Dublin costuma aparecer nos roteiros de viagem por causa dos pubs, da arquitetura georgiana, da literatura e da atmosfera vibrante do centro histórico. No entanto, a capital da Irlanda guarda outro cenário que merece atenção: uma extensa costa com praias, falésias, vilarejos, áreas de preservação e paisagens marítimas.

UMA COSTA A POUCOS MINUTOS DO CENTRO

A Baía de Dublin faz parte de uma Reserva de Biosfera da Unesco, justamente por reunir áreas urbanas e ambientes naturais em uma mesma paisagem. Apesar disso, muitos turistas concentram a viagem no centro e acabam deixando o litoral de lado. A proposta da trilha surgiu justamente para mudar esse cenário.

Lançada em 2022 e ampliada posteriormente, a rota percorre cerca de 65 quilômetros e conecta 16 comunidades costeiras por meio da rede ferroviária. Assim, o visitante pode sair do centro de Dublin, embarcar em um trem e, em pouco tempo, trocar os prédios e as ruas movimentadas por praias, campos e vistas para o Mar da Irlanda.

BALBRIGGAN: O PRIMEIRO CONTATO COM O LITORAL

No extremo norte da rota, Balbriggan aparece como uma das primeiras opções para quem deseja começar o passeio. A viagem desde Dublin leva cerca de 45 minutos. Ao desembarcar, o visitante já encontra uma paisagem marítima completamente diferente daquela do centro da capital.

A praia, o quebra-mar e o farol criam um cenário perfeito para uma caminhada tranquila. Além disso, a área também faz parte da rotina dos moradores, que aproveitam o litoral para nadar e praticar atividades ao ar livre. Por isso, Balbriggan mostra rapidamente como a costa faz parte da vida cotidiana de Dublin e de seus arredores.

MALAHIDE E HOWTH: PAISAGENS PARA CAMINHAR

Depois de conhecer Balbriggan, o viajante pode seguir de trem para outras comunidades da rota, como Skerries, Donabate e Malahide. Em Malahide, é possível fazer a conexão com o DART, sistema ferroviário que percorre boa parte do litoral de Dublin. A partir daí, Howth se transforma em uma das paradas mais interessantes para quem gosta de natureza.

Localizada em uma península, Howth oferece diferentes trilhas circulares que começam próximas à estação. Algumas delas percorrem áreas de penhascos e proporcionam vistas abertas para o mar. Além disso, a região abriga uma biodiversidade importante. Durante a caminhada, é possível observar aves marinhas e diferentes espécies de plantas.

BLACKROCK: NATUREZA DENTRO DA CIDADE

A experiência muda novamente em Blackrock. A região mostra como a paisagem urbana pode se transformar rapidamente em uma área natural. A partir da estação histórica do DART, o visitante pode seguir por trechos da Blackrock Walking Trail até chegar à Booterstown Marsh, uma reserva natural próxima ao centro de Dublin.

O local funciona como habitat para diversas espécies de aves. Entre os animais encontrados na área estão maçaricos, narcejas e outras aves que utilizam os pântanos para se alimentar e descansar. Ao mesmo tempo, a paisagem permite observar as falésias de Howth do outro lado da baía.

KILLINEY: UM FINAL COM VISTA PARA O MAR

No extremo sul da rota está Killiney, conhecida por seu perfil residencial sofisticado e por suas construções históricas. Entretanto, a principal atração para quem percorre a trilha continua sendo a praia. A faixa de pedras acompanha o litoral e cria um cenário marcado por diferentes tonalidades de azul, cinza, rosa e violeta. Além disso, a paisagem oferece uma sensação de tranquilidade mesmo estando relativamente perto do centro de Dublin. A estação de Killiney facilita o acesso e permite terminar o passeio sem depender de carro.

COMO PERCORRER A TRILHA COSTEIRA DE DUBLIN

Uma das grandes vantagens da rota está justamente na facilidade de acesso. O visitante pode utilizar os trens da Irish Rail para chegar a Balbriggan, Skerries, Donabate e Malahide. Depois, em Malahide, pode fazer a conexão com o DART e continuar em direção às demais paradas, incluindo Howth, Blackrock e Killiney.

Embora seja possível percorrer todo o trajeto ferroviário em cerca de 90 minutos, a melhor maneira de aproveitar a experiência é reservar tempo para desembarcar em diferentes pontos. Afinal, a proposta não consiste apenas em observar a paisagem pela janela. O grande atrativo está em sair do trem, caminhar pelas comunidades, conhecer as praias, explorar as trilhas e experimentar a gastronomia local.

UMA DUBLIN QUE VAI MUITO ALÉM DO CENTRO

A Trilha Costeira de Dublin apresenta uma faceta menos conhecida da capital irlandesa. Em vez de limitar a viagem ao Temple Bar e às atrações históricas do centro, o visitante pode embarcar em um trem e descobrir uma sequência de praias, reservas naturais, vilarejos, mercados e falésias.

Além disso, a facilidade de acesso torna o passeio uma ótima opção para quem não quer alugar um carro. Dessa maneira, a costa de Dublin mostra que a cidade pode ser muito mais do que uma porta de entrada para a Irlanda. Basta pegar o trem e seguir em direção ao mar. Para conhecer essa região sem precisar alugar um carro, o trem se transforma em um grande aliado. A Trilha Costeira de Dublin conecta diferentes comunidades ao longo da Baía de Dublin e permite combinar transporte ferroviário com caminhadas e passeios ao ar livre.

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