A escassez de pilotos virou motivo de alerta no setor aéreo e já faz companhias emitirem um verdadeiro “Mayday”. O problema é global e combina formação longa, custos elevados e uma reposição mais lenta de profissionais após a pandemia. Além disso, a demanda por voos segue em alta, o que aumenta a pressão sobre o mercado. A seguir, entenda por que essa crise preocupa tanto as companhias aéreas e quais soluções estão em debate.

O QUE É “MAYDAY” NA AVIAÇÃO

“Mayday” é o código internacional usado para sinalizar uma emergência grave na aviação. O termo vem da expressão francesa venez m’aider, que significa “venha me ajudar”, e surgiu justamente para facilitar a comunicação por rádio entre pilotos e controladores de voo. Por isso, o setor adotou a palavra como padrão global sempre que existe risco iminente à vida ou à aeronave.

Além disso, pilotos e controladores repetem o termo três vezes — “Mayday, Mayday, Mayday” — para evitar qualquer dúvida na comunicação. A partir desse momento, todas as outras mensagens perdem prioridade. Dessa forma, o controle de tráfego aéreo passa a coordenar imediatamente os procedimentos de emergência e apoio necessários.

ESCASEZ DE PILOTOS VIRA ALERTA PARA O SETOR AÉREO

A escassez de pilotos virou um dos principais desafios do mercado de aviação mundial. Para chegar a uma cabine comercial, o profissional precisa acumular entre cinco e doze anos de experiência, além de arcar com custos elevados de formação.

No Brasil, por exemplo, a licença de voo pode ultrapassar R$ 400 mil. Além disso, durante a pandemia, escolas e companhias suspenderam treinamentos, o que atrasou a entrada de novos pilotos no mercado.

Outro ponto de atenção é o envelhecimento da força de trabalho. Nos Estados Unidos, a idade média dos pilotos subiu de 45–49 anos, no fim dos anos 1990, para 50–54 anos recentemente. Ao mesmo tempo, a demanda segue em alta. A expectativa é que o número global de passageiros ultrapasse 5 bilhões em 2026, com crescimento anual de 4,4%. Por isso, companhias aéreas já discutem alternativas como aumento salarial e a elevação da idade de aposentadoria compulsória, que pode passar de 65 para 67 anos.

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