Impulsionada pelo fortalecimento das viagens domésticas e pelo aumento dos gastos de turistas internacionais, a indústria de viagens e turismo da América Central e do Sul deverá apresentar um desempenho superior à média mundial em 2026. Nesse cenário, a região se beneficia de uma demanda interna aquecida e de uma exposição menor às tensões geopolíticas que afetam diversos mercados internacionais. Como resultado, o setor mantém uma trajetória de crescimento consistente e amplia sua participação na economia regional.

TURISMO DOMÉSTICO CONTINUA LIDERANDO O CRESCIMENTO
Segundo o WTTC, os gastos de turistas internacionais deverão atingir aproximadamente US$ 70 bilhões (R$ 354 bilhões) na América Central e do Sul em 2026. Com isso, o indicador deverá registrar um crescimento de 7,8% em comparação com o ano anterior. Em contraste, a expansão global prevista para esse segmento é de apenas 3,7%.
Além do crescimento anual, o volume esperado também ficará 17,1% acima dos níveis observados antes da pandemia. Entretanto, mesmo com o avanço dos visitantes estrangeiros, o turismo doméstico continua sendo o principal motor da atividade turística na região. Nesse contexto, os gastos com viagens dentro dos próprios países deverão alcançar US$ 222,3 bilhões em 2026, valor superior a R$ 1 trilhão.

PAÍSES QUE DEVEM LIDERAR A EXPANSÃO DO TURISMO
Entre os mercados analisados pelo WTTC, o Equador aparece na liderança das projeções de crescimento para 2026. O país deverá registrar uma expansão de 11,6% no PIB turístico. Logo depois, surge a Bolívia, com crescimento estimado em 10,3%. Em seguida, aparecem Panamá (8,4%), Guatemala (6,1%) e Colômbia (5,7%).
Por sua vez, o Brasil, um dos principais mercados da região, deverá registrar crescimento de 2,1% na contribuição econômica do turismo. Paralelamente, os gastos de visitantes internacionais no país têm previsão de alta de 3%. Outro destaque importante é a Venezuela. Segundo as projeções, o país poderá alcançar uma das maiores taxas de crescimento da região, com avanço de 33,2% no PIB do turismo e aumento de 34,8% nos gastos de turistas estrangeiros.
DE ONDE VÊM OS TURISTAS QUE VISITAM A REGIÃO?
Conforme o levantamento, os principais mercados emissores de turistas para a América Central e do Sul são:
Argentina (20%)
Estados Unidos (18%)
Brasil (7%)
Chile (6%)
Peru (3%)

PARA ONDE VIAJAM OS MORADORES DA AMÉRICA CENTRAL E DO SUL?
Enquanto isso, os destinos internacionais mais procurados pelos residentes da região são:
Estados Unidos (14%)
Brasil (12%)
Chile (9%)
Argentina (7%)
Uruguai (5%)
Por fim, o estudo foi elaborado em parceria com a Oxford Economics e considerou o atual cenário econômico e geopolítico internacional. Além disso, as projeções levam em conta fatores como inflação, preços da energia, comportamento do consumidor e evolução das condições geopolíticas. Ainda assim, o WTTC ressalta que os números poderão ser revisados futuramente, conforme ocorram mudanças no contexto econômico global.
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