Comer e beber

Comer e beber

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Precisando de uma mãozinha na hora de decidir o que comer e beber na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso? Não se preocupe, nós te guiamos pelas melhores opções.

Por: Gabriella Pawlowski, Atualizado em 14/04/2026

Não existe forma mais prazerosa de descobrir um destino do que pela sua gastronomia, não é mesmo? No entanto, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, é comum cair em armadilhas para turistas ao escolher onde comer e beber. Para escapar dessas “furadas” e garantir uma experiência verdadeiramente autêntica, reunimos sugestões de receitas e lugares que valem muito a pena experimentar. Vamos começar?

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

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O QUE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Se fôssemos resumir, diríamos que a gastronomia da Chapada dos Guimarães reflete a riqueza do Cerrado e as influências do Centro-Oeste do Brasil. Em outras palavras, ela combina ingredientes nativos, tradições cuiabanas e toques contemporâneos da cozinha de pousadas e restaurantes da região.

Antes de mais nada, é importante destacar que ingredientes como pequi, arroz, mandioca, banana-da-terra, carne bovina, frango caipira, peixes de água doce (como pintado e pacu), além de ervas, pimentas e especiarias regionais, aparecem com frequência nos pratos servidos na região.

Inclusive, preparações típicas como o arroz com pequi, a maria-isabel (arroz com carne seca), a farofa de banana, caldos regionais e peixes assados ou grelhados são bastante comuns. Esses pratos traduzem bem o sabor do Cerrado e da culinária cuiabana, oferecendo experiências que vão do almoço simples às refeições mais elaboradas em restaurantes de pousadas e hotéis.

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

Além disso, as refeições na Chapada costumam seguir um ritmo mais tranquilo, típico de destinos de natureza. O café da manhã geralmente acontece entre 7h e 9h, especialmente em pousadas. Já o almoço costuma ser servido entre 12h e 14h30, enquanto o jantar começa por volta das 19h e pode se estender mais tarde. Principalmente, nos restaurantes do centrinho e nas áreas de hospedagem.

Outro ponto cultural interessante é a forte presença do estilo de vida ao ar livre. Na Chapada, o contato com a natureza influencia também a alimentação: é comum ver piqueniques em mirantes, refeições leves após trilhas e encontros em pousadas com clima descontraído.

Em algumas ocasiões, o churrasco também aparece como momento de convivência entre amigos e viajantes.

Ao explorar a região, o visitante também encontra uma boa variedade de lugares para comer e beber: restaurantes familiares no centro da cidade, pousadas com cozinha autoral, cafés acolhedores e pequenos estabelecimentos que valorizam ingredientes regionais. Ou seja, há opções que vão do simples ao sofisticado, sempre com forte identidade local.

BARATO OU CARO: QUANTO VOU GASTAR PARA COMER BEM NA CHAPADA DOS GUIMARÃES?

Na Chapada dos Guimarães, é possível comer bem com diferentes níveis de orçamento, já que a região atende tanto viajantes econômicos quanto quem busca experiências gastronômicas mais sofisticadas.

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

Em lanches rápidos, food trucks e opções mais simples no centro da cidade, os valores costumam variar entre R$ 20 e R$ 40. Já em restaurantes simples ou familiares, uma refeição completa geralmente fica entre R$ 50 e R$ 100, com pratos caseiros e receitas regionais bem servidas.

Para experiências intermediárias, comuns em restaurantes de pousadas e casas mais estruturadas, os preços costumam variar entre R$ 120 e R$ 220 por pessoa. Especialmente, em jantares com pratos elaborados e ingredientes locais.

Por fim, em experiências mais sofisticadas — como restaurantes autorais, menus especiais em pousadas e refeições com vista privilegiada para a natureza — os valores podem variar de R$ 250 a mais de R$ 600, dependendo do nível de exclusividade e da proposta gastronômica.

PRINCIPAIS COMIDAS TÍPICAS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

A seguir, estão alguns dos pratos mais emblemáticos da Chapada dos Guimarães e da culinária cuiabana — receitas que nasceram, ganharam identidade ou se popularizaram no interior de Mato Grosso, especialmente entre fazendas, casas de família e restaurantes regionais:

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

Arroz com pequi.

  • Arroz com pequi: Um dos pratos mais representativos do Centro-Oeste. O pequi, fruto típico do Cerrado, dá um sabor intenso e marcante ao arroz. É preciso cuidado ao comer por causa do caroço espinhoso — faz parte da experiência local.
  • Maria-isabel: Clássico da culinária mato-grossense, combina arroz com carne seca desfiada. Simples, saboroso e muito presente em almoços caseiros e restaurantes tradicionais.
  • Pacu assado ou na brasa: Peixe de água doce bastante comum na região, preparado inteiro na grelha ou assado. Geralmente servido com farofa, arroz e vinagrete.
  • Mojica de pintado: Ensopado cremoso feito com pintado (peixe típico dos rios da região), mandioca e temperos. Um prato reconfortante e cheio de sabor.
  • Farofa de banana: Acompanhamento clássico que mistura farinha de mandioca com banana-da-terra. O contraste entre doce e salgado é bem característico da cozinha local.
  • Carne de sol com mandioca: Muito comum em todo o Centro-Oeste, aparece em diversas versões na Chapada, geralmente acompanhada de arroz, feijão e vinagrete.
  • Galinhada: Arroz cozido com frango e temperos, bastante popular em reuniões familiares e refeições mais fartas.
  • Paçoca de pilão: Diferente da versão doce, aqui é uma mistura salgada de carne seca socada com farinha de mandioca. Tradicional e bastante energética.
  • Caldo de piranha: Prato típico e cheio de histórias, muito consumido como refeição ou até como revigorante após um dia de trilhas.

PRINCIPAIS DOCES TÍPICOS DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

A seguir, estão alguns dos doces mais populares entre moradores e visitantes — receitas que refletem a tradição caseira e o uso de frutas e ingredientes típicos do Cerrado e do interior de Mato Grosso:

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

Doce de mamão em calda.

  • Furrundu: Doce típico e bastante tradicional da região, feito com mamão verde ralado, rapadura ou açúcar mascavo e especiarias. Tem textura mais firme e sabor intenso.
  • Doce de caju: Muito comum no Centro-Oeste, pode aparecer em calda ou em compota. O sabor levemente ácido do caju combina perfeitamente com o açúcar, resultando em uma sobremesa equilibrada.
  • Doce de mamão em calda: Clássico das cozinhas do interior, preparado lentamente até atingir textura macia e sabor adocicado marcante. Frequentemente servido após as refeições.
  • Doce de banana: Pode ser encontrado em diversas versões: em pasta, em pedaços ou mais cremoso. É um dos doces mais presentes em restaurantes e pousadas da Chapada.
  • Rapadura: Mais do que um doce, é um símbolo da culinária regional. Feita a partir do caldo da cana-de-açúcar, é consumida pura ou como base para outras receitas.
  • Paçoca doce (de amendoim): Diferente da paçoca salgada de pilão, essa versão é feita com amendoim, açúcar e farinha, sendo bastante popular como sobremesa ou lanche.
  • Queijadinha: Doce à base de coco e queijo, com textura macia e levemente dourada. Bastante comum em padarias e cafés da região.
  • Pé de moleque: Feito com amendoim e açúcar ou rapadura, é crocante e muito consumido em feiras, mercados e eventos locais.

PRINCIPAIS BEBIDAS TÍPICAS DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

A seguir, confira uma seleção das bebidas mais consumidas na Chapada dos Guimarães — desde opções regionais e refrescantes até aquelas que fazem parte do dia a dia e dos momentos de descanso após as trilhas:

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

Tereré.

  • Tereré: Muito popular em todo o Centro-Oeste, é uma infusão de erva-mate consumida gelada, geralmente com água ou suco de limão. Refrescante e social, é comum ver grupos compartilhando a bebida, especialmente nos dias quentes.
  • Caldo de cana: Extraído na hora, é doce, energético e bastante consumido em feiras e pequenos estabelecimentos. Costuma ser servido bem gelado, às vezes acompanhado de pastel.
  • Sucos de frutas do Cerrado: Sabores como caju, mangaba, acerola e goiaba aparecem com frequência. Naturais e refrescantes, são ótimos para o clima quente da região.
  • Cachaças artesanais: Produzidas em alambiques regionais ou trazidas de outras partes do Brasil, são bastante apreciadas puras ou em drinks. Algumas versões incluem infusões com frutas e especiarias locais.
  • Licores caseiros: Produzidos artesanalmente, podem ser feitos com frutas, ervas ou sementes típicas. São comuns em pousadas e lojinhas locais.
  • Cervejas artesanais: Embora muitas sejam de produção nacional, há uma presença crescente de rótulos artesanais em bares e restaurantes da região, incluindo opções leves ideais para o calor.

PRINCIPAIS REGIÕES PARA COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Para começar, o centrinho da cidade é o principal ponto gastronômico da Chapada. É ali que se concentram restaurantes, bares, cafés e lojinhas. A região é ideal para quem quer praticidade, variedade e aquele clima descontraído, especialmente à noite, quando o movimento aumenta e os estabelecimentos ficam mais animados.

Já a região próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães reúne pousadas e restaurantes com propostas mais tranquilas e integradas à natureza. Muitos desses lugares funcionam dentro de hospedagens e oferecem desde comida caseira até menus mais elaborados, perfeitos para quem quer relaxar após um dia de trilhas.

Seguindo a exploração, áreas com mirantes e arredores naturais também oferecem experiências interessantes. Alguns restaurantes e cafés aproveitam a paisagem como parte do roteiro, criando ambientes ideais para almoços com vista ou cafés ao pôr do sol — uma das marcas da Chapada.

Outro destaque são as estradas e acessos turísticos, onde é comum encontrar pequenos restaurantes, quiosques e paradas gastronômicas simples, muitas vezes familiares. Esses locais costumam servir pratos regionais autênticos, como peixes, galinhada e doces caseiros, sendo ótimas oportunidades para provar a culinária local de forma genuína.

Por fim, para uma experiência mais completa, muitas pousadas gastronômicas da região investem em menus autorais e jantares especiais, às vezes abertos também para não hóspedes. Nessas experiências, o foco está na valorização de ingredientes do Cerrado e em um atendimento mais personalizado.

ONDE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Como vimos, a Chapada dos Guimarães é um destino que vai muito além das paisagens — a gastronomia local também surpreende, com sabores do Cerrado, receitas caseiras e experiências em meio à natureza. Mas afinal, onde comer e beber por lá?

Para facilitar sua viagem, selecionamos alguns estabelecimentos que representam bem a região, desde restaurantes acolhedores até experiências mais sofisticadas em meio a cenários incríveis:

  • Pomodori Trattoria: Um dos mais conhecidos da cidade, com culinária italiana bem executada e ambiente charmoso. Ótimo para jantares especiais.
  • Trapiche Restaurante: Clássico da região, famoso pelos peixes e pratos típicos mato-grossenses, como mojica e pacu.
  • Restaurante Atmã: Proposta mais contemporânea, com foco em ingredientes regionais e apresentação sofisticada. Ideal para uma experiência gastronômica diferenciada.
  • Bistrô da Mata: Charmoso e intimista, combina pratos criativos com um ambiente cercado por natureza.
  • Restaurante Morro dos Ventos: Um dos mais icônicos da Chapada, famoso pela vista incrível e pratos bem servidos — perfeito para um almoço com paisagem.
  • Pão da Praça: Ótimo para cafés, lanches e pausas ao longo do dia no centrinho da cidade.
  • O Lugar: Espaço aconchegante com boas opções de café da manhã e brunch.

Explorar esses lugares garante uma experiência completa na Chapada dos Guimarães, combinando o melhor da culinária regional com ambientes acolhedores e, muitas vezes, vistas inesquecíveis. Aqui, comer e beber faz parte da própria viagem.

MAPA DOS ESTABELECIMENTOS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

A seguir, veja um mapa com os principais estabelecimentos gastronômicos da Chapada dos Guimarães. Além dos já mencionados, há muitas outras opções igualmente incríveis. Basta abrir o mapa quando estiver na cidade e conferir qual restaurante está mais próximo de você:

DICAS SOBRE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Para quem está planejando uma viagem à Chapada dos Guimarães, alguns cuidados simples fazem toda a diferença na hora de aproveitar a gastronomia local. Como o destino tem um ritmo mais tranquilo e uma estrutura menor do que grandes cidades, planejamento é essencial para comer bem e sem imprevistos:

Comer e beber na Chapada dos Guimarães

  • Planeje seus horários (isso muda tudo): Depois das trilhas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, muitos visitantes chegam ao mesmo tempo para almoçar, geralmente entre 13h e 14h. Isso pode significar filas e demora no atendimento. Sempre que possível, antecipe o almoço ou deixe para um pouco mais tarde.
  • Faça reservas nos lugares mais disputados: Restaurantes com vista ou mais conhecidos costumam lotar aos finais de semana e feriados. Reservar com antecedência garante uma experiência mais tranquila — especialmente no jantar.
  • Tenha dinheiro ou PIX como alternativa: Embora muitos estabelecimentos aceitem cartão, pequenos restaurantes, quiosques e paradas de estrada podem ter limitações. Ter opções de pagamento evita contratempos.
  • Não dependa de internet durante os deslocamentos: O sinal de celular pode falhar bastante, principalmente em áreas naturais e estradas. Baixar mapas offline ajuda a encontrar restaurantes sem dificuldade.
  • Defina onde comer antes de sair para os passeios: Fora do centrinho, as opções são mais escassas. Planejar onde será a próxima refeição evita perda de tempo — e fome depois de um dia intenso de atividades.
  • Considere restaurantes de pousadas: Muitas pousadas da região têm cozinhas excelentes, algumas abertas também para não hóspedes. São ótimas opções para fugir do óbvio e ter refeições mais exclusivas.
  • Evite improvisar em feriados e alta temporada: Por fim, nessas épocas, a Chapada fica cheia e a demanda por restaurantes aumenta bastante. Sem planejamento, pode ser difícil encontrar mesa disponível.

DÚVIDAS SOBRE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES?

Quem visita a Chapada dos Guimarães costuma ter dúvidas sobre onde comer, o que provar e como funcionam as refeições por lá. A seguir, estão algumas das perguntas mais frequentes entre viajantes:

1. Quais são as principais comidas típicas da Chapada dos Guimarães?

De modo geral, a culinária local é baseada em ingredientes regionais e receitas tradicionais do Centro-Oeste. Entre os pratos que você realmente precisa experimentar, destacam-se o arroz com pequi, a maria-isabel (arroz com carne seca), o pacu assado, a mojica de pintado, a farofa de banana e a galinhada.

2. Onde comer e beber barato na Chapada dos Guimarães?

Se a ideia é economizar, a melhor estratégia é explorar o centrinho da cidade. Por lá, você encontra restaurantes simples, lanchonetes e pratos executivos com preços acessíveis. Em geral, refeições mais econômicas custam entre R$ 20 e R$ 60, especialmente no almoço.

3. Qual é o horário das refeições na Chapada?

Na Chapada dos Guimarães, os horários seguem um ritmo mais tranquilo e, em alguns casos, mais limitado. Normalmente, funciona assim:

  • Café da manhã: entre 7h e 9h (principalmente em pousadas).
  • Almoço: entre 12h e 14h30.
  • Jantar: a partir das 19h.

No entanto, é importante ter em mente que muitos restaurantes fecham mais cedo do que o esperado, especialmente durante a semana. Por isso, planejar com antecedência faz toda a diferença.

4. É necessário dar gorjeta na Chapada dos Guimarães?

De maneira geral, não é obrigatório. Ainda assim, muitos restaurantes incluem automaticamente cerca de 10% de taxa de serviço na conta.

5. É preciso reservar mesa na Chapada dos Guimarães?

Isso depende bastante do período da sua viagem e do tipo de restaurante escolhido. Em dias de semana e fora da alta temporada, normalmente não é necessário reservar.

LISTA DE ONDE COMER E BEBER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Por fim, pensando em facilitar a vida dos viajantes, a Travel criou uma lista de opções de lugares para comer e beber na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Isto é, com as informações mais importantes, tais como preço, localização e mais detalhes do serviço:

Gabriella Pawlowski

Por: Gabriella Pawlowski

Desde cedo, meus pais me ensinaram que nenhum brinquedo da moda vale tanto quanto uma boa aventura em um destino novo — e foi assim que aprendi a olhar o mundo com curiosidade.Aos 15 anos, comecei a viajar sozinha e descobri minha paixão por culturas, idiomas, religiões e diferentes estilos de vida. Hoje, na Travel, busco mostrar o lado mais autêntico das viagens: menos turístico, mais local.Gosto de revelar spots secretos para ver o pôr do sol, restaurantes familiares com boa comida e bom preço e experiências imersivas que conectam o viajante à verdadeira essência de cada lugar.Prontos para começar a explorar o mundo comigo?