Casos recentes de infecções transmitidas por carrapatos, envolvendo inclusive celebridades como Justin Bieber, Bella Hadid e Avril Lavigne, têm chamado a atenção do público e acendido um alerta importante para viajantes. A transmissão é mais comum durante os meses quentes no Hemisfério Norte — período de alta no turismo — e exige cuidados extras de quem pretende fazer trilhas, acampar ou circular em áreas naturais.

POR QUE O TEMA VOLTOU A ASSUSTAR VIAJANTES?

Nos últimos meses, diversos famosos relataram episódios de doenças causadas por carrapatos. Embora essas infecções não sejam novas, a repercussão trouxe o assunto de volta ao debate público — e com razão.

Com o aumento das temperaturas em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França e Reino Unido, a população de carrapatos cresce, ampliando automaticamente o risco para quem viaja.

Além disso, como o verão no Hemisfério Norte coincide com a alta temporada do turismo, mais pessoas acabam expostas durante trilhas, parques nacionais e áreas rurais. Consequentemente, o número de casos costuma subir justamente quando mais turistas estão viajando.

COMO A INFECÇÃO ACONTECE?

A transmissão ocorre quando um carrapato infectado pica a pele e permanece preso por várias horas. Durante esse processo, ele pode inocular bactérias como Borrelia burgdorferi, responsável pela doença de Lyme, uma das mais comuns e perigosas.

Porém, dependendo do país visitado, outros agentes também podem ser transmitidos. Por isso, é importante que o viajante conheça os riscos específicos do destino.

Além disso, especialistas explicam que a chance de infecção aumenta conforme o tempo de exposição. Assim, identificar e remover o carrapato rapidamente é fundamental para evitar complicações.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS MAIS COMUNS?

Os sinais variam, mas geralmente incluem:

  • Lesões avermelhadas na pele (com possível formato de alvo);

  • Febre;

  • Dor de cabeça persistente;

  • Fadiga intensa;

  • Dores musculares;

  • Rigidez ou dor nas articulações.

Como esses sintomas podem ser confundidos com outras condições — inclusive viroses comuns —, qualquer mal-estar após contato com áreas naturais deve ser avaliado por um médico, especialmente quando o viajante retorna de destinos onde o risco é mais elevado.

DESTINOS COM MAIOR RISCO DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS

Alguns destinos ao redor do mundo registram alta incidência de doenças transmitidas por carrapatos, especialmente entre a primavera e o verão do Hemisfério Norte. Veja os principais:

  • Estados Unidos: Norte e Nordeste, incluindo Nova York, Connecticut, Massachusetts, Pensilvânia, Wisconsin e Minnesota, concentram os maiores números de doença de Lyme.
  • Canadá: Risco mais alto no sul de Ontário, Quebec e Nova Escócia, especialmente em parques e trilhas arborizadas.
  • Alemanha: Regiões como Baviera e Baden-Württemberg têm grande incidência de TBE (encefalite transmitida por carrapato).
  • Áustria: Áreas alpinas e trilhas ao redor de cidades como Innsbruck e Salzburgo estão entre os principais pontos de risco.
  • Suíça: Regiões montanhosas e áreas verdes próximas de Zurique, Lucerna e dos Alpes registram altos índices de TBE.
  • República Tcheca: Um dos países europeus com mais casos de encefalite por carrapato, especialmente em áreas rurais e parques próximos de Praga.
  • Reino Unido: Locais como Lake District, New Forest, Yorkshire Dales e as Highlands (Escócia) exigem atenção redobrada no verão.
  • Suécia: Alta presença de carrapatos em parques, bosques e regiões costeiras, especialmente no sul do país.
  •  Noruega: Maior risco em áreas florestais e trilhas ao longo da costa, incluindo regiões próximas a Oslo e ao sul do país.
  • Austrália: Risco concentrado na costa leste, principalmente ao redor de Sydney, Brisbane e Hunter Valley.

COMO VIAJAR COM SEGURANÇA E EVITAR INFECÇÕES?

A boa notícia é que prevenir é fácil — basta adotar alguns cuidados simples antes e durante o passeio:

  • Use repelente adequado: Repelentes com DEET, icaridina ou permetrina são os mais eficazes contra carrapatos.
  • Prefira roupas longas e de cores claras: Além de oferecer proteção física, roupas claras facilitam a visualização de qualquer carrapato.
  • Faça inspeção no corpo após passeios em trilhas: Verifique especialmente couro cabeludo, axilas, umbigo, cintura e atrás dos joelhos.
  • Evite áreas com vegetação muito alta: Carrapatos ficam em folhas, galhos e gramas altas aguardando contato com o hospedeiro.
  • Removeu um carrapato? Aja rápido: Retire com pinça, higienize a área e monitore sintomas nas semanas seguintes.
  • Notou sinais estranhos? Procure um médico: Quanto antes começar o tratamento, menores as chances de complicações.

VIAJAR CONTINUA SEGURO — MAS COM INFORMAÇÃO

Por fim, a infecção por carrapato em viagens não deve ser motivo para cancelar roteiros. Pelo contrário: viajar é totalmente seguro quando se sabe como se proteger.

Assim, com alguns cuidados e informações essenciais sobre a região visitada, é possível aproveitar trilhas, parques e atividades ao ar livre sem preocupações — mesmo durante períodos de maior risco.

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