Precisando de uma mãozinha na hora de decidir o que comer e beber na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso? Não se preocupe, nós te guiamos pelas melhores opções.
Não existe forma mais prazerosa de descobrir um destino do que pela sua gastronomia, não é mesmo? No entanto, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, é comum cair em armadilhas para turistas ao escolher onde comer e beber. Para escapar dessas “furadas” e garantir uma experiência verdadeiramente autêntica, reunimos sugestões de receitas e lugares que valem muito a pena experimentar. Vamos começar?

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- O que comer e beber na Chapada dos Guimarães
- Principais regiões para comer e beber na Chapada dos Guimarães
- Onde comer e beber na Chapada dos Guimarães
- Dicas sobre comer e beber na Chapada dos Guimarães
- Dúvidas sobre comer e beber na Chapada dos Guimarães
- Lista de onde comer e beber na Chapada dos Guimarães
O QUE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Se fôssemos resumir, diríamos que a gastronomia da Chapada dos Guimarães reflete a riqueza do Cerrado e as influências do Centro-Oeste do Brasil. Em outras palavras, ela combina ingredientes nativos, tradições cuiabanas e toques contemporâneos da cozinha de pousadas e restaurantes da região.
Antes de mais nada, é importante destacar que ingredientes como pequi, arroz, mandioca, banana-da-terra, carne bovina, frango caipira, peixes de água doce (como pintado e pacu), além de ervas, pimentas e especiarias regionais, aparecem com frequência nos pratos servidos na região.
Inclusive, preparações típicas como o arroz com pequi, a maria-isabel (arroz com carne seca), a farofa de banana, caldos regionais e peixes assados ou grelhados são bastante comuns. Esses pratos traduzem bem o sabor do Cerrado e da culinária cuiabana, oferecendo experiências que vão do almoço simples às refeições mais elaboradas em restaurantes de pousadas e hotéis.

Além disso, as refeições na Chapada costumam seguir um ritmo mais tranquilo, típico de destinos de natureza. O café da manhã geralmente acontece entre 7h e 9h, especialmente em pousadas. Já o almoço costuma ser servido entre 12h e 14h30, enquanto o jantar começa por volta das 19h e pode se estender mais tarde. Principalmente, nos restaurantes do centrinho e nas áreas de hospedagem.
Outro ponto cultural interessante é a forte presença do estilo de vida ao ar livre. Na Chapada, o contato com a natureza influencia também a alimentação: é comum ver piqueniques em mirantes, refeições leves após trilhas e encontros em pousadas com clima descontraído.
Em algumas ocasiões, o churrasco também aparece como momento de convivência entre amigos e viajantes.
Ao explorar a região, o visitante também encontra uma boa variedade de lugares para comer e beber: restaurantes familiares no centro da cidade, pousadas com cozinha autoral, cafés acolhedores e pequenos estabelecimentos que valorizam ingredientes regionais. Ou seja, há opções que vão do simples ao sofisticado, sempre com forte identidade local.
BARATO OU CARO: QUANTO VOU GASTAR PARA COMER BEM NA CHAPADA DOS GUIMARÃES?
Na Chapada dos Guimarães, é possível comer bem com diferentes níveis de orçamento, já que a região atende tanto viajantes econômicos quanto quem busca experiências gastronômicas mais sofisticadas.

Em lanches rápidos, food trucks e opções mais simples no centro da cidade, os valores costumam variar entre R$ 20 e R$ 40. Já em restaurantes simples ou familiares, uma refeição completa geralmente fica entre R$ 50 e R$ 100, com pratos caseiros e receitas regionais bem servidas.
Para experiências intermediárias, comuns em restaurantes de pousadas e casas mais estruturadas, os preços costumam variar entre R$ 120 e R$ 220 por pessoa. Especialmente, em jantares com pratos elaborados e ingredientes locais.
Por fim, em experiências mais sofisticadas — como restaurantes autorais, menus especiais em pousadas e refeições com vista privilegiada para a natureza — os valores podem variar de R$ 250 a mais de R$ 600, dependendo do nível de exclusividade e da proposta gastronômica.
PRINCIPAIS COMIDAS TÍPICAS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
A seguir, estão alguns dos pratos mais emblemáticos da Chapada dos Guimarães e da culinária cuiabana — receitas que nasceram, ganharam identidade ou se popularizaram no interior de Mato Grosso, especialmente entre fazendas, casas de família e restaurantes regionais:

Arroz com pequi.
- Arroz com pequi: Um dos pratos mais representativos do Centro-Oeste. O pequi, fruto típico do Cerrado, dá um sabor intenso e marcante ao arroz. É preciso cuidado ao comer por causa do caroço espinhoso — faz parte da experiência local.
- Maria-isabel: Clássico da culinária mato-grossense, combina arroz com carne seca desfiada. Simples, saboroso e muito presente em almoços caseiros e restaurantes tradicionais.
- Pacu assado ou na brasa: Peixe de água doce bastante comum na região, preparado inteiro na grelha ou assado. Geralmente servido com farofa, arroz e vinagrete.
- Mojica de pintado: Ensopado cremoso feito com pintado (peixe típico dos rios da região), mandioca e temperos. Um prato reconfortante e cheio de sabor.
- Farofa de banana: Acompanhamento clássico que mistura farinha de mandioca com banana-da-terra. O contraste entre doce e salgado é bem característico da cozinha local.
- Carne de sol com mandioca: Muito comum em todo o Centro-Oeste, aparece em diversas versões na Chapada, geralmente acompanhada de arroz, feijão e vinagrete.
- Galinhada: Arroz cozido com frango e temperos, bastante popular em reuniões familiares e refeições mais fartas.
- Paçoca de pilão: Diferente da versão doce, aqui é uma mistura salgada de carne seca socada com farinha de mandioca. Tradicional e bastante energética.
- Caldo de piranha: Prato típico e cheio de histórias, muito consumido como refeição ou até como revigorante após um dia de trilhas.
PRINCIPAIS DOCES TÍPICOS DA CHAPADA DOS GUIMARÃES
A seguir, estão alguns dos doces mais populares entre moradores e visitantes — receitas que refletem a tradição caseira e o uso de frutas e ingredientes típicos do Cerrado e do interior de Mato Grosso:

Doce de mamão em calda.
- Furrundu: Doce típico e bastante tradicional da região, feito com mamão verde ralado, rapadura ou açúcar mascavo e especiarias. Tem textura mais firme e sabor intenso.
- Doce de caju: Muito comum no Centro-Oeste, pode aparecer em calda ou em compota. O sabor levemente ácido do caju combina perfeitamente com o açúcar, resultando em uma sobremesa equilibrada.
- Doce de mamão em calda: Clássico das cozinhas do interior, preparado lentamente até atingir textura macia e sabor adocicado marcante. Frequentemente servido após as refeições.
- Doce de banana: Pode ser encontrado em diversas versões: em pasta, em pedaços ou mais cremoso. É um dos doces mais presentes em restaurantes e pousadas da Chapada.
- Rapadura: Mais do que um doce, é um símbolo da culinária regional. Feita a partir do caldo da cana-de-açúcar, é consumida pura ou como base para outras receitas.
- Paçoca doce (de amendoim): Diferente da paçoca salgada de pilão, essa versão é feita com amendoim, açúcar e farinha, sendo bastante popular como sobremesa ou lanche.
- Queijadinha: Doce à base de coco e queijo, com textura macia e levemente dourada. Bastante comum em padarias e cafés da região.
- Pé de moleque: Feito com amendoim e açúcar ou rapadura, é crocante e muito consumido em feiras, mercados e eventos locais.
PRINCIPAIS BEBIDAS TÍPICAS DA CHAPADA DOS GUIMARÃES
A seguir, confira uma seleção das bebidas mais consumidas na Chapada dos Guimarães — desde opções regionais e refrescantes até aquelas que fazem parte do dia a dia e dos momentos de descanso após as trilhas:

Tereré.
- Tereré: Muito popular em todo o Centro-Oeste, é uma infusão de erva-mate consumida gelada, geralmente com água ou suco de limão. Refrescante e social, é comum ver grupos compartilhando a bebida, especialmente nos dias quentes.
- Caldo de cana: Extraído na hora, é doce, energético e bastante consumido em feiras e pequenos estabelecimentos. Costuma ser servido bem gelado, às vezes acompanhado de pastel.
- Sucos de frutas do Cerrado: Sabores como caju, mangaba, acerola e goiaba aparecem com frequência. Naturais e refrescantes, são ótimos para o clima quente da região.
- Cachaças artesanais: Produzidas em alambiques regionais ou trazidas de outras partes do Brasil, são bastante apreciadas puras ou em drinks. Algumas versões incluem infusões com frutas e especiarias locais.
- Licores caseiros: Produzidos artesanalmente, podem ser feitos com frutas, ervas ou sementes típicas. São comuns em pousadas e lojinhas locais.
- Cervejas artesanais: Embora muitas sejam de produção nacional, há uma presença crescente de rótulos artesanais em bares e restaurantes da região, incluindo opções leves ideais para o calor.
PRINCIPAIS REGIÕES PARA COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Para começar, o centrinho da cidade é o principal ponto gastronômico da Chapada. É ali que se concentram restaurantes, bares, cafés e lojinhas. A região é ideal para quem quer praticidade, variedade e aquele clima descontraído, especialmente à noite, quando o movimento aumenta e os estabelecimentos ficam mais animados.

Já a região próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães reúne pousadas e restaurantes com propostas mais tranquilas e integradas à natureza. Muitos desses lugares funcionam dentro de hospedagens e oferecem desde comida caseira até menus mais elaborados, perfeitos para quem quer relaxar após um dia de trilhas.
Seguindo a exploração, áreas com mirantes e arredores naturais também oferecem experiências interessantes. Alguns restaurantes e cafés aproveitam a paisagem como parte do roteiro, criando ambientes ideais para almoços com vista ou cafés ao pôr do sol — uma das marcas da Chapada.
Outro destaque são as estradas e acessos turísticos, onde é comum encontrar pequenos restaurantes, quiosques e paradas gastronômicas simples, muitas vezes familiares. Esses locais costumam servir pratos regionais autênticos, como peixes, galinhada e doces caseiros, sendo ótimas oportunidades para provar a culinária local de forma genuína.
Por fim, para uma experiência mais completa, muitas pousadas gastronômicas da região investem em menus autorais e jantares especiais, às vezes abertos também para não hóspedes. Nessas experiências, o foco está na valorização de ingredientes do Cerrado e em um atendimento mais personalizado.
ONDE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Como vimos, a Chapada dos Guimarães é um destino que vai muito além das paisagens — a gastronomia local também surpreende, com sabores do Cerrado, receitas caseiras e experiências em meio à natureza. Mas afinal, onde comer e beber por lá?
Para facilitar sua viagem, selecionamos alguns estabelecimentos que representam bem a região, desde restaurantes acolhedores até experiências mais sofisticadas em meio a cenários incríveis:
- (Foto: Pomodori Trattoria)
- (Foto: Pomodori Trattoria)
- Pomodori Trattoria: Um dos mais conhecidos da cidade, com culinária italiana bem executada e ambiente charmoso. Ótimo para jantares especiais.
- Trapiche Restaurante: Clássico da região, famoso pelos peixes e pratos típicos mato-grossenses, como mojica e pacu.
- Restaurante Atmã: Proposta mais contemporânea, com foco em ingredientes regionais e apresentação sofisticada. Ideal para uma experiência gastronômica diferenciada.
- Bistrô da Mata: Charmoso e intimista, combina pratos criativos com um ambiente cercado por natureza.
- Restaurante Morro dos Ventos: Um dos mais icônicos da Chapada, famoso pela vista incrível e pratos bem servidos — perfeito para um almoço com paisagem.
- Pão da Praça: Ótimo para cafés, lanches e pausas ao longo do dia no centrinho da cidade.
- O Lugar: Espaço aconchegante com boas opções de café da manhã e brunch.











