Em Bali, uma decisão recente aponta para um turismo mais atento e responsável. Em janeiro de 2026, o Bali Zoo anunciou oficialmente o fim dos passeios de elefante, uma prática comum no turismo asiático, mas cada vez mais questionada.

A mudança reflete algo maior. Aos poucos, viajantes passaram a buscar experiências que não envolvam sofrimento animal. Como resultado, atrações turísticas começaram a rever atividades antes vistas como inofensivas — mas que, na prática, causam danos reais.
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POR QUE ESSA PRÁTICA CAUSA TANTO SOFRIMENTO
De acordo com a World Animal Protection, a montaria em elefantes está entre as formas mais prejudiciais de entretenimento com animais silvestres. Para aceitar o contato humano, muitos elefantes passam por treinamentos baseados em dor e medo.
Além disso, em cativeiro, costumam viver em espaços limitados, com pouca liberdade de movimento e quase nenhuma interação natural. Ao longo dos anos, investigações realizadas em Bali já haviam exposto essas condições. Por isso, o anúncio do Bali Zoo não surge do nada — ele responde a anos de alertas e pressão pública.

UMA MUDANÇA QUE COMEÇA A SE ESPALHAR
O fim dos passeios no Bali Zoo acompanha um movimento maior. Em 2024, atrações como TSI Bogor, TSI Prigen e A’Famosa também encerraram atividades semelhantes. Além disso, a Southeast Asian Zoos and Aquariums Association passou a se posicionar contra a prática.
Mais recentemente, em dezembro de 2025, a Bali Province Conservation and Natural Resources Agency recomendou que atrações locais abandonassem a montaria e adotassem posturas mais respeitosas em relação aos elefantes. Aos poucos, o turismo responsável em Bali começa a ganhar forma.

O QUE O VIAJANTE TEM A VER COM ISSO
Mesmo com avanços, nem todos os parques seguiram o mesmo caminho. Algumas atrações ainda oferecem passeios de elefante, mantendo animais em situações de sofrimento.
Por isso, o papel do viajante é central. Evitar locais que promovem montaria, shows ou interações forçadas faz diferença. Optar por observação à distância, em ambientes naturais, ajuda a reforçar essa mudança. Perguntar, pesquisar e escolher melhor também é parte da viagem.

COMENTÁRIO
O fim dos passeios de elefante em Bali marca um avanço concreto. Ainda assim, especialistas alertam: enquanto essa prática existir, os elefantes continuam vulneráveis.
Mesmo assim, o recado é claro. O turismo está mudando. E, hoje, viajar bem significa, cada vez mais, viajar com consciência.
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