A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser usada por brasileiros em algumas viagens pela América do Sul. No entanto, quem pretende deixar o passaporte em casa precisa ficar atento a um detalhe importante: ter o documento disponível apenas no celular não é suficiente. Embora a versão digital tenha validade no Brasil, as regras para cruzar fronteiras são diferentes. Por isso, antes de viajar, é importante entender quando a CIN é aceita e qual versão deve acompanhar o passageiro.

CIN DIGITAL NÃO SUBSTITUI DOCUMENTO FÍSICO EM VIAGENS INTERNACIONAIS
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) está disponível nas versões física e digital, esta última acessada pelo aplicativo Gov.br. No entanto, quem pretende utilizar a identidade para viajar ao exterior deve levar o documento físico. A Polícia Científica de Santa Catarina reforçou o alerta em 2026 e informou que a versão eletrônica não atende às exigências atuais dos controles migratórios internacionais, especialmente nos países do Mercosul.

CIN digital
- CIN Cartão
- CIN Papel
Por isso, apresentar a CIN apenas pelo celular pode causar problemas durante a viagem. Segundo o órgão, a falta da identidade física pode impedir o embarque ainda no Brasil ou até a entrada no país de destino. Embora a CIN tenha elementos de padrão internacional, como a zona de leitura mecânica (MRZ), isso não transforma a versão digital em substituta do documento físico na imigração.
EM QUAIS PAÍSES É POSSÍVEL VIAJAR COM A NOVA IDENTIDADE?
A CIN pode ser usada como documento de viagem nos países com os quais o Brasil mantém acordos que permitem a entrada de brasileiros com carteira de identidade. O Governo Federal cita os países do Mercosul como exemplo. Já a Polícia Federal informa que, em viagens a turismo para países abrangidos pelas regras do bloco, o brasileiro pode deixar o passaporte em casa e apresentar uma cédula de identidade aceita para a viagem.
Entre os destinos sul-americanos contemplados pelos acordos de documentos de viagem estão:
- Argentina
- Bolívia
- Chile
- Colômbia
- Equador
- Paraguai
- Peru
- Uruguai
Saiba mais sobre o assunto, nessa matéria.
Entretanto, a CIN não substitui o passaporte para viagens internacionais de forma geral. Para países sem acordo que reconheça a identidade brasileira como documento de viagem, o passageiro deve apresentar o passaporte. Além disso, a Polícia Federal orienta o uso do passaporte quando o motivo da viagem for trabalho, estudo, residência, saúde ou outra finalidade diferente do turismo.
O QUE CONFERIR NA CIN ANTES DE VIAJAR?
Antes de sair do Brasil usando a identidade, vale conferir o documento com antecedência. A Polícia Federal orienta que a cédula permita identificar plenamente o viajante. Além disso, o documento precisa estar em bom estado. A recomendação oficial também considera a data de emissão, especialmente no caso das identidades antigas.
Outro cuidado importante é não tentar substituir a identidade por outros documentos. CNH, carteiras profissionais, como OAB e CRM, e certidões não são aceitas como documentos de viagem para ingresso nos países do Mercosul. Portanto, quem decidir viajar sem passaporte deve levar a carteira de identidade física adequada às exigências migratórias.
Quem ainda possui o RG no modelo antigo não precisa necessariamente trocar o documento imediatamente pela CIN. O Governo Federal informa que as identidades antigas permanecem válidas até 2032. Entretanto, para uma viagem internacional, é preciso considerar também as exigências migratórias sobre conservação, fotografia e tempo de emissão do documento. Dessa forma, quem estiver com uma identidade antiga deve verificar sua situação antes do embarque.
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