Imagine viajar para outro país em 2026 e descobrir que, no calendário local, o ano é 2019. Parece uma viagem no tempo, mas a explicação é bem mais interessante. A situação acontece na Etiópia, país localizado no Chifre da África. Enquanto a maior parte do mundo segue o calendário gregoriano, os etíopes utilizam um sistema próprio, que mantém uma diferença de aproximadamente sete a oito anos em relação ao calendário usado no Brasil.

ONDE FICA A ETIÓPIA?

A Etiópia fica no leste da África, em uma região conhecida como Chifre da África. O país faz fronteira com Eritreia, Djibuti, Somália, Quênia, Sudão do Sul e Sudão. A capital, Adis Abeba, concentra importantes instituições políticas e diplomáticas. Além disso, a cidade abriga a sede da União Africana e funciona como uma das principais portas de entrada para quem visita o país.

POR QUE A ETIÓPIA ESTÁ EM 2019?

A diferença começa na forma como o calendário etíope calcula os anos. O sistema segue uma tradição ligada ao antigo calendário alexandrino e adota um cálculo diferente para determinar a data do nascimento de Jesus Cristo. Por isso, a contagem dos anos ficou aproximadamente sete a oito anos atrás da contagem do calendário gregoriano. Entretanto, a diferença não permanece exatamente igual durante todo o ano. Enquanto o calendário gregoriano começa em 1º de janeiro, o calendário etíope começa um novo ano em setembro.

O CALENDÁRIO ETÍOPE TEM 13 MESES

A diferença no número do ano já chama atenção. No entanto, o calendário etíope guarda outra particularidade: ele possui 13 meses. Os primeiros 12 meses têm exatamente 30 dias cada. Depois deles, o calendário acrescenta o Pagume, considerado o 13º mês. O Pagume possui cinco dias em um ano comum. Já nos anos bissextos, ele ganha um sexto dia.

QUANDO COMEÇA O ANO NA ETIÓPIA?

O Ano-Novo etíope recebe o nome de Enkutatash e acontece no primeiro dia do mês Meskerem. No calendário gregoriano, a celebração ocorre normalmente em 11 de setembro. Em determinados anos, porém, a data pode cair em 12 de setembro. Em 2026, a Etiópia celebrou a chegada do ano 2019 em 11 de setembro. Além da mudança de ano, o período representa renovação para muitas comunidades.

O QUE É O PAGUME?

Depois de completar os 12 meses de 30 dias, ainda faltam alguns dias para fechar o ano. Por isso, o calendário reúne esse período no Pagume. O nome identifica justamente o pequeno 13º mês, que funciona como uma espécie de complemento do calendário. Consequentemente, quem está acostumado aos meses do calendário gregoriano encontra uma organização completamente diferente na Etiópia. Ainda assim, o sistema segue uma lógica bastante simples: 12 meses iguais e um período adicional no fim do ano.

A ETIÓPIA TAMBÉM CONTA AS HORAS DE OUTRA MANEIRA

A curiosidade não termina nos meses e nos anos. Tradicionalmente, os etíopes também utilizam uma forma diferente de contar as horas. O sistema considera o nascer do sol como ponto de partida do dia. Por isso, quando o relógio convencional marca 6h da manhã, o sistema tradicional pode indicar 12h ou 0h, dependendo da forma de conversão utilizada. Da mesma maneira, o meio-dia corresponde a seis horas na contagem tradicional. Na prática, isso pode confundir turistas. Por isso, quem viaja para a Etiópia precisa confirmar qual sistema de horário uma pessoa está utilizando antes de marcar um passeio, pegar um transporte ou combinar um encontro.

O CALENDÁRIO FAZ PARTE DA CULTURA ETÍOPE

O calendário não funciona apenas como uma maneira diferente de organizar os dias. Ele também acompanha festas, celebrações religiosas e acontecimentos culturais. A Etiópia preserva uma forte tradição cristã ortodoxa e possui festividades que atraem moradores e visitantes de diferentes partes do mundo. Entre elas está o Timkat, celebração da Epifania etíope. A festa relembra o batismo de Jesus Cristo e reúne procissões, cerimônias religiosas, música e grandes encontros populares. Outro destaque é o Meskel, celebração tradicional relacionada à descoberta da verdadeira cruz de Cristo.

Para o turista, entender essas diferenças pode evitar algumas confusões durante a viagem. Primeiro, é importante lembrar que uma data como 2019 pode estar completamente correta dentro do calendário etíope. Depois, o viajante deve prestar atenção aos horários. Afinal, uma pessoa pode informar uma hora seguindo o sistema tradicional, enquanto outra pode utilizar o relógio convencional.

PERGUNTAS FREQUENTES

1. Por que a Etiópia está em 2019?

A Etiópia utiliza um calendário próprio, baseado em uma tradição histórica diferente da adotada pelo calendário gregoriano. Por isso, a numeração dos anos apresenta uma diferença de aproximadamente sete a oito anos.

2. Quantos meses tem o calendário etíope?

O calendário possui 13 meses. Os 12 primeiros têm 30 dias cada, enquanto o Pagume possui cinco ou seis dias.

3. Quando começa o Ano-Novo etíope?

O Ano-Novo, chamado Enkutatash, começa no primeiro dia de Meskerem, que normalmente corresponde a 11 de setembro no calendário gregoriano.

4. A Etiópia está realmente atrasada sete anos?

Não. A diferença acontece apenas porque o país utiliza uma contagem de anos diferente. Portanto, o calendário etíope não representa um atraso em relação ao restante do mundo.

5. Qual é o 13º mês da Etiópia?

O 13º mês se chama Pagume. Ele possui cinco dias nos anos comuns e seis nos anos bissextos.

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