A Itália acaba de ampliar uma das experiências de caminhada mais interessantes para quem gosta de natureza, história e peregrinações. O novo Caminho de São Francisco conecta cerca de 1.500 quilômetros de trilhas e atravessa seis regiões italianas antes de chegar a Assis, cidade diretamente ligada à história do santo. A rota passa por Abruzzo, Emilia-Romagna, Lazio, Marche, Toscana e Umbria. Dessa forma, os viajantes conseguem percorrer diferentes paisagens e conhecer cidades históricas enquanto seguem por caminhos associados à tradição franciscana.

UMA ROTA QUE ATRAVESSA SEIS REGIÕES ITALIANAS
O projeto transformou diversos percursos existentes em uma rede integrada de peregrinação. Embora cada trecho mantenha suas características próprias, todos fazem parte agora de uma proposta maior que tem Assis como destino principal. A cidade ocupa um papel central porque São Francisco nasceu e morreu na região. Além disso, a Basílica de São Francisco de Assis abriga o túmulo do religioso e se tornou um dos principais destinos de peregrinação da Itália.

CAMINHOS JÁ EXISTENTES GANHARAM UMA NOVA CONEXÃO
A iniciativa não criou 1.500 quilômetros de trilhas do zero. Na prática, o projeto conectou percursos que os caminhantes já utilizavam de diferentes maneiras. Um dos exemplos é o trajeto entre Rimini e La Verna, que percorre aproximadamente 110 quilômetros. O caminho termina no santuário localizado nas montanhas da Toscana, um lugar tradicionalmente associado a São Francisco e aos estigmas que ele teria recebido. Agora, os peregrinos conseguem encontrar essas diferentes opções dentro de uma estrutura mais organizada.

COMO PLANEJAR A CAMINHADA
Para facilitar a preparação da viagem, os percursos aparecem reunidos na plataforma oficial de turismo da Itália, a Italia.it. O visitante pode consultar mapas e informações sobre as etapas antes de começar a caminhada. Dessa maneira, fica mais fácil entender a extensão de cada trecho, escolher os caminhos mais adequados e montar um roteiro de acordo com o tempo disponível. Além disso, a organização dos trajetos permite que cada viajante escolha quanto deseja percorrer. Não é necessário completar os 1.500 quilômetros para vivenciar a experiência.

O PASSAPORTE DO PEREGRINO
Quem quiser registrar oficialmente a jornada pode solicitar o credenziale, conhecido como passaporte do peregrino. O documento acompanha o viajante durante o percurso e recebe carimbos e datas em diferentes pontos da rota. Assim, o caminhante consegue registrar sua passagem pelos lugares visitados. Além disso, diferentes caminhos possuem seus próprios passaportes. Até mesmo quem viaja acompanhado de um cachorro pode encontrar uma opção específica para registrar a jornada do animal.

QUEM COMPLETAR O TRECHO FINAL RECEBE UM CERTIFICADO
A tradição da peregrinação também continua presente na chegada a Assis. Quem percorrer os 100 quilômetros finais a pé ou os 200 quilômetros finais de bicicleta pode solicitar um documento que comprova a conclusão do percurso até o túmulo de São Francisco. Portanto, mesmo quem não pretende encarar os 1.500 quilômetros completos pode participar da experiência de forma oficial ao escolher um trecho suficientemente longo.

UMA NOVA FORMA DE CONHECER A ITÁLIA
Mais do que uma trilha de longa distância, o Caminho de São Francisco oferece uma maneira diferente de explorar o país. Ao longo dos percursos, os viajantes podem combinar caminhada, contato com a natureza, pequenas cidades, paisagens rurais, patrimônios históricos e locais ligados à vida do santo. Por isso, a experiência pode atrair tanto peregrinos quanto turistas que procuram uma viagem mais lenta e imersiva pela Itália. Com 1.500 quilômetros de caminhos conectados, o projeto cria uma nova alternativa para descobrir seis regiões italianas a pé e, ao mesmo tempo, chegar a um dos destinos religiosos mais importantes do país.

CONHEÇA TAORMINA
Localizada na costa leste da Sicília, Taormina combina paisagens mediterrâneas, ruínas históricas e um centro urbano charmoso. A cidade encanta logo de cara, mas vale o aviso: os preços praticados por lá estão entre os mais altos da região. Desde hospedagem até refeições simples, tudo costuma ter um custo acima da média italiana. Ainda assim, Taormina conquista os visitantes com suas praias consideradas entre as mais bonitas da Europa.

Taormina é uma cidade compacta, construída sobre encostas e com grande parte de suas atrações concentradas no centro histórico. Por isso, a melhor forma de explorá-la é a pé. As ruas são estreitas, muitas vezes inacessíveis a carros, e boa parte da cidade está dentro de uma Zona de Tráfego Limitado (ZTL), o que reforça a importância de planejar bem os deslocamentos. No entanto, vale dizer: caminhar por Taormina exige certo preparo físico.
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