O seguro viagem é um daqueles itens que muita gente só lembra de contratar perto do embarque, mas ele pode fazer diferença diante de imprevistos no exterior. Além de cobrir despesas médicas e hospitalares, o serviço pode incluir assistência odontológica, extravio de bagagem, cancelamentos e até repatriação. Em alguns destinos, inclusive, a contratação é obrigatória. Neste guia, explicamos como funciona o seguro viagem, o que ele cobre, como escolher uma opção adequada e quando a proteção é exigida para entrar no país.

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- O que é Seguro Viagem e como funciona
- O que o seguro viagem cobre e o que normalmente fica de fora
- Quais países exigem seguro viagem?
- Como funciona o seguro viagem do cartão de crédito
- Seguro do cartão ou seguro viagem contratado à parte: qual escolher?
- Como escolher e contratar um seguro viagem
- Como acionar o seguro viagem durante a viagem
- Perguntas e respostas frequentes sobre Seguro Viagem
O QUE É SEGURO VIAGEM E COMO FUNCIONA
O seguro viagem oferece proteção financeira e assistência ao viajante durante o período contratado. Na prática, ele ajuda a reduzir os gastos causados por imprevistos durante a viagem, principalmente em situações que envolvem atendimento médico, acidentes ou outros problemas que podem gerar despesas inesperadas fora de casa.
O funcionamento varia conforme o plano e a seguradora. Em alguns casos, o viajante entra em contato com a central de atendimento e recebe a indicação de uma clínica, hospital ou profissional credenciado. Em outros, ele paga a despesa e solicita o reembolso posteriormente, respeitando os limites e as condições previstos na apólice.
Por isso, antes de contratar, é importante conferir não apenas o valor da cobertura, mas também como o atendimento será prestado no destino. Além disso, o seguro deve valer durante todo o período da viagem, desde a saída até o retorno, de acordo com as datas informadas na contratação.

ASSISTÊNCIA OU REEMBOLSO: QUAL É A DIFERENÇA?
Na modalidade de assistência, o viajante entra em contato com a central do seguro e recebe orientação sobre onde buscar atendimento. A seguradora pode indicar uma clínica ou hospital e pagar diretamente pelo serviço. Já no reembolso, o viajante paga a despesa e depois solicita a devolução do valor, conforme os limites e as regras da apólice.
Na prática, se você tiver uma infecção de garganta em Paris, por exemplo, a seguradora pode encaminhá-lo a uma clínica credenciada sem que seja necessário pagar pela consulta. Em outro plano, você pode precisar arcar com o atendimento, guardar recibos e documentos médicos e pedir o reembolso depois.
O QUE O SEGURO VIAGEM COBRE E O QUE NORMALMENTE FICA DE FORA
As coberturas variam de acordo com o plano contratado, mas a maioria dos seguros reúne proteções para problemas médicos, acidentes e outros imprevistos durante a viagem. Por isso, é importante comparar não apenas o preço, mas também os limites de cobertura e as condições previstas na apólice.
Entre as coberturas mais comuns estão:
- despesas médicas e hospitalares;
- atendimento odontológico de emergência;
- despesas farmacêuticas;
- traslado médico;
- repatriação médica ou funerária;
- indenização por extravio ou dano de bagagem;
- assistência em caso de atraso de bagagem;
- cancelamento ou interrupção da viagem, quando previsto;
- assistência jurídica;
- cobertura por acidente durante a viagem.
Já as exclusões dependem da seguradora e do plano. Em geral, situações não previstas na apólice, procedimentos eletivos, eventos relacionados ao consumo abusivo de álcool ou drogas e atividades de risco sem cobertura específica podem ficar de fora. Além disso, esportes, gravidez e doenças preexistentes podem exigir planos ou condições próprias. Por isso, vale sempre ler as regras antes da contratação.
QUAIS PAÍSES EXIGEM SEGURO VIAGEM?
As regras sobre seguro viagem mudam bastante de um destino para outro. Alguns países exigem uma apólice válida de praticamente todos os turistas, enquanto outros vinculam a obrigação ao visto, ao tempo de permanência ou ao tipo de viagem. Por isso, o viajante deve SEMPRE consultar as exigências atualizadas sobre os documentos necessários para entrar no país quando estiver planejando uma viagem.
PAÍSES QUE EXIGEM SEGURO VIAGEM
Entre os destinos que atualmente exigem seguro ou cobertura de saúde para turistas estrangeiros estão:
- Argentina: estrangeiros que entram no país devem declarar que possuem seguro de saúde para atender às necessidades médicas durante a estadia. Leia mais nessa matéria.
- Belarus: estrangeiros devem contar com seguro médico válido durante a permanência no país.
- Cuba: exige seguro viagem com cobertura para despesas médicas desde 2010. O viajante pode contratar a proteção antes da viagem ou, em determinadas situações, na chegada ao país.
- Geórgia: desde janeiro de 2026, todos os turistas precisam apresentar seguro de saúde e acidentes com cobertura mínima de 30 mil laris georgianos e validade durante toda a estadia.
- Seychelles: o seguro viagem com cobertura médica para todo o período da estadia faz parte dos documentos necessários para solicitar a autorização de viagem.
Além disso, Zanzibar, região semiautônoma da Tanzânia, possui uma regra específica. Todos os visitantes estrangeiros precisam contratar o seguro oficial da Zanzibar Insurance Corporation, mesmo que já tenham outro seguro viagem. O valor atualmente é de US$ 44 para adultos e US$ 22 para crianças.

QUANDO A EXIGÊNCIA DEPENDE DO VISTO OU DA DURAÇÃO DA VIAGEM
Nem sempre a obrigação vale para todos os turistas. Na Arábia Saudita, por exemplo, o seguro médico está relacionado à emissão de determinados vistos, inclusive o visto turístico. Já no Catar, visitantes que permanecem no país por até 30 dias são orientados a contratar seguro, enquanto quem estende a estadia precisa adquirir uma apólice aprovada pelo governo.
O Espaço Schengen também merece atenção. O seguro médico com cobertura mínima de € 30 mil é obrigatório para quem solicita o visto Schengen. Brasileiros que viajam sem visto para estadias curtas não entram automaticamente nessa exigência apenas por serem turistas, embora a contratação continue sendo recomendada.
PAÍSES QUE NÃO EXIGEM SEGURO VIAGEM, MAS ONDE ELE É ALTAMENTE RECOMENDADO
Muitos destinos populares não exigem seguro viagem do turista brasileiro em uma viagem convencional. Ainda assim, viajar sem cobertura pode resultar em despesas elevadas diante de uma emergência médica. Entre os principais exemplos estão:
No Canadá, por exemplo, o próprio governo informa que visitantes precisam arcar com os custos hospitalares e médicos e recomenda contratar seguro antes da viagem. O Japão também recomenda expressamente um seguro médico internacional para turistas. Já a Austrália alerta que a maioria dos visitantes não tem acesso ao sistema público Medicare e fica responsável pelos próprios gastos com saúde.
A Nova Zelândia segue a mesma linha: o seguro não é uma exigência geral para o visitante comum, mas o governo recomenda cobertura médica completa, já que o turista pode precisar pagar pelo atendimento recebido no país. Na Tailândia, brasileiros em turismo de curta duração não precisam apresentar seguro como requisito geral de entrada, embora devam cumprir outras formalidades migratórias, como o Thailand Digital Arrival Card.
Mesmo quando a contratação não é obrigatória, o seguro pode evitar gastos altos com consultas, internações, transporte médico ou repatriação. Por isso, vale considerar a cobertura como parte do planejamento da viagem, principalmente em destinos onde o atendimento médico para estrangeiros é caro.
COMO FUNCIONA O SEGURO VIAGEM DO CARTÃO DE CRÉDITO
Alguns cartões de crédito oferecem seguro viagem como benefício, principalmente nas categorias premium. No entanto, ter um cartão Visa Infinite, Mastercard Black ou Elo Nanquim, por exemplo, não significa que toda viagem estará automaticamente protegida. As condições variam conforme a bandeira, o cartão, o banco emissor e as regras vigentes do benefício.
Por isso, antes do embarque, o viajante deve consultar os benefícios específicos do próprio cartão. Além disso, geralmente é necessário cumprir algumas condições para ativar a cobertura.
Leia também as seguintes matérias publicadas no Passageiro de Primeira:
- Quais cartões oferecem seguro viagem para passagem emitida por milhas?
- Como emitir o Seguro Viagem do cartão Visa
- Como emitir o Seguro Viagem do cartão Mastercard
É PRECISO COMPRAR A PASSAGEM COM O CARTÃO?
Na maioria dos seguros vinculados ao cartão, sim. A viagem precisa ser paga com um cartão elegível para que o benefício possa ser utilizado. As regras para passagens emitidas com milhas ou pontos, porém, podem variar.
Atualmente:
- Visa: exige o pagamento da viagem com um cartão elegível e a emissão do bilhete de seguro antes da partida;
- Mastercard Black: exige que a passagem seja paga com o cartão elegível. Nas passagens emitidas com pontos ou milhas, o pagamento das taxas com o Mastercard Black também pode garantir elegibilidade, conforme as regras atuais;
- Elo: informa que a passagem deve ter sido comprada com o cartão selecionado. Se ela tiver sido emitida com pontos, a taxa de embarque deve ser paga com o cartão elegível.

Emissão do certificado gerado da Visa
Como essas condições podem mudar, o ideal é confirmar as regras diretamente com a bandeira e o emissor antes de comprar a viagem.
É PRECISO EMITIR O SEGURO ANTES DA VIAGEM?
Esse é um detalhe importante: não basta simplesmente ter o cartão na carteira. Em vários programas, o viajante precisa emitir um bilhete ou certificado de seguro antes do início da viagem. Normalmente a apólice vai depois para o seu e-mail, e esse documento deve ser bem guardado.
A Visa orienta seus clientes a solicitar o Bilhete de Seguro pelo Portal de Benefícios antes da partida. Já a Mastercard informa que a emissão do bilhete é obrigatória para que as coberturas do seguro sejam válidas. No Mastercard Black, cada passageiro elegível precisa ter um documento emitido em seu próprio nome.
Por isso, vale incluir essa etapa no planejamento da viagem e guardar a apólice no celular ou na nuvem para facilitar o acesso em caso de emergência.
QUEM PODE FICAR COBERTO?
Isso também depende do benefício. Alguns seguros contemplam apenas o titular e determinados dependentes, enquanto outros permitem incluir passageiros cujas passagens foram pagas com o cartão elegível.
No Mastercard Black, por exemplo, as regras atuais permitem cobertura para as pessoas cujas passagens tenham sido integralmente pagas com o cartão, mesmo que viajem separadamente. Cada uma delas, porém, precisa ter o próprio Bilhete de Seguro válido.
Antes da viagem em família, portanto, é importante verificar se cônjuge, filhos e demais acompanhantes realmente aparecem como segurados no documento.
O QUE O SEGURO DO CARTÃO PODE COBRIR?
As coberturas dependem do cartão e do plano disponibilizado. Entre as proteções que podem aparecer estão:
- despesas médicas e hospitalares;
- atendimento em caso de acidente ou doença súbita;
- despesas odontológicas;
- traslado médico;
- repatriação médica ou funerária;
- atraso, perda ou roubo de bagagem;
- cancelamento ou interrupção da viagem;
- atraso de embarque;
- perda de conexão;
- assistência durante emergências no exterior.
A Visa, por exemplo, disponibiliza benefícios relacionados a emergência médica internacional, bagagem e inconvenientes de viagem em cartões elegíveis. Já o Mastercard Black inclui assistência médica no exterior, traslado médico, repatriação e outras coberturas previstas no bilhete. Muitas vezes o que está incluso é referente ao cartão que você possui, ou seja, se possui um cartão melhor, a cobertura será melhor.
O ATENDIMENTO PODE FUNCIONAR POR REEMBOLSO
Em muitos seguros oferecidos por cartão de crédito, determinadas despesas funcionam por reembolso. Isso significa que o viajante pode precisar pagar uma consulta, exame, medicamento ou outro atendimento no destino e, depois, solicitar a devolução do valor à seguradora, respeitando os limites e as regras da cobertura.
Por isso, é importante verificar esse ponto antes da viagem e guardar recibos, notas fiscais, laudos, receitas e comprovantes. Em algumas situações, a central de atendimento também pode direcionar o viajante para uma rede credenciada e evitar o desembolso imediato, mas isso varia conforme o seguro e o tipo de atendimento.
ATENÇÃO AOS LIMITES E ÀS EXCLUSÕES
Mesmo quando o seguro do cartão não tem custo adicional, isso não significa que ele seja necessariamente suficiente para qualquer viagem. Os valores máximos, duração da cobertura, destinos atendidos e situações excluídas variam conforme o produto.
Também é importante conferir regras para doenças preexistentes, gestantes, prática de esportes, viagens longas, pessoas mais velhas e outras situações específicas. Além disso, algumas coberturas funcionam por assistência direta, enquanto outras exigem que o viajante arque primeiro com a despesa para depois solicitar reembolso.
Por isso, antes de depender apenas do seguro oferecido pelo cartão, vale comparar o bilhete com as necessidades da viagem e verificar se os limites são adequados ao destino.

SEGURO DO CARTÃO OU SEGURO VIAGEM CONTRATADO À PARTE: QUAL ESCOLHER?
As duas opções podem funcionar bem, mas atendem perfis diferentes de viajante. O seguro oferecido pelo cartão pode ser vantajoso por já estar incluído entre os benefícios, enquanto um seguro contratado separadamente costuma permitir maior liberdade na escolha das coberturas e dos limites.
QUANDO O SEGURO DO CARTÃO PODE SER SUFICIENTE
O benefício do cartão pode atender bem quem faz uma viagem curta, para um destino sem exigências específicas e sem necessidade de coberturas especiais.
Ele pode fazer sentido quando:
- a cobertura médica é adequada ao destino;
- todos os passageiros da viagem estão incluídos;
- o período da viagem está dentro do limite permitido;
- não há necessidade de cobertura específica para esportes, gestação ou outras situações;
- o viajante tem disponibilidade financeira para arcar com eventuais despesas que funcionem por reembolso.
Ainda assim, é fundamental emitir o certificado ou bilhete exigido e conferir as condições antes do embarque.
QUANDO VALE A PENA CONTRATAR UM SEGURO À PARTE
Um seguro contratado separadamente oferece mais opções de planos, valores de cobertura e serviços. Por isso, pode ser mais interessante em viagens longas, destinos com atendimento médico caro ou quando o viajante precisa de uma proteção mais específica.
Também vale considerar a contratação à parte quando:
- a cobertura médica do cartão é baixa para o destino;
- o seguro do cartão não cobre todos os acompanhantes;
- o viajante tem doença preexistente;
- haverá prática de esportes ou atividades de maior risco;
- a viagem envolve gestante ou pessoa idosa;
- o limite de duração do seguro do cartão não cobre toda a viagem;
- o viajante prefere uma assistência com menor dependência de reembolso.
É POSSÍVEL USAR OS DOIS?
Sim. O viajante pode manter o seguro oferecido pelo cartão e, ao mesmo tempo, contratar outra apólice para complementar a proteção. Isso pode ser interessante quando o benefício do cartão oferece algumas coberturas úteis, mas não atende completamente às necessidades da viagem.
No entanto, ter dois seguros não significa necessariamente receber duas indenizações pelo mesmo gasto. As regras dependem do tipo de cobertura e das condições de cada apólice. Por isso, é importante consultar os contratos antes de contar com a soma dos valores.
QUAL É A MELHOR OPÇÃO?
Não existe uma resposta única. O mais importante é comparar os limites, as exclusões, a forma de atendimento e o perfil da viagem. Um seguro gratuito do cartão pode ser suficiente em alguns casos, mas economizar na contratação nem sempre compensa se a cobertura for pequena ou inadequada ao destino.
Antes de decidir, confira também se o atendimento funciona por assistência direta ou reembolso. Em países onde uma consulta ou internação pode custar caro, precisar desembolsar o valor primeiro pode fazer bastante diferença.
COMO ESCOLHER E CONTRATAR UM SEGURO VIAGEM
O melhor seguro viagem não é necessariamente o mais barato. A escolha deve considerar o destino, a duração da viagem e o perfil de quem vai viajar. Além disso, vale comparar os limites de cobertura, as exclusões e a forma de atendimento antes de fechar a contratação.
Antes de contratar, confira:
- Cobertura para despesas médicas e hospitalares: verifique se o limite é compatível com o custo de saúde do destino.
- Exigências do país: alguns destinos determinam cobertura mínima ou regras específicas para entrada.
- Duração da viagem: confirme se a apólice cobre todos os dias, do embarque ao retorno.
- Idade dos viajantes: alguns planos têm preços e limites diferentes para pessoas mais velhas.
- Doenças preexistentes: confira se há cobertura e quais são as condições.
- Gestação: verifique limite de semanas, idade da gestante e situações incluídas.
- Prática de esportes: atividades de aventura ou esportes podem exigir cobertura específica.
- Bagagem: observe os valores previstos para extravio, atraso, dano ou roubo.
- Cancelamento e interrupção da viagem: veja em quais situações a cobertura pode ser acionada.
- Franquia: alguns planos exigem participação do viajante em determinadas despesas.
- Assistência ou reembolso: entenda se o atendimento ocorre pela rede credenciada ou se será necessário pagar e pedir reembolso depois.
- Repatriação e traslado médico: confira se essas coberturas estão incluídas e quais são os limites.
Depois de escolher o plano, leia as condições gerais e mantenha o certificado do seguro acessível durante a viagem. Também vale salvar os canais de atendimento da seguradora no celular, já que essas informações podem ser importantes em uma emergência.
COMO ACIONAR O SEGURO VIAGEM DURANTE A VIAGEM
Acionar o seguro viagem costuma ser simples, mas é importante seguir a ordem correta para evitar problemas com o atendimento ou com um eventual pedido de reembolso. Sempre que possível, o primeiro contato deve ser feito com a central indicada no certificado ou na apólice.
Veja o passo a passo:
- Localize os dados do seguro: Tenha em mãos o número da apólice ou do certificado, o nome da seguradora e os canais de atendimento. Por isso, vale deixar essas informações salvas no celular e também acessíveis offline.
- Entre em contato com a central de atendimento: Explique o que aconteceu e informe onde você está. A central poderá orientar sobre o procedimento correto, indicar uma clínica ou hospital próximo e confirmar se o atendimento será feito por assistência direta ou reembolso.
- Siga a orientação da seguradora: Se houver uma rede credenciada disponível, a central pode encaminhar o viajante diretamente para um hospital, clínica ou profissional parceiro. Nesse caso, o pagamento pode ser feito pela própria seguradora, de acordo com as condições do plano.
- Se precisar pagar pelo atendimento, guarde todos os comprovantes: Caso o serviço funcione por reembolso, peça e guarde:
- notas fiscais;
- recibos;
- relatórios e laudos médicos;
- receitas;
- comprovantes de pagamento;
- resultados de exames;
- comprovantes de compra de medicamentos;
- protocolos e mensagens trocadas com a seguradora.
- Solicite o reembolso dentro do prazo: Depois do atendimento, siga as instruções da seguradora para enviar os documentos. O valor devolvido dependerá do limite da cobertura e das condições previstas na apólice.
- Em casos de bagagem ou problemas com o voo, procure também a companhia aérea: Se houver extravio, dano ou atraso de bagagem, por exemplo, faça primeiro o registro oficial com a empresa aérea e guarde o protocolo. O seguro normalmente solicita esse documento para analisar o pedido.
- Acompanhe o processo até a conclusão: Guarde o número do atendimento ou do sinistro e acompanhe a solicitação pelos canais disponibilizados pela seguradora.

E SE FOR UMA EMERGÊNCIA?
Em uma situação realmente urgente, a prioridade é procurar atendimento médico imediatamente. Se não for possível entrar em contato com a seguradora antes, vá ao hospital ou acione o serviço de emergência local.
Assim que a situação estiver estabilizada, entre em contato com a central do seguro e informe o ocorrido. Guarde todos os documentos e comprovantes do atendimento, já que eles poderão ser necessários para solicitar reembolso ou comprovar a emergência.
Também é importante não adiar o atendimento apenas para conseguir autorização prévia da seguradora. Em casos graves, a saúde deve vir primeiro.
PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES SOBRE SEGURO VIAGEM
1. Seguro viagem é obrigatório?
Depende do destino. Alguns países exigem seguro viagem ou cobertura médica para a entrada de turistas, enquanto outros apenas recomendam a contratação. Por isso, vale conferir as regras atualizadas antes do embarque. Mesmo quando não é obrigatório, o seguro pode evitar gastos elevados em caso de emergência médica.
2. O que o seguro viagem cobre?
As coberturas variam conforme o plano, mas podem incluir despesas médicas e hospitalares, atendimento odontológico, traslado médico, repatriação, problemas com bagagem e algumas situações de cancelamento ou interrupção da viagem. O mais importante é conferir os limites e as exclusões da apólice antes de contratar.
3. Seguro viagem cobre doenças preexistentes?
Pode cobrir, mas as condições variam de acordo com o plano. Algumas seguradoras incluem atendimento para urgências ou emergências relacionadas a doenças preexistentes, porém podem estabelecer limites específicos. Quem já possui alguma condição de saúde deve conferir esse item com atenção antes da contratação.
4. Posso contratar o seguro viagem depois de embarcar?
Nem sempre. Muitas seguradoras exigem que a contratação aconteça antes do início da viagem. Por isso, o mais seguro é contratar a proteção antes do embarque e confirmar a data de início da cobertura no certificado.
5. O seguro viagem cobre bagagem extraviada?
Pode cobrir. Alguns planos oferecem indenização ou assistência em casos de extravio, atraso, dano ou roubo de bagagem. Se a mala for extraviada pela companhia aérea, o viajante também deve registrar o problema diretamente com a empresa e guardar o protocolo, pois a seguradora pode solicitar esse documento.
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