Quem planeja viajar para a Europa nos próximos anos precisa entender dois novos sistemas que vão mudar o controle de fronteiras: o Entry/Exit System (EES) e o ETIAS. Embora façam parte da mesma estratégia da European Union, eles têm funções diferentes e impactam o viajante em momentos distintos da viagem.

De forma geral, ambos os sistemas foram criados para reforçar a segurança, monitorar estadias curtas com mais precisão e tornar os controles migratórios mais eficientes. Ainda assim, a forma como cada um funciona exige atenção.

ETIAS

Aliás, já vale dizer: A partir de hoje, o EES tem funcionamento integral. Já o ETIAS deve entrar em vigor no último trimestre de 2026.

O QUE É O EES E COMO FUNCIONA

O EES é um sistema que registra automaticamente a entrada e saída de viajantes de fora da União Europeia. Ele substitui o carimbo no passaporte e passa a coletar dados digitais diretamente na fronteira.

Na prática, isso significa que, ao chegar à Europa, o viajante terá seus dados registrados, incluindo informações do passaporte, imagem facial e impressões digitais. Além disso, o sistema também registra datas e locais de entrada e saída.

O QUE É O ETIAS E COMO FUNCIONA

Já o ETIAS é uma autorização de viagem obrigatória para cidadãos de países isentos de visto, como o Brasil. Ele funciona de forma semelhante ao sistema ESTA dos Estados Unidos.

Antes de embarcar, o viajante deve preencher um formulário online com dados pessoais, informações do passaporte e detalhes da viagem. Além disso, é necessário pagar uma taxa única.

Após a aprovação, que costuma ocorrer em poucos minutos, a autorização fica vinculada ao passaporte. Ela será válida por até três anos ou até o vencimento do documento.

O ETIAS ainda não está em vigor. Segundo a European Commission, a previsão é que o sistema comece a operar no último trimestre de 2026.

Para uma matéria completa sobre o ETIAS, acesse o site do Passageiro de Primeira.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE EES E ETIAS

Embora complementares, os sistemas atuam em etapas diferentes da viagem:

  • Momento de uso: o ETIAS é solicitado antes da viagem, enquanto o EES é aplicado na chegada à fronteira
  • Função: o ETIAS autoriza a viagem; o EES registra a entrada e saída
  • Obrigatoriedade: o ETIAS vale apenas para viajantes isentos de visto; o EES vale para todos os não europeus em estadias curtas
  • Coleta de dados: o ETIAS usa informações declaradas; o EES coleta dados biométricos

Na prática, um turista brasileiro, por exemplo, precisará obter o ETIAS antes de viajar. Ao chegar à Europa, terá seus dados registrados no EES.

O QUE MUDA PARA O VIAJANTE

Com a implementação dos dois sistemas, o processo de viagem passa a ter uma etapa adicional antes do embarque e um controle mais rigoroso na entrada.

Por um lado, o ETIAS exige planejamento prévio. Sem a autorização aprovada, o embarque não será permitido. Por outro, o EES tende a tornar os controles mais rápidos, já que automatiza o registro de dados.

Além disso, o monitoramento do tempo de permanência será mais preciso. Isso reduz a possibilidade de ultrapassar o limite de 90 dias dentro de um período de 180 dias sem registro.

UM NOVO MODELO DE CONTROLE DE FRONTEIRAS

Juntos, EES e ETIAS fazem parte de uma transformação mais ampla na gestão de fronteiras europeias. O objetivo é digitalizar processos, aumentar a segurança e melhorar a experiência do viajante.

Para quem pretende viajar, entender essas mudanças será essencial para evitar imprevistos.

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