Fazer uma road trip nos Estados Unidos é uma daquelas experiências que parecem simples até começar o planejamento. Afinal, além de escolher a rota e alugar o carro, também é preciso entender como funcionam os pedágios, o abastecimento, os documentos exigidos e algumas regras de trânsito diferentes das do Brasil. A boa notícia é que, com um pouco de organização, dirigir pelo país costuma ser bem tranquilo. Neste guia, você vai encontrar as principais informações para pegar a estrada com mais segurança e evitar surpresas durante a viagem.

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QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ROAD TRIPS DOS ESTADOS UNIDOS?

Poucos países combinam tão bem com uma viagem de carro quanto os Estados Unidos. As longas rodovias atravessam desertos, montanhas, pequenas cidades, parques nacionais e alguns dos trechos costeiros mais bonitos do país. Além disso, há opções para diferentes estilos de viagem, desde percursos de poucos dias até rotas que atravessam vários estados. Entre tantas possibilidades, cinco road trips se destacam e ajudam a entender por que pegar a estrada faz parte da experiência de viajar pelos Estados Unidos.

ROTA 66

A Route 66 é provavelmente a road trip mais famosa dos Estados Unidos e ganhou um motivo extra para entrar nos planos em 2026: a estrada completa 100 anos. A rota histórica foi estabelecida em 1926 e liga Chicago, em Illinois, a Santa Monica, na Califórnia. Pelo caminho, atravessa oito estados: Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. São aproximadamente 2.400 milhas, ou quase 3.900 quilômetros.

No entanto, é importante saber que a Route 66 deixou de fazer parte oficialmente do sistema de rodovias dos Estados Unidos em 1985. Por isso, hoje o viajante percorre uma combinação de trechos históricos, estradas locais e rodovias interestaduais. Entre as paradas mais conhecidas estão St. Louis, Oklahoma City, Amarillo, Albuquerque e várias pequenas cidades que preservam postos de gasolina, motéis e letreiros antigos. Para fazer o trajeto completo com calma, vale reservar cerca de duas semanas.

PACIFIC COAST HIGHWAY

Para quem prefere mar e paisagens costeiras, uma das viagens mais procuradas é pela Highway 1, na Califórnia, frequentemente chamada de Pacific Coast Highway. Um dos roteiros mais tradicionais conecta San Francisco a Los Angeles, com paradas em Monterey, Carmel-by-the-Sea, Big Sur, San Luis Obispo e Santa Barbara. Além disso, o trajeto permite parar em mirantes e pequenas cidades ao longo da costa. Eu fiz esse percurso em 2025 e foi uma das viagens mais incríveis da minha vida. 

Mas fica a dica: nesse caso, não vale ter pressa. Parte da graça está justamente em fazer desvios, parar nos mirantes e dormir em cidades menores pelo caminho. Também é importante conferir as condições da Highway 1 antes da viagem, já que incêndios, deslizamentos e obras podem provocar bloqueios ou alterações temporárias. No boletim mais recente do Caltrans disponível no fim de setembro de 2026, não havia um fechamento integral de Big Sur, mas havia circulação controlada em uma faixa na região de Rocky Creek por causa de obras.

FLÓRIDA KEYS

A Flórida também rende uma road trip bem diferente daquela viagem clássica focada apenas em Miami e Orlando. Uma das melhores opções é seguir de Miami em direção a Key West pela Overseas Highway, trecho da U.S. 1 que atravessa as Florida Keys. A estrada passa por ilhas como Key Largo, Islamorada e Marathon antes de chegar ao ponto mais ao sul do roteiro.

O percurso pelas Keys tem cerca de 110 milhas e cruza 42 pontes, com o mar aparecendo dos dois lados em vários trechos. Uma delas é a famosa Seven Mile Bridge, que liga a região de Marathon a Lower Keys. Embora seja possível chegar de Miami a Key West no mesmo dia, a viagem fica muito mais interessante com pelo menos uma ou duas noites pelo caminho. Assim, dá para aproveitar praias, parques, restaurantes e atividades no mar sem transformar a road trip apenas em deslocamento.

PARQUES NACIONAIS DO OESTE AMERICANO

Outra possibilidade é transformar os parques nacionais do Oeste em uma grande viagem de carro. Não existe apenas um roteiro fechado. Ainda assim, uma das combinações mais procuradas passa por Las Vegas, Zion National Park, Bryce Canyon, Page, Monument Valley e Grand Canyon. Quem tem mais dias também pode incluir os outros parques de Utah, como Capitol Reef, Arches e Canyonlands.

As distâncias parecem pequenas no mapa, mas é melhor reservar vários dias para o roteiro. Só entre Zion e Bryce Canyon, por exemplo, são cerca de 1h30 a 2 horas de viagem. Além disso, alguns parques restringem a circulação de carros em determinadas épocas. Em 2026, a Zion Canyon Scenic Drive utiliza ônibus gratuitos durante boa parte do ano e fica fechada para veículos particulares enquanto o sistema está funcionando. Portanto, quem monta uma road trip pelos parques precisa verificar não apenas as estradas, mas também os sistemas de transporte e as condições de cada parque antes da viagem.

Grand Canyon

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NOVA INGLATERRA

Já quem viaja no segundo semestre pode considerar uma road trip pela Nova Inglaterra, região formada por Massachusetts, Maine, New Hampshire, Vermont, Rhode Island e Connecticut. O roteiro fica especialmente procurado no outono americano, quando as folhas começam a ganhar tons de amarelo, laranja e vermelho.

Uma viagem pode começar em Boston e seguir por Vermont e New Hampshire antes de chegar ao Maine, embora existam várias combinações possíveis. O período de pico das cores muda conforme o estado, a altitude e as condições climáticas. Em New Hampshire, por exemplo, as áreas ao norte costumam atingir o auge primeiro, enquanto as regiões ao sul e próximas ao litoral mudam mais tarde. Por isso, quem viaja atrás da fall foliage (mudança de cor das folhas no outono) deve acompanhar os relatórios atualizados durante as semanas anteriores à viagem. Hotéis também costumam ter alta procura nessa época, especialmente em Vermont, New Hampshire e Maine.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA DIRIGIR NOS ESTADOS UNIDOS

Quem pretende dirigir nos Estados Unidos deve conferir tanto as regras do estado quanto as exigências da locadora. Em geral, a CNH brasileira válida é aceita para turistas, mas a necessidade da Permissão Internacional para Dirigir pode variar. Por isso, vale verificar as regras dos estados incluídos no roteiro antes da viagem.

  • CNH brasileira válida: é o principal documento para dirigir e também costuma ser exigida na retirada do veículo. Na Califórnia, por exemplo, visitantes maiores de 18 anos podem dirigir com uma habilitação válida emitida em outro país enquanto ela estiver dentro da validade. No Texas, uma habilitação estrangeira válida pode ser reconhecida por até um ano, desde que o visitante não se torne residente.
  • PID — Permissão Internacional para Dirigir: não existe uma regra única para todo o país. Alguns estados podem exigir o documento, enquanto outros não. Além disso, a locadora pode estabelecer suas próprias condições. A PID funciona como uma tradução da habilitação e não substitui a CNH original. Inclusive, temos uma matéria na Travel ensinando como emitir.
Permissão Internacional para Dirigir - Estado de MG

Permissão Internacional para Dirigir – Estado de MG – Imagem: Camila Reis

MAIS DOCUMENTOS:

  • Passaporte: turistas estrangeiros devem levá-lo para identificação. Locadoras como a Hertz exigem passaporte junto da habilitação estrangeira em determinadas situações.
  • Cartão de crédito ou débito: as regras variam bastante entre as locadoras e até entre unidades da mesma empresa. Normalmente, o cartão deve estar em nome do motorista principal e pode receber um bloqueio temporário como garantia. Algumas empresas aceitam débito, mas impõem condições adicionais.
  • Contrato de locação: depois da retirada, mantenha o contrato e os documentos fornecidos pela locadora no veículo durante a viagem.
  • Documentos dos motoristas adicionais: quem também pretende dirigir deve ser incluído no contrato e apresentar a documentação exigida pela locadora.
  • Reserva e informações da viagem: dependendo da empresa e da unidade, turistas estrangeiros também podem precisar apresentar comprovante de reserva ou informações do voo.

A idade mínima também merece atenção. Ela não é igual em todas as locadoras. Na Enterprise, por exemplo, a regra geral apresentada é de 25 anos, com possibilidade de locação para motoristas mais jovens mediante taxa adicional. Já a Hertz permite aluguel a partir dos 20 anos na maior parte dos Estados Unidos, com exceções estaduais, além de cobrar uma taxa para jovens motoristas.

COMO FUNCIONAM OS PEDÁGIOS NOS ESTADOS UNIDOS

Os pedágios nos Estados Unidos variam bastante de um estado para outro. Em muitas rodovias, pontes e túneis, a cobrança já é totalmente eletrônica. Ou seja, o motorista passa normalmente e o pagamento acontece por transponder ou pela leitura da placa. Por isso, quem vai alugar um carro precisa entender o sistema antes de pegar a estrada.

PEDÁGIO ELETRÔNICO É CADA VEZ MAIS COMUM

Entre os sistemas mais conhecidos está o E-ZPass, usado em diversas estradas do Nordeste e de outras regiões do país. Um único transponder pode funcionar em diferentes estados participantes, incluindo Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia, Massachusetts, Virgínia e até algumas estradas da Flórida. Nem toda rodovia de um estado participante, porém, aceita necessariamente o sistema.

Na Flórida, o principal sistema é o SunPass. Ele funciona nas rodovias pedagiadas, pontes e faixas administradas participantes do estado. O SunPass também possui versões interoperáveis: o SunPass PRO, por exemplo, pode ser usado na Flórida e em diversos outros estados onde o E-ZPass é aceito.

E QUANDO NÃO HÁ CABINE DE PEDÁGIO?

Em estradas com cobrança totalmente eletrônica, câmeras registram a placa do veículo quando nenhum transponder válido é identificado. Na Flórida, esse sistema é chamado de TOLL-BY-PLATE. No entanto, com carros alugados, a cobrança normalmente não chega diretamente ao turista. A fatura vai para o proprietário registrado do veículo, ou seja, a locadora, que depois repassa o valor conforme as condições do contrato.

Isso significa que não é uma boa ideia simplesmente atravessar o pedágio e pensar em pagar depois. Dependendo da locadora, além do valor do pedágio, podem existir taxas administrativas ou de serviço.

COMO FUNCIONAM OS PEDÁGIOS COM CARRO ALUGADO?

As principais locadoras possuem programas próprios para cobrança de pedágios. Algumas utilizam a leitura da placa, enquanto outras trabalham com transponders instalados nos veículos. As condições e os preços variam de empresa para empresa.

Por isso, antes de sair da locadora, confirme:

  • se o carro possui algum programa de pedágios ativo;
  • quanto custa a taxa de utilização;
  • se a cobrança acontece apenas nos dias em que houver pedágio;
  • se existe pacote com pedágios ilimitados;
  • se o valor do pedágio já está incluído na taxa ou será cobrado separadamente;
  • se você pode utilizar um transponder próprio.

As diferenças podem ser grandes. Na Flórida, por exemplo, o programa oficial de pedágios informa que Enterprise, Alamo e National cobram uma taxa de serviço apenas nos dias em que o motorista utiliza pedágios, com limite por período de locação. Já outras empresas oferecem planos diários com pedágios ilimitados. Portanto, é importante conferir as condições atuais da locadora escolhida antes da viagem.

VALE A PENA CONTRATAR O PACOTE DE PEDÁGIOS?

Depende principalmente do roteiro. Para quem pretende dirigir bastante por regiões com muitas toll roads, um pacote da locadora pode trazer praticidade. Porém, em viagens com poucos pedágios, uma diária fixa durante todo o período do aluguel pode sair mais cara do que os próprios pedágios.

Também existe a possibilidade de usar um transponder pessoal compatível. Na Flórida, por exemplo, é permitido cadastrar temporariamente a placa de um carro alugado em uma conta SunPass. Nesse caso, é essencial informar corretamente as datas de início e fim da locação e retirar o veículo da conta depois da devolução.

Dica: antes de retirar o carro, pesquise quais estados e estradas fazem parte do roteiro e pergunte à locadora exatamente como os pedágios serão cobrados. Essa simples conferência evita taxas inesperadas no cartão depois do fim da viagem.

ABASTECIMENTO E COMBUSTÍVEL NOS ESTADOS UNIDOS

Abastecer nos Estados Unidos é simples, mas funciona de um jeito um pouco diferente do Brasil. Na maior parte dos postos, o próprio motorista abastece o carro, escolhe o tipo de combustível na bomba e faz o pagamento no terminal. Além disso, os preços aparecem por galão, e não por litro.

O PREÇO DO COMBUSTÍVEL É POR GALÃO

Nos Estados Unidos, 1 galão americano equivale a aproximadamente 3,78 litros. Portanto, para ter uma ideia do preço por litro, basta dividir o valor exibido no posto por 3,78.

Os preços também variam bastante entre estados e cidades. Em 1º de outubro de 2026, a média nacional da gasolina registrada pela AAA estava em cerca de US$ 4,41 por galão.

QUAL GASOLINA COLOCAR?

Nas bombas, normalmente aparecem opções como:

  • Regular: geralmente 87 octanas;
  • Mid-Grade: normalmente 89 octanas;
  • Premium: geralmente 91 ou 93 octanas;
  • Diesel: disponível em bombas específicas.

Para a maioria dos carros, a Regular é suficiente. No entanto, alguns modelos exigem ou recomendam gasolina Premium. A orientação mais segura é conferir a indicação na tampa do tanque, no painel ou nas informações fornecidas pela locadora. Usar gasolina Premium em um veículo projetado para Regular normalmente não traz benefício relevante.

Também vale observar que a numeração americana não deve ser comparada diretamente com a octanagem exibida em outros países, já que os Estados Unidos utilizam um sistema de medição diferente.

COMO ABASTECER?

Na maioria dos postos, o processo é feito diretamente na bomba:

  1. estacione ao lado da bomba correta;
  2. desligue o veículo;
  3. escolha a forma de pagamento;
  4. selecione o tipo de combustível;
  5. retire a mangueira e abasteça;
  6. devolva a mangueira ao suporte ao terminar.

Em algumas bombas, ainda é necessário levantar uma pequena alavanca antes de começar o abastecimento. O procedimento pode mudar um pouco conforme a rede, mas as instruções aparecem na própria tela.

E SE O CARTÃO BRASILEIRO NÃO FUNCIONAR NA BOMBA?

Alguns terminais pedem um ZIP Code, o equivalente americano ao CEP, para validar o pagamento. Por isso, cartões estrangeiros podem não funcionar diretamente na bomba.

Nesse caso, a solução costuma ser simples: entre na loja do posto e informe o número da bomba. O atendente pode autorizar um valor antecipadamente no cartão ou receber o pagamento. Se o tanque atingir a capacidade antes de consumir todo o valor autorizado, o ajuste depende da forma de pagamento e do estabelecimento.

É PRECISO DEVOLVER O CARRO COM O TANQUE CHEIO?

Depende do contrato. Uma prática comum é retirar o veículo com determinado nível de combustível e devolvê-lo no mesmo nível. Se o motorista devolver com menos combustível, a locadora pode cobrar pelo abastecimento — normalmente a um preço superior ao encontrado nos postos.

Algumas empresas também oferecem a opção de pré-pagar o combustível. Nesse modelo, o motorista paga antecipadamente e pode devolver o veículo sem completar o tanque. No entanto, combustível que sobrar normalmente não gera reembolso. A Enterprise, por exemplo, trabalha com essas possibilidades nos Estados Unidos.

Por isso, antes de sair da locadora, confira qual política de combustível está no contrato. Se a regra for devolver o carro com o mesmo nível, vale abastecer perto do local de entrega e guardar o comprovante até finalizar a devolução.

REGRAS DE TRÂNSITO IMPORTANTES PARA QUEM VAI DIRIGIR NOS EUA

As regras de trânsito nos Estados Unidos mudam de um estado para outro, então não existe um manual único válido para todo o país. Ainda assim, algumas situações aparecem com frequência e podem causar dúvida em quem está acostumado a dirigir no Brasil.

  • Limites de velocidade são indicados em milhas por hora: as placas mostram valores em mph, e não em km/h. Como referência, 60 mph correspondem a aproximadamente 97 km/h.
  • Virar à direita no sinal vermelho pode ser permitido: em muitos locais, o motorista pode fazer a conversão depois de parar completamente e verificar se a passagem está livre. No entanto, placas como No Turn on Red proíbem a manobra, e algumas cidades adotam regras mais restritivas.
  • STOP significa parada completa: não basta apenas reduzir a velocidade. O veículo deve parar totalmente antes de seguir.
  • Nos cruzamentos com quatro STOPs, a ordem de chegada importa: geralmente, passa primeiro quem chegou primeiro. Quando dois veículos chegam praticamente juntos, a preferência costuma ser do veículo à direita.
  • Ônibus escolar exige atenção redobrada: quando o ônibus está parado para embarque ou desembarque, com luzes vermelhas piscando e o sinal de STOP aberto, os demais veículos normalmente precisam parar. As exceções dependem do tipo de via e da legislação estadual.

MAIS REGRAS

  • Veículos de emergência têm prioridade: ao perceber ambulâncias, bombeiros ou viaturas com luzes e sirenes acionadas, o motorista deve abrir passagem e seguir as regras locais para parar ou mudar de faixa.
  • Uso do celular varia conforme o estado: muitos estados restringem ou proíbem segurar o aparelho enquanto dirige. Por isso, o ideal é utilizar o celular apenas no suporte, com navegação ou comandos por voz.
  • Álcool e direção têm fiscalização rigorosa: os limites e as penalidades variam entre os estados. Além disso, motoristas jovens e profissionais podem estar sujeitos a limites mais baixos.
  • Cinto de segurança deve ser usado: as regras de fiscalização mudam de acordo com o estado, mas o uso é exigido amplamente. Crianças também precisam utilizar cadeirinha ou assento de elevação conforme idade, peso, altura e legislação local.
  • HOV ou carpool lanes têm regras próprias: essas faixas são destinadas, em determinados horários ou trechos, a veículos com um número mínimo de ocupantes. Algumas também permitem acesso mediante pagamento de tarifa.
  • Estacionamento exige atenção às placas e ao meio-fio: restrições podem mudar conforme horário, dia da semana e região. Além disso, áreas próximas a hidrantes, entradas de garagem e zonas de emergência normalmente têm regras específicas.
  • As leis mudam de estado para estado: antes de uma road trip que atravesse diferentes regiões, vale conferir as regras dos departamentos de trânsito dos estados incluídos no roteiro.

DICAS PARA FAZER UMA ROAD TRIP NOS ESTADOS UNIDOS

Uma boa road trip depende menos de pressa e mais de planejamento. As distâncias nos Estados Unidos podem ser grandes, e alguns detalhes fazem bastante diferença durante a viagem.

  • Não calcule o roteiro apenas pela distância: considere também paradas para abastecer, comer, descansar e visitar atrações pelo caminho. Em algumas regiões, poucos quilômetros podem levar mais tempo do que parece.
  • Baixe mapas offline: isso ajuda bastante em áreas com sinal fraco, especialmente em parques nacionais, desertos e regiões montanhosas.
  • Confira o estacionamento dos hotéis: em cidades grandes, ele pode ser caro e nem sempre está incluído na diária. Vale verificar o preço antes de fechar a hospedagem.
  • Evite deixar malas e objetos visíveis no carro: sempre que possível, guarde tudo no porta-malas antes de chegar ao local onde pretende estacionar.

MAIS DICAS

  • Confirme se a locadora permite devolver o carro em outra cidade ou estado: essa modalidade é comum, mas pode incluir uma taxa de devolução diferente, conhecida como one-way fee.
  • Leia as condições do seguro: verifique o que está incluído na locação, quais coberturas foram contratadas e se existe franquia. Também vale checar benefícios oferecidos pelo cartão usado na reserva.
  • Fotografe e filme o carro na retirada: registre lataria, rodas, para-brisa e interior. Faça o mesmo na devolução, principalmente se ela acontecer fora do horário de atendimento.
  • Guarde os comprovantes importantes: recibos de combustível, contrato de locação e comprovante de devolução podem ajudar caso alguma cobrança apareça posteriormente.
  • Consulte as condições das estradas: neve, incêndios, obras e deslizamentos podem fechar trechos temporariamente. Essa checagem é especialmente importante em viagens pelo Oeste e por regiões montanhosas.
  • Evite deixar o tanque chegar muito perto da reserva: em áreas remotas, a distância entre postos pode ser grande. Se o próximo trecho for longo, aproveite para abastecer antes.
  • Planeje os dias com alguma folga: colocar muitas horas de direção seguidas deixa a viagem cansativa e reduz o tempo para aproveitar as paradas. Em uma road trip, o caminho também faz parte do passeio.

PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES SOBRE ROAD TRIP NOS ESTADOS UNIDOS

1. Brasileiro pode dirigir nos Estados Unidos com a CNH?

Sim. Em muitos estados, turistas podem dirigir com a CNH brasileira válida por determinado período. Como as regras variam, vale conferir a legislação dos estados incluídos no roteiro antes da viagem.

2. Precisa de PID para dirigir nos Estados Unidos?

Nem sempre. A exigência da Permissão Internacional para Dirigir varia conforme o estado e a locadora. Quando utilizada, a PID deve acompanhar a CNH original e não funciona como substituta da habilitação.

3. Como pagar pedágios com carro alugado nos Estados Unidos?

Depende da região e da locadora. Muitas estradas utilizam cobrança eletrônica por transponder ou leitura da placa. Antes de retirar o veículo, confirme qual sistema está vinculado ao carro e quais taxas podem ser cobradas.

4. Como abastecer um carro nos Estados Unidos?

Na maioria dos postos, o próprio motorista abastece. O combustível é vendido por galão, e normalmente basta escolher o tipo indicado para o veículo, pagar na bomba ou dentro da loja e iniciar o abastecimento.

5. Qual é a melhor época para fazer uma road trip nos Estados Unidos?

Depende da rota. Primavera e outono costumam ter temperaturas mais agradáveis em várias regiões, enquanto o verão favorece áreas montanhosas e o inverno exige atenção com neve e fechamento de estradas. O ideal é escolher a época conforme o destino e verificar as condições do percurso antes da viagem.