O que fazer em Quebec na primeira viagem? A cidade reúne atrações e experiências que ganham novos cenários a cada estação. Do famoso Château Frontenac ao Mercado de Natal, passando por cachoeiras, tobogã e até um hotel de gelo. Descubra 10 lugares e experiências que valem entrar no seu roteiro para o Canadá:

O que fazer em Quebec:

1. CAMINHAR PELO VIEUX-QUÉBEC

Para uma primeira viagem, explorar o Vieux-Québec é um dos melhores pontos de partida. O centro histórico reúne ruas de pedra, construções dos séculos passados, praças e alguns dos principais cartões-postais da cidade — tudo em uma área que pode ser percorrida a pé. Muito bom né?

Reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, o bairro preserva cerca de 4,6 quilômetros de fortificações. No passeio, vale incluir a Place Royale, o Château Frontenac e a Terrasse Dufferin, de onde há uma vista privilegiada do rio São Lourenço.

Além disso, a experiência muda bastante conforme a estação. No verão, as ruas ficam mais movimentadas, com artistas e apresentações ao ar livre. No inverno, a neve transforma a paisagem e deixa o centro histórico ainda mais charmoso.

2. CONHECER O CHÂTEAU FRONTENAC E DESCER DE TOBOGÃ NA TERRASSE DUFFERIN

O Château Frontenac é um dos principais cartões-postais de Quebec e se destaca no alto do Cap Diamant. Mesmo sem estar hospedado, é possível entrar em algumas áreas públicas do hotel e aproveitar a visita para conhecer a Terrasse Dufferin, que fica logo em frente.

(Foto: AU 1884 – Etienne Dionne)

A passarela de madeira se estende pelo topo da cidade e oferece belas vistas do rio São Lourenço, da parte baixa de Quebec e da Île d’Orléans. O local também é uma boa opção para caminhar e observar o movimento do centro histórico.

No inverno, a Terrasse Dufferin ganha uma atração especial: o Au 1884, um tradicional tobogã de neve instalado no local. A estrutura funciona durante a temporada de inverno e proporciona uma descida rápida com vista para o rio — uma das experiências mais tradicionais da cidade nos meses frios!

3. DAR UM PULINHO  NA NOTRE-DAME-DES-VICTOIRES

Na Place Royale, vale entrar na Notre-Dame-des-Victoires, uma das igrejas de pedra mais antigas da América do Norte. Construída a partir de 1687, a pequena igreja ocupa um lugar histórico no antigo núcleo de Quebec e foi erguida sobre as ruínas de um posto de comércio ligado aos primeiros anos da cidade.

A visita é rápida e combina bem com um passeio pelo Petit-Champlain, já que a igreja fica na própria Place Royale. Por ser pequena, não é preciso reservar muito tempo: aproveite para observar a fachada, o interior e os detalhes históricos antes de seguir pelo bairro.

4. VISITAR O MUSÉE DE LA CIVILISATION

O Musée de La Civilisation é uma boa parada para quem quer entender melhor a história, a cultura e a sociedade de Quebec. O museu reúne exposições permanentes e temporárias, muitas delas interativas, incluindo uma dedicada às 11 nações indígenas presentes no território de Quebec. Você sabia?

A visita funciona especialmente bem em dias de chuva ou frio intenso. Reserve pelo menos duas horas para conhecer as exposições com calma e, antes de ir, confira a programação, já que as mostras temporárias mudam ao longo do ano.

Além disso, o museu funciona normalmente de terça a domingo, das 10h às 17h, e os ingressos podem ser comprados online. Há guarda-volumes e armários gratuitos, Wi-Fi e empréstimo gratuito de carrinhos de bebê, cadeiras de rodas e assentos. O museu não tem estacionamento próprio, mas há estacionamentos pagos nas proximidades.

5. PASSAR UM DIA NO STRØM SPA NORDIQUE

Às margens do rio São Lourenço, o Strøm Spa Nordique – Vieux-Québec é uma boa opção para quebrar o ritmo de um roteiro cheio de passeios. A experiência inclui banheiras de hidromassagem ao ar livre, piscinas de diferentes temperaturas, saunas finlandesas, banho de vapor, quedas d’água e áreas de descanso, algumas com lareira.

(Foto: Strøm Spa Nordique)

A dica é reservar pelo menos meio dia para aproveitar o espaço sem pressa. A experiência termal não tem limite de tempo, e o contraste entre as águas quentes e o ambiente externo fica especialmente interessante no inverno.

Aliás, a reserva para o circuito termal não é obrigatória, mas é recomendada, principalmente em períodos movimentados. Para massagens e tratamentos, a reserva é fortemente recomendada — na alta temporada, o próprio spa sugere antecipação de até um mês. A entrada inclui toalha, roupão e armário; leve apenas roupa de banho, chinelos e uma garrafa reutilizável. A idade mínima para a experiência termal é 16 anos.

6. DESBRAVAR AS CATARATAS DE MONTMORENCY

Em seguida, a cerca de 15 minutos do Vieux-Québec, o Parc de la Chute-Montmorency é uma das escapadas mais fáceis para incluir no roteiro. A queda-d’água tem 83 metros de altura, cerca de 30 metros a mais que as Cataratas do Niágara. Para melhorar, o acesso é simples de carro ou transporte público, e também há shuttle a partir do Vieux-Québec.

 Para quem vai de carro, existem estacionamentos na base e no alto da cachoeira. Além disso, recomendamos reservar cerca de 4 a 5 horas para o passeio completo, considerando o deslocamento de ida e volta a partir do centro de Quebec e aproximadamente duas a três horas no parque. Se quiser fazer trilhas, usar o teleférico ou conhecer o local com mais calma, vale separar uma manhã ou tarde inteira.

O parque funciona durante todo o ano, mas os horários e a operação de algumas atrações variam conforme a estação. No inverno, confira as condições antes de sair!

7. SE DIVIRTA MUITO NO GRAND MARCHÉ DE QUÉBEC NA ÉPOCA DO NATAL

Para conhecer um lado mais local de Quebec, vale incluir o Grand Marché de Québec no roteiro. O mercado reúne produtores, artesãos e pequenos negócios de alimentação, com uma variedade de produtos da região, como queijos, pães, frutas e outras especialidades. A visita é uma boa oportunidade para provar produtos locais e comprar algo para levar para casa. Como a oferta acompanha as estações, o que você encontra pode mudar ao longo do ano.

Reserve cerca de 1h30 para conhecer o mercado com calma. Se quiser encontrar mais produtores e aproveitar melhor a parte gastronômica, prefira ir pela manhã. No fim do ano, o espaço recebe o Grand Marché de Noël, que em 2026 acontece de 21 de novembro a 24 de dezembro, com mais de 250 empresas de alimentação, artesãos e artistas. A entrada é gratuita.

8. CONHECER O HÔTEL DE GLACE E, SE QUISER, DORMIR NO GELO

O Hôtel de Glace é uma das experiências mais diferentes para quem visita Quebec no inverno. Construído todos os anos com gelo e neve, o hotel ganha um projeto diferente a cada temporada, com quartos, suítes, esculturas e áreas comuns esculpidas no gelo.

Dormir ali é mais confortável do que o nome pode sugerir. As camas ficam sobre estruturas de gelo, mas recebem colchão e um saco de dormir próprio para temperaturas muito baixas. Os hóspedes também têm acesso a áreas aquecidas, além de espaços com spa e sauna para se aquecer. Antes da noite no gelo, a equipe explica como usar corretamente o equipamento e preparar a cama.

Para a temporada 2026-2027, as diárias começam em torno de C$ 485 (cerca de R$ 2,5 mil) por suíte, podendo passar de C$ 800 dependendo da acomodação e da data. Para quem não quiser gastar tanto, é possível visitar o hotel durante o dia e conhecer os quartos, bares, capela e esculturas sem passar a noite.

9. VISITAR AS JEAN-LAROSE FALLS

A cerca de 40 minutos de Quebec, as Jean-Larose Falls ficam aos pés do Mont-Sainte-Anne, em Beaupré, e são uma boa opção para quem quer incluir uma trilha entre os passeios nos arredores da cidade. O conjunto reúne três quedas d’água, sendo a maior delas com 41 metros de altura.

O acesso é feito pela Boucle Jean-Larose, uma trilha de cerca de 4 km, considerada de nível fácil a intermediário. O caminho passa por uma escadaria de aproximadamente 350 degraus que acompanha a cachoeira e leva a diferentes mirantes. A descida é tranquila para quem está acostumado a caminhar, mas a volta exige mais esforço por causa dos degraus.

Inclusive, reserve pelo menos meio período para o passeio e vá de tênis ou outro calçado confortável. O acesso à trilha é gratuito, mas funciona de forma sazonal. Antes de sair, confira as condições e o funcionamento do percurso, principalmente fora dos meses mais quentes.

10. PEGAR O FERRY PARA LÉVIS NO FIM DA TARDE

Por fim, uma das maneiras mais legais — e simples — de mudar o ponto de vista da viagem é pegar o ferry que liga Quebec a Lévis, atravessando o rio São Lourenço. A travessia leva cerca de 12 minutos e rende uma vista diferente do Vieux-Québec, do Château Frontenac e da paisagem às margens do rio.

Além disso, vale ressaltar que é uma experiência que não exige reservar um passeio turístico e pode ser incluída facilmente no roteiro. Para quem está em Quebec, o embarque é feito na Gare Fluviale de Québec, na 10 rue des Traversiers. Do outro lado, o terminal fica em Lévis.

Em 2026, o bilhete de adulto (16 a 64 anos) custa C$ 4,25 por trecho, cerca de R$ 14,90. Crianças de 6 a 15 anos pagam C$ 2,95, enquanto menores de 6 anos não pagam.

AFINAL, QUAL É A MELHOR ÉPOCA PARA CONHECER QUEBEC?

A melhor época para conhecer Quebec depende do tipo de viagem que você procura:

  • Verão: de junho a agosto, tem dias longos, temperaturas mais agradáveis e uma cidade mais movimentada.
  • Outono: entre setembro e outubro, é a melhor escolha para quem quer apreciar as cores da vegetação da região.
  • Inverno: de dezembro a março, é indicado para quem quer ver Quebec coberta de neve e aproveitar as experiências típicas da estação. As temperaturas, porém, são bastante baixas.
  • Primavera: entre abril e maio, marca a transição para os meses mais quentes e costuma ter um ritmo mais tranquilo, mas o clima ainda é instável.

Para a primeira viagem, verão e outono costumam ser as escolhas mais confortáveis. Já o inverno é perfeito para quem faz questão de conhecer o lado mais gelado e cenográfico de Quebec.

CONHEÇA VANCOUVER

Aos pés de montanhas, ao lado de florestas, envolta por lagos e cercada pelo oceano está uma cidade no Canadá muito especial: Vancouver. Poucos lugares no mundo combinam tão bem o ritmo mais acelerado da cidade e o silêncio da natureza.

No entanto, a diversidade de Vancouver não se traduz apenas nas paisagens. Na verdade, a cidade, feita por imigrantes, carrega a diferença como identidade — na língua e no sabores. Isto é, povos indígenas da costa do Pacífico moldaram a história local, seguidos por influências britânicas e francesas;  tendo como idioma oficial o francês e o inglês.

Por fim, para continuar lendo sobre Vancouver, acesse o conteúdo completo na Travel.