A Turquia vai muito além dos destinos mais conhecidos pelos brasileiros. Durante uma press trip pelo país, o Fernando Scerveninas, do time de Marketing do Passageiro de Primeira, conheceu Trabzon, no nordeste da Turquia, e visitou um dos lugares mais surpreendentes da região: o Mosteiro de Sümela. Construído em meio às Montanhas Pônticas, o complexo impressiona tanto pela localização quanto pela história. A seguir, ele conta como foi a experiência e o que os viajantes encontram durante a visita.

Imagem: Fernando Scerveninas
TRABZON E AS PAISAGENS DO MAR NEGRO
Há menos de 2 horas saindo de Istambul, um voo direto vai te levar à cidade de Trabzon, às margens do Mar Negro, conhecida por seu time entre os amantes de futebol, mas também por abrigar uma das paisagens mais impressionantes de toda a Turquia.

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Por lá, o clima é diferente do encontrado em Istambul: úmido, chuvoso e tranquilo. Afinal, estamos falando de uma das regiões mais chuvosas da Turquia — são cerca de 300 dias de chuva por ano —, mas isso não te impede de conhecer a cidade e muito menos de subir ao Mosteiro de Sümela. Pelo contrário, cria uma atmosfera totalmente diferente e peculiar, que vai te fazer sentir em uma região completamente diferente do que você já viu.
O CAMINHO ATÉ O MOSTEIRO DE SÜMELA
A ida ao mosteiro pode ser feita de carro ou micro-ônibus turístico, e o trajeto leva em torno de uma hora até o Parque Nacional do Vale de Altındere, que abriga uma Floresta Euro-Siberiana e impressiona pelo tamanho das árvores, que se parecem com pinheiros, e pela vegetação densa e verde.

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Ao chegar ao parque, é necessário seguir de van por parte do trajeto. Além de poupar uma boa caminhada, o percurso proporciona alguns dos melhores pontos para observar a imensidão do vale e ter os primeiros vislumbres do Mosteiro de Sümela, construído na encosta de um paredão rochoso e a centenas de metros acima do vale.
- Imagem: Fernando Scerveninas
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MAIS DE 1.600 ANOS DE HISTÓRIA
E não se engane ao pensar que tudo isso foi construído de uma só vez. A história de Sümela começou há mais de 1.600 anos, quando, segundo a tradição, dois monges chegaram à região e estabeleceram um espaço de culto em uma caverna.
Com o passar dos séculos, o local foi ampliado, ganhou uma igreja escavada na rocha e diversas outras estruturas, formando o complexo monástico de tradição cristã ortodoxa grega que conhecemos hoje.

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A SUBIDA ATÉ O MOSTEIRO DE SÜMELA
Ao chegar à entrada do mosteiro de van, começa a parte mais desafiadora do passeio: uma caminhada por uma trilha demarcada e bem sinalizada, cercada pela floresta, e uma sequência de degraus até chegar ao complexo. Mas se prepare, pois o percurso pode exigir um pouco de fôlego e também faz parte da experiência.
A cada curva, a paisagem vai mudando e revelando novos ângulos do vale. Entre a vegetação densa e o paredão de rochas, o Mosteiro de Sümela aparece aos poucos, tornando a chegada ainda mais impressionante. Depois, finalmente, é possível ver de perto a dimensão do complexo e entender como conseguiram construir uma estrutura desse tamanho em um local tão difícil de alcançar.
- Imagem: Fernando Scerveninas
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O guia que nos acompanhou durante o passeio até brincou com o grupo: enquanto muitos se perguntam como os egípcios construíram as pirâmides, também é difícil não se questionar como conseguiram construir uma obra dessa dimensão, há tantos séculos, em meio às montanhas e em um local tão remoto.
COMO É O MOSTEIRO DE SÜMELA POR DENTRO
Ao chegar ao mosteiro, prepare-se para mais uma escada — sim, e depois prepare-se para subir todas elas de volta! Essa é a que vai te dar acesso ao interior do local, que vai te impressionar.
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Uma vila completa e bem maior do que você pode ter imaginado olhando de longe, com igreja, capelas menores, pátios, corredores e refeitório. Sümela não funcionava apenas como uma igreja, mas como uma verdadeira comunidade, com espaços para oração, moradia e atividades do dia a dia.
A IGREJA DA ROCHA E OS AFRESCOS
Um dos grandes destaques da visita é a Igreja da Rocha, principal espaço de culto, escavada na própria encosta, que chama a atenção pelas belas pinturas que cobrem suas paredes externas, internas e o teto.
Os afrescos retratam diferentes passagens da Bíblia, sendo pintados, repintados e agora restaurados ao longo dos séculos, apesar dos danos provocados pelo tempo e pelo vandalismo.

Imagem: Fernando Scerveninas
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O QUE ACONTECEU COM O MOSTEIRO DE SÜMELA
Ao longo de sua história, Sümela passou por diferentes períodos de poder. Durante a ocupação russa de Trabzon, as forças russas tomaram o mosteiro. Poucos anos depois, a troca populacional entre Grécia e Turquia levou à saída da comunidade grega ortodoxa e ao abandono de Sümela, enquanto a comunidade levou parte dos objetos religiosos para a Grécia.
COMO CHEGAR A TRABZON
Apesar de estar em uma região pouco explorada pelos turistas que visitam a Turquia, chegar a Trabzon é mais fácil do que a localização da cidade pode fazer parecer. A Turkish Airlines oferece voos diretos entre Istambul e Trabzon, em uma viagem de aproximadamente duas horas.
Para quem sai do Brasil, o trajeto pode ser feito com uma conexão em Istambul. A companhia opera voos entre São Paulo e a cidade turca, permitindo combinar as duas etapas da viagem e chegar a Trabzon sem a necessidade de longos deslocamentos terrestres.

Imagem: Fernando Scerveninas
Inclusive, saiba aqui como é voar a bordo da Classe Executiva da Turkish Airlines.
E essa facilidade é justamente um dos pontos que tornam o destino ainda mais interessante: depois de conhecer Istambul, basta um voo de cerca de duas horas para trocar o movimento da maior cidade da Turquia pelas montanhas, florestas e paisagens do Mar Negro.
COMENTÁRIO
Agradecemos ao Fernando por compartilhar com a gente o relato dessa experiência em Trabzon e no Mosteiro de Sümela. Deve ter sido muito interessante conhecer de perto uma região tão diferente da Turquia. Principalmente por ser um lugar que ainda aparece pouco nos roteiros dos brasileiros.
Experiências como essa mostram o quanto a Turquia vai além de Istambul e da Capadócia. Entre montanhas, florestas e séculos de história, Trabzon revela outro lado do país e amplia as possibilidades de roteiro.

Imagem: Fernando Scerveninas
CONHEÇA ISTAMBUL
Istambul é um museu vivo, com um passado antigo e grandioso que se combina com a certeza de que os tempos mudaram. É também dona de um presente vibrante — até bastante intenso — daquele que por vezes se define pela não definição: o caos.

Embora não seja a capital da Turquia, Istambul já foi a capital de dois dos maiores impérios da história: o Bizantino e o Otomano. O primeiro teve início em 395 d.C., enquanto o segundo chegou ao fim em 1922. A cidade também acompanhou a transição para a República da Turquia, que trouxe grandes transformações ao país, inclusive no idioma. Além disso, Istambul reúne influências de diferentes culturas. Isso se deve tanto à expansão do Império Otomano por três continentes quanto à localização da cidade entre a Europa e a Ásia. Hoje, italianos, armênios, romanos e gregos formam, especialmente, a identidade turca.
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