O novo controle de fronteiras na Europa (EES) voltou ao centro das discussões em meio ao aumento do fluxo de turistas no continente. Desta vez, aeroportos de Roma demonstraram preocupação com os possíveis impactos da medida durante a alta temporada. O alerta reacendeu o debate sobre a necessidade de flexibilizar o sistema para evitar transtornos aos passageiros.

AEROPORTOS DE ROMA TEMEM IMPACTOS DO NOVO CONTROLE DE FRONTEIRAS
Os aeroportos de Roma voltaram a demonstrar preocupação com o funcionamento do Entry/Exit System (EES), o novo sistema de controle de fronteiras adotado pelos países do Espaço Schengen. Segundo a administradora dos aeroportos de Fiumicino e Ciampino, o período de férias de verão deve colocar a operação sob forte pressão por causa do grande aumento no número de passageiros.

De acordo com o CEO da empresa, Marco Troncone, o principal receio é que o cadastramento obrigatório de viajantes provoque longas filas nos pontos de imigração. Por isso, ele defendeu uma suspensão temporária do sistema durante o pico da temporada. Inclusive, na avaliação do executivo, essa seria a forma mais eficiente de evitar transtornos e reduzir o risco de atrasos nos aeroportos.
COMO FUNCIONA O NOVO SISTEMA E POR QUE ELE GERA PREOCUPAÇÃO
O Entry/Exit System passou a registrar eletronicamente a entrada e a saída de viajantes de países que não pertencem à União Europeia. No primeiro acesso ao Espaço Schengen, o visitante precisa apresentar o passaporte, realizar a biometria facial, registrar as impressões digitais e concluir o cadastro antes de seguir viagem.

Embora o objetivo seja modernizar e reforçar o controle migratório, o sistema ainda enfrenta desafios em alguns aeroportos. Países como Portugal já recorreram à suspensão temporária da coleta de dados biométricos em momentos de maior movimento para evitar filas excessivas. Além disso, a Comissão Europeia afirma que as regras permitem essa flexibilização em situações excepcionais, principalmente quando o tempo de espera compromete a fluidez da operação.
CONHEÇA ROMA
Roma envolve tempos, temperos, arte, história. Em Roma, o antigo e o novo se encontram, misturam-se e, às vezes, se desafiam: é uma cidade que vive entre ruínas e monumentos, museus históricos como o Museu Nacional Romano e modernos, como o MAXXI. Por isso, é também chamada de Cidade Eterna.

Sobreviver a tempos clássicos e modernos não é simples; a cidade enfrenta conflitos para equilibrar o peso de sua história com as exigências do presente. Sua influência no mundo, até hoje, é um testemunho do poder de uma civilização capaz de transcender os séculos. Roma é tanto um museu vivo quanto um laboratório para o futuro, palco de heranças e de oportunidades.
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