais cuidado com a pele.
  • Reserve pelo menos um almoço em vinícola: essa é uma das experiências mais completas da viagem. Normalmente inclui menu em etapas com harmonização de vinhos e vista para os vinhedos.
  • Inclua um passeio à alta montanha: visitar a região da Cordilheira dos Andes, com paradas em mirantes e no Parque Provincial Aconcágua, complementa bem o roteiro além das vinícolas.
  • Leve dinheiro em espécie: embora muitos lugares aceitem cartão, algumas vinícolas menores, lojinhas e serviços locais ainda preferem pagamento em dinheiro.
  • Vá com calma no ritmo da viagem: Mendoza não é um destino para correria. Portanto, intercale passeios, reserve tempo para aproveitar cada experiência e evite montar um roteiro muito apertado
  • Principal aeroporto: Aeroporto Internacional Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ)
  • Documento de entrada: RG em bom estado e com menos de 10 anos de emissão ou passaporte válido
  • Visto para brasileiros: não é necessário para turismo de até 90 dias
  • Outros requerimentos para entrada de brasileiros: não há exigências obrigatórias atualmente. No entanto, as autoridades podem solicitar comprovante de hospedagem, passagem de saída do país e comprovação de recursos financeiros. O seguro viagem não é obrigatório, mas é recomendado
  • Fuso horário: UTC/GMT-3
  • Voltagem: 220V
  • Tomada: padrão tipo I (três pinos chatos em formato inclinado)
  • Para mais informações: https://www.argentina.gob.ar/interior/migraciones

Para chegar a Mendoza, o caminho mais comum para brasileiros é voar até o Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ), que fica a cerca de 10 km do centro. Atualmente, há voos diretos entre São Paulo (GRU) e Mendoza operados por Gol e LATAM, com duração média de 3h25 e cerca de 4 frequências semanais, conforme a programação disponível para abril de 2026. Além disso, a Azul aparece com rota direta entre Campinas (VCP) e Mendoza.

Quem não encontra voo direto também pode chegar a Mendoza com conexão em Buenos Aires, Santiago, Lima ou Panamá. Buenos Aires costuma ser a alternativa mais usada, já que há voos frequentes entre a capital argentina e Mendoza, com duração média de 1h40. No entanto, vale conferir se a conexão envolve troca de aeroporto entre Ezeiza e Aeroparque, pois isso pode deixar o deslocamento mais cansativo.

Além disso, eventualmente acontece operações sazonais para Mendoza. Inclusive, houve operação sazonal da Gol entre Rio de Janeiro (GIG) e Mendoza entre 5 de janeiro e 12 de abril de 2026, com duas frequências semanais. Como essa rota era temporária, vale checar a malha aérea antes de comprar a passagem. De todo modo, para quem sai do Brasil, São Paulo segue como a porta de entrada mais prática para encontrar voos diretos a Mendoza.

Em Mendoza, a locomoção é relativamente simples, mas exige algum planejamento dependendo do tipo de roteiro. Dentro da cidade, dá para usar aplicativos de transporte, táxis e ônibus urbanos, que conectam bem as principais áreas. No entanto, para quem pretende visitar vinícolas, o carro alugado ou transfers privados acabam sendo as opções mais práticas. Isso porque muitas bodegas ficam em regiões como Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco, com distâncias que variam entre 20 e 100 km do centro.

Por outro lado, também é possível fazer passeios organizados, que já incluem transporte e visitas guiadas, o que facilita bastante a logística, especialmente para quem quer degustar vinhos sem se preocupar em dirigir. Além disso, há opções de tours de bicicleta em regiões mais próximas, que funcionam bem em dias de clima agradável.

Dicas
  • Reserve vinícolas com antecedência: muitas bodegas exigem agendamento prévio, principalmente para degustações e almoços harmonizados. Além disso, as mais famosas costumam lotar rápido, especialmente no outono.
  • Evite dirigir após degustações: se pretende provar vinhos, o ideal é contratar transfer, tour guiado ou usar aplicativos. Dessa forma, você aproveita a experiência com mais tranquilidade.
  • Escolha bem a região das vinícolas: Luján de Cuyo e Maipú são mais próximas e práticas para roteiros curtos. Já o Valle de Uco fica mais distante, mas oferece paisagens ainda mais impressionantes.
  • Organize o roteiro por localização: as vinícolas não ficam todas no mesmo lugar. Por isso, agrupar visitas por região evita deslocamentos longos e torna o dia mais produtivo.
  • Leve roupas adequadas para variação de temperatura: mesmo no verão, as noites podem ser mais frescas. Já no inverno, o frio aparece com força, principalmente pela manhã e à noite.
  • Use protetor solar o tempo todo: o clima é seco e ensolarado na maior parte do ano. Além disso, a altitude aumenta a incidência solar, o que exige mais cuidado com a pele.
  • Reserve pelo menos um almoço em vinícola: essa é uma das experiências mais completas da viagem. Normalmente inclui menu em etapas com harmonização de vinhos e vista para os vinhedos.
  • Inclua um passeio à alta montanha: visitar a região da Cordilheira dos Andes, com paradas em mirantes e no Parque Provincial Aconcágua, complementa bem o roteiro além das vinícolas.
  • Leve dinheiro em espécie: embora muitos lugares aceitem cartão, algumas vinícolas menores, lojinhas e serviços locais ainda preferem pagamento em dinheiro.
  • Vá com calma no ritmo da viagem: Mendoza não é um destino para correria. Portanto, intercale passeios, reserve tempo para aproveitar cada experiência e evite montar um roteiro muito apertado
Como Chegar

Para chegar a Mendoza, o caminho mais comum para brasileiros é voar até o Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ), que fica a cerca de 10 km do centro. Atualmente, há voos diretos entre São Paulo (GRU) e Mendoza operados por Gol e LATAM, com duração média de 3h25 e cerca de 4 frequências semanais, conforme a programação disponível para abril de 2026. Além disso, a Azul aparece com rota direta entre Campinas (VCP) e Mendoza.

Quem não encontra voo direto também pode chegar a Mendoza com conexão em Buenos Aires, Santiago, Lima ou Panamá. Buenos Aires costuma ser a alternativa mais usada, já que há voos frequentes entre a capital argentina e Mendoza, com duração média de 1h40. No entanto, vale conferir se a conexão envolve troca de aeroporto entre Ezeiza e Aeroparque, pois isso pode deixar o deslocamento mais cansativo.

Além disso, eventualmente acontece operações sazonais para Mendoza. Inclusive, houve operação sazonal da Gol entre Rio de Janeiro (GIG) e Mendoza entre 5 de janeiro e 12 de abril de 2026, com duas frequências semanais. Como essa rota era temporária, vale checar a malha aérea antes de comprar a passagem. De todo modo, para quem sai do Brasil, São Paulo segue como a porta de entrada mais prática para encontrar voos diretos a Mendoza.

Informações Úteis
  • Principal aeroporto: Aeroporto Internacional Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ)
  • Documento de entrada: RG em bom estado e com menos de 10 anos de emissão ou passaporte válido
  • Visto para brasileiros: não é necessário para turismo de até 90 dias
  • Outros requerimentos para entrada de brasileiros: não há exigências obrigatórias atualmente. No entanto, as autoridades podem solicitar comprovante de hospedagem, passagem de saída do país e comprovação de recursos financeiros. O seguro viagem não é obrigatório, mas é recomendado
  • Fuso horário: UTC/GMT-3
  • Voltagem: 220V
  • Tomada: padrão tipo I (três pinos chatos em formato inclinado)
  • Para mais informações: https://www.argentina.gob.ar/interior/migraciones
Transporte

Em Mendoza, a locomoção é relativamente simples, mas exige algum planejamento dependendo do tipo de roteiro. Dentro da cidade, dá para usar aplicativos de transporte, táxis e ônibus urbanos, que conectam bem as principais áreas. No entanto, para quem pretende visitar vinícolas, o carro alugado ou transfers privados acabam sendo as opções mais práticas. Isso porque muitas bodegas ficam em regiões como Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco, com distâncias que variam entre 20 e 100 km do centro.

Por outro lado, também é possível fazer passeios organizados, que já incluem transporte e visitas guiadas, o que facilita bastante a logística, especialmente para quem quer degustar vinhos sem se preocupar em dirigir. Além disso, há opções de tours de bicicleta em regiões mais próximas, que funcionam bem em dias de clima agradável.

Camila Reis

Por: Camila Reis

Viajar sempre foi meu jeito de entender o mundo. Sou detalhista, curiosa e completamente apaixonada por planejar viagens. Aliás, montar roteiros é o meu esporte favorito, e sim, já montei viagens só por diversão. Adoro fazer malas (sim, eu realmente gosto dessa parte), escolher hotéis e pensar em cada detalhe como se a jornada já tivesse começado ali. Como mãe, aprendi que dá para explorar o mundo com criança e ainda se divertir no caminho. Gosto de unir precisão e sensibilidade em cada texto, sempre com foco em informação confiável. Tenho uma quedinha por destinos de natureza, mas qualquer tipo de viagem me ganha. Afinal, sou uma wanderlust assumida, movida por café e pela eterna vontade de descobrir o próximo lugar do mapa.