Viajar pela Europa pode ser muito mais barato do que parece. Neste conteúdo eu explico como funciona a lógica dos voos low cost, por que esses bilhetes são tão baratos e o que você precisa saber sobre os aeroportos secundários que atendem as principais cidades europeias. Além disso, você vai entender como o transporte até o aeroporto influencia diretamente no custo final da viagem e quais estratégias realmente fazem diferença na hora de economizar.

AS SUAS VIAGENS PODEM SER BEM MAIS BARATAS DO QUE VOCÊ IMAGINA

As suas viagens podem sair muito mais em conta se você adotar um planejamento inteligente. Uma das maneiras mais eficientes de reduzir despesas é buscar voos low cost. Um voo low cost é operado por companhias aéreas que oferecem tarifas bem abaixo do mercado tradicional, focando em serviços básicos e no modelo “pague apenas pelo que usar”. Muitas vezes o bilhete custa menos que um jantar simples na Europa. Entre as principais empresas que operam esse tipo de voo estão Ryanair, EasyJet, Wizz Air e Vueling. Surpreendentemente muitos brasileiros nunca ouviram falar delas, o que faz com que paguem muito mais caro do que precisariam.

Imagem: Ryanair Corporate

COMO FUNCIONAM OS AEROPORTOS SECUNDÁRIOS NAS LOW COST

As companhias low cost utilizam aeroportos secundários sempre que possível, e a Ryanair faz disso uma estratégia central. Quando uma cidade possui dois aeroportos, ela concentra praticamente todas as suas operações no secundário, enquanto empresas como Wizz Air e Vueling dividem suas rotas entre o principal e o alternativo. Já nas cidades que não têm essa opção, como Barcelona, a Ryanair opera normalmente no aeroporto principal. Essa escolha não é aleatória. Ao atuar em aeroportos menores, com menos movimento e menos concorrência por horários, a companhia reduz o tempo em solo em até 30 por cento, aumentando a rotatividade das aeronaves e, consequentemente, o lucro.

No entanto, essa estratégia impacta diretamente o passageiro. Esses aeroportos costumam ficar mais distantes do centro e oferecem menos estrutura, como restaurantes, lounges e serviços premium. Mesmo assim, eles tornam possível encontrar tarifas muito mais baixas em rotas europeias populares, já que a operação mais rápida e mais barata permite que a companhia ofereça preços extremamente competitivos. Por isso, entender onde o seu voo pousa e decola é essencial para planejar bem a sua locomoção e evitar surpresas durante a viagem.

A seguir, apresento exemplos que ajudam a visualizar com clareza como esse modelo de viagem funciona.

PARIS, AEROPORTO DE BEAUVAIS (BVA)

Ele atende Paris, embora não fique exatamente na cidade. Está localizado na comuna de Beauvais a cerca de 85 quilômetros do centro da capital francesa. É bastante usado pela Ryanair e por algumas rotas da Wizz Air. Um voo Paris Beauvais para Londres pode custar por volta de €60, dependendo da antecedência e do período.

Imagem: Aéroport Paris – Beauvis

MILÃO,  AEROPORTO DE BERGAMO (BGY)

Ele atende a região de Milão e está a aproximadamente 50 quilômetros do centro da capital da Lombardia. É muito usado pela Ryanair e é um dos hubs mais fortes da companhia. Uma rota famosa é Milão – Madri, que pode variar entre €30 e €50.

Imagem: International Airport Review

LONDRES, AEROPORTO DE STANSTED (STN)

Ele atende Londres e está a cerca de 63 quilômetros do centro da capital inglesa. É um dos principais aeroportos usados pela Ryanair e também recebe voos da EasyJet e Jet2. Uma rota muito procurada é Londres – Paris, que pode custar cerca de €60 em períodos promocionais.

Imagem: London Stansted Airport

CHEGAR AOS AEROPORTOS SECUNDÁRIOS PODE MUDAR TUDO

O transporte até esses aeroportos impacta diretamente no custo final. Como muitos são distantes, é fundamental comparar as opções disponíveis. A primeira dica é perguntar no hotel se existe transfer até o aeroporto do seu voo. Transfer é um transporte organizado que leva passageiros diretamente ao aeroporto, ou vice versa, e costuma sair mais barato quando reservado com antecedência.

Caso não exista esse serviço sempre pergunte na recepção sobre ônibus públicos que seguem em direção ao aeroporto. Muitas cidades possuem linhas diretas e esse costuma ser o transporte mais barato. Outra opção é verificar se existe alguma estação de trem que conecte o centro ao aeroporto. Quando essa ligação existe ela pode ser rápida e eficiente. No entanto alguns aeroportos secundários não possuem acesso ferroviário o que torna o ônibus a escolha mais lógica.

Você também pode considerar Uber ou táxi porém esses meios costumam ser mais caros devido à distância. Depois de analisar todas as opções compare o custo benefício avaliando conforto preço e tempo de deslocamento. Assim, dependendo se você esteja em um grupo, a opção mais recomendada é pegar um transporte público ou ônibus de uma empresa que faça o trajeto do aeroporto até o centro. Já o Uber ou táxi, é uma boa ideia se estiverem em menos de cinco pessoas (há as exceções de carros com mais assentos), assim, tem espaço para todos no veículo.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE OS CUSTOS EXTRAS DAS LOW COST

Nas companhias low cost tudo o que foge do básico é pago à parte. Assim, a bagagem despachada e até mesmo a mala de mão maior têm tarifa adicional, e apenas uma mochila pequena costuma estar incluída no bilhete. Por isso é essencial conferir as medidas permitidas para evitar cobranças altas no aeroporto.

O serviço a bordo também não é gratuito. Água, café, snacks e até a escolha de assento têm custo extra. Esse modelo é normal nas low cost e é o que mantém as tarifas tão baixas. Quando você entende essas regras e planeja com antecedência, evita surpresas e continua viajando por valores muito mais acessíveis.

HACKS IMPORTANTES PARA ECONOMIZAR

  • Compre sempre o transporte do aeroporto com antecedência pois o preço quase sempre sobe na hora.
  • Considere sair mais cedo do hotel para evitar trânsito nas regiões afastadas.
  • Cheque se o aeroporto tem horários de pico reduzidos pois muitos aeroportos secundários não operam durante toda a madrugada.
  • Planeje com antecedência quantos volumes vai levar já que as companhias que operam voos low cost cobram por tudo e isso impacta diretamente o custo final.
  • Evite conexões apertadas porque aeroportos distantes exigem mais tempo de deslocamento.

Com essas orientações suas viagens pela Europa tendem a ficar muito mais leves para o bolso e você aproveita melhor cada destino com inteligência e planejamento.