Nova York, nos Estados Unidos, planeja encerrar os tradicionais passeios de carruagem no Central Park até junho de 2028. A proposta busca pôr fim a uma atividade turística centenária após novos questionamentos sobre a segurança dos passageiros e o bem-estar dos cavalos. O prefeito Zohran Mamdani e a presidente do Conselho Municipal, Julie Menin, chegaram a um acordo para apoiar a chamada Romanch’s Law. Saiba mais!

A iniciativa também prevê medidas para ajudar os profissionais afetados pela mudança e garantir um destino adequado aos animais. Enquanto não houver aprovação, os passeios poderão continuar conforme as regras atuais.
POR QUE NOVA YORK QUER ENCERRAR OS PASSEIOS DE CARRUAGEM?
A discussão ganhou força após a morte de Romanch Mahajan, um turista indiano de 18 anos que sofreu um acidente durante um passeio de carruagem em junho de 2026.
O episódio reacendeu o debate sobre os riscos da atividade em uma das áreas mais movimentadas de Manhattan. Além disso, organizações de defesa dos animais questionam há anos as condições às quais os cavalos ficam expostos ao circular entre carros, pedestres e ruídos urbanos.
Para os defensores da proibição, o fim dos passeios ajudaria a reduzir acidentes e proteger os animais. Já os condutores e proprietários temem perder sua fonte de renda e cobram garantias para enfrentar a transição.
O QUE PREVÊ A LEI ROMANCH?
O projeto estabelece junho de 2028 como prazo para encerrar os passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park. Para viabilizar a mudança, a proposta prevê ações voltadas aos trabalhadores e aos animais.
Entre as medidas estão um plano de transição profissional para os condutores, a avaliação de possíveis compensações financeiras aos proprietários e a busca por novas oportunidades de emprego em áreas como turismo, hospitalidade e serviços municipais.
A legislação também prevê medidas para garantir que os cavalos recebam cuidados adequados após deixarem a atividade, com restrições à destinação dos animais para abate ou para outros negócios de carruagens. Apesar disso, representantes dos trabalhadores questionam se as garantias financeiras serão suficientes para compensar as perdas. A votação do Conselho Municipal deverá definir os próximos passos da proposta.
O QUE MUDA PARA OS TURISTAS QUE VISITAM NOVA YORK?
Por enquanto, os visitantes ainda podem encontrar as tradicionais carruagens no Central Park. Caso a proposta seja aprovada, porém, os passeios deverão desaparecer gradualmente até 2028.
A mudança não impedirá os turistas de explorar o parque, que reúne algumas das paisagens mais conhecidas de Manhattan. Caminhadas, passeios de bicicleta e visitas a monumentos e jardins continuam entre as principais maneiras de conhecer a região.
Entre os destaques estão o Bethesda Terrace, conhecido por sua arquitetura, a Bow Bridge, uma das pontes mais fotografadas do parque, e o Strawberry Fields, memorial dedicado a John Lennon. Assim, mesmo sem as carruagens, o Central Park continuará oferecendo diferentes experiências aos visitantes.
UMA TRADIÇÃO DE MAIS DE 150 ANOS PODE CHEGAR AO FIM?
Os passeios de carruagem fazem parte da história turística de Nova York desde o século 19 e se tornaram uma imagem associada ao Central Park. Ao longo das décadas, também ganharam espaço em filmes e séries ambientados na cidade.

Entretanto, o valor histórico da atividade passou a dividir espaço com preocupações relacionadas à segurança e à proteção animal. Enquanto os defensores da proibição consideram a mudança necessária, os profissionais do setor destacam os impactos econômicos sobre quem depende desse trabalho.
Agora, o futuro dos passeios depende da decisão dos vereadores. Se a Romanch’s Law for aprovada, Nova York começará a encerrar uma das experiências turísticas mais tradicionais do Central Park, com prazo para concluir a mudança em 2028.
CONHEÇA NOVA YORK
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É tudo acontecendo ao mesmo tempo. A cidade de Nova York é um compilado imensurável de ideias, problemas e soluções, dias e noites cheios de possibilidades. Por isso, é tão difícil não se inspirar, não julgar, não se envolver. É daqueles lugares que dificilmente nos chegam indiferentes.
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