Levar power bank no avião continua permitido em 2026, mas o uso do acessório durante voos no Brasil passou a seguir regras mais rígidas após uma atualização recente nas orientações de segurança. Além de seguir proibido na bagagem despachada, o carregador portátil deve ficar com o passageiro na cabine e já aparece com novas restrições em companhias como a LATAM. Nesta matéria, você confere o que mudou e quais são as 8 regras mais importantes para viajar sem erro.

8 REGRAS PARA VIAJAR DE AVIÃO COM POWER BANK EM 2026
Esse tema ficou ainda mais sensível nos últimos meses, principalmente após uma atualização recente nas orientações de segurança da aviação no Brasil, além de novas restrições adotadas por algumas companhias aéreas. Por isso, antes de embarcar, vale entender o que pode, o que não pode e quais cuidados evitam problemas no aeroporto. Confira abaixo 8 regras para viajar com power bank no avião:
1. POWER BANK SÓ PODE VIAJAR NA CABINE, NUNCA NA BAGAGEM DESPACHADA
O power bank não pode ser levado na bagagem despachada. A regra vale porque ele é considerado uma bateria de lítio extra, e esse tipo de item pode representar risco maior em caso de superaquecimento ou princípio de incêndio no porão da aeronave. Por isso, a orientação internacional e também no Brasil determinam que o acessório viaje apenas na cabine.
Na prática, isso significa que o passageiro deve colocar o power bank na bagagem de mão ou mantê-lo com ele durante o voo. A FAA, a TSA e a ANAC são claras nesse ponto. Inclusive, o alerta da agência brasileira cita explicitamente os carregadores portáteis entre os itens proibidos na bagagem despachada.

2. SE A MALA DE MÃO FOR DESPACHADA NO PORTÃO, O POWER BANK PRECISA SER RETIRADO
Mesmo quando o power bank está dentro da bagagem de mão, a regra muda se essa mala for recolhida no portão de embarque. Nessa situação, o acessório precisa ser retirado antes que a bagagem siga para o compartimento de carga. Isso acontece porque, a partir do momento em que a mala deixa a cabine, a bateria passaria a viajar em local proibido.
Esse é um detalhe importante porque muita gente aceita despachar a mala pequena de última hora e esquece que o power bank continua lá dentro. Tanto a FAA quanto a IATA e a ANAC reforçam que baterias sobressalentes devem permanecer com o passageiro na cabine e em local acessível quando a bagagem é retirada no finger, no portão ou ao lado da aeronave.
3. O LIMITE PADRÃO CONTINUA SENDO DE ATÉ 100 WH
O limite mais comum para viajar com power bank no avião continua sendo de até 100 Wh por unidade. Dentro dessa faixa, o transporte costuma ser permitido sem necessidade de autorização especial da companhia aérea, desde que o item viaje na cabine e siga as demais exigências de segurança. Esse continua sendo o parâmetro central usado nas orientações internacionais para passageiros, inclusive após as atualizações mais recentes nas regras de segurança.

Esse ponto merece atenção porque a capacidade do power bank nem sempre aparece de forma intuitiva para o passageiro. Muitos modelos exibem apenas a informação em mAh, enquanto a regra da aviação trabalha com Wh. Ainda assim, o corte oficial segue sendo o mesmo: até 100 Wh, o transporte normalmente é aceito; acima disso, entram outras condições, que vamos detalhar nos próximos tópicos.
Além disso, cada passageiro poderá transportar, no máximo, dois power banks.
4. MODELOS MAIS POTENTES PODEM EXIGIR AUTORIZAÇÃO OU SER PROIBIDOS
Quando a capacidade passa de 100 Wh, a regra muda. Nesse caso, o passageiro já não entra mais na faixa padrão de transporte livre e precisa verificar se a companhia aérea aceita o item com autorização prévia. Pelas orientações da IATA e da FAA, baterias entre 101 Wh e 160 Wh podem seguir na cabine apenas com aprovação da empresa aérea.
Acima de 160 Wh, o passageiro não pode levar o power bank como bagagem. Na prática, isso afeta sobretudo modelos mais robustos, pensados para notebooks ou equipamentos maiores, e não os carregadores portáteis comuns usados para celular. Ainda assim, vale checar a capacidade do aparelho antes da viagem, porque alguns modelos premium ultrapassam facilmente esse limite. Mesmo com essas faixas bem definidas, as regras de uso e transporte ficaram mais rígidas em 2026.
5. O POWER BANK NÃO DEVE VIAJAR SOLTO OU SEM PROTEÇÃO
O passageiro não deve levar o power bank solto na mochila, na bolsa ou na mala de cabine. A orientação internacional, reforçada pelas atualizações recentes nas regras de segurança no Brasil, pede proteção individual contra curto-circuito. Isso inclui manter o acessório em estojo, bolsa própria, embalagem original ou com os terminais devidamente protegidos quando necessário. A lógica é simples: reduzir o risco de contato com objetos metálicos ou de dano físico durante a viagem.
Além disso, a IATA reforça que o passageiro deve evitar compressão, perfuração, aquecimento e qualquer situação que aumente o risco de falha da bateria.
Por isso, colocar o power bank de qualquer jeito no fundo da bagagem não é uma boa ideia. Os power banks devem estar protegidos contra curto-circuito, com os terminais isolados ou na embalagem original.

6. ALGUMAS COMPANHIAS JÁ PROÍBEM USAR OU CARREGAR POWER BANK A BORDO
No Brasil, o uso do power bank durante o voo passou a enfrentar regras mais rígidas após uma atualização recente nas orientações de segurança da aviação. A LATAM, por exemplo, já informa que o acessório não pode ser utilizado para carregar dispositivos nem conectado às tomadas da aeronave durante o voo, além de exigir que ele permaneça com o passageiro e fora do bagageiro superior.
Segue a nota da Latam:
“A LATAM Airlines Brasil esclarece que segue a Instrução Suplementar nº 175-001 Revisão M, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), para o transporte de baterias de lítio em voos comerciais.
Pela regra, carregadores portáteis (power banks) devem ser levados exclusivamente na bagagem de mão e não podem ser recarregados nem utilizados durante o voo, sendo permitido apenas o seu porte. Em linha com a normativa e com foco na segurança operacional, a LATAM adotou a restrição a partir de 15 de abril.”
Esse movimento não é isolado. Nos últimos meses, várias companhias aéreas internacionais também passaram a proibir o uso ou a recarga do power bank a bordo. A Singapore Airlines, por exemplo, não permite carregar o acessório pelas portas USB nem utilizá-lo para alimentar outros dispositivos. A EVA Air segue a mesma linha e veta o uso durante toda a viagem.
Além delas, empresas como Qantas, Lufthansa Group e a Southwest Airlines, também adotaram restrições semelhantes, reforçando que o item deve permanecer acessível ao passageiro. Como esse cenário está em evolução, vale sempre consultar a política da companhia antes do embarque.
E, para quem quiser acompanhar esse avanço no setor, o Passageiro de Primeira tem uma matéria específica sobre o tema: Quais companhias aéreas proibiram o uso de power bank?
7. AS REGRAS PODEM MUDAR CONFORME A COMPANHIA AÉREA
Embora a base internacional seja parecida, e o Brasil tenha atualizado recentemente suas orientações de segurança, cada companhia aérea pode adotar exigências próprias. A IATA deixa claro que as empresas podem aplicar condições mais restritivas do que o padrão geral. Ou seja, duas companhias podem aceitar power bank na cabine, mas diferir no número permitido, na forma de armazenar o item e até no uso durante o voo.
Na prática, isso já acontece. A Qantas, por exemplo, permite apenas até duas unidades por passageiro e proíbe o uso a bordo. Já a China Airlines publica regra que aceita até 20 baterias sobressalentes de até 100 Wh por pessoa, mantendo a proibição na bagagem despachada. Portanto, o passageiro não deve confiar apenas na regra geral da aviação. Ele precisa checar também a política específica da empresa com a qual vai voar.
8. É ESSENCIAL CHECAR O WH DO APARELHO ANTES DE VIAJAR
O passageiro precisa conferir a capacidade do power bank antes de sair de casa. A aviação trabalha com o valor em Wh, e esse dado define se o item entra na faixa liberada, se exige autorização ou se a companhia pode barrá-lo. A IATA recomenda que essa informação esteja visível no próprio aparelho ou na documentação do produto.
Esse cuidado ganhou ainda mais importância com as regras mais rígidas em 2026. Muitos fabricantes destacam apenas a capacidade em mAh, o que pode confundir quem vai viajar. Se a companhia ou a equipe de segurança não conseguir confirmar o número em Wh, o passageiro pode enfrentar questionamentos ou até ter o item recusado. Por isso, o melhor caminho é verificar essa especificação antes do embarque e, se necessário, levar também a comprovação técnica do modelo.

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