Imagine uma pequena capela cercada pelos imponentes alpes italianos das Dolomitas; agora olha a foto: não dá vontade de visitar? Pois muitos visitaram e assim, um pequeno vilarejo no norte da Itália decidiu impor restrições: nada de carros de turistas. Nos últimos anos, a igreja de Santa Maddalena viralizou na internet e passou a atrair centenas de visitantes diariamente — muitos deles interessados apenas em tirar fotos e ir embora.

Diante desse cenário e com a pressão crescente sobre a infraestrutura local, autoridades do vale de Funes anunciaram que, a partir de maio, o acesso de veículos será limitado.
Assim, apenas moradores e turistas hospedados na região poderão entrar de carro, enquanto visitantes de um dia terão que estacionar mais longe e seguir a pé até o ponto turístico.

TURISMO IMPULSIONADO POR REDES SOCIAIS
A popularidade da igreja não é recente, mas, nos últimos anos, ganhou escala com a força de plataformas como Instagram e TikTok. Hoje, o cenário — uma pequena capela cercada por campos verdes e montanhas — se consolidou como um dos cartões-postais mais compartilhados da Itália.

Com isso, surgiu um novo perfil de visitante: o turista que chega, registra a imagem e parte rapidamente. De acordo com autoridades locais, esse fluxo intenso chega a cerca de 600 pessoas por dia na alta temporada.
Além disso, a região já havia se tornado conhecida internacionalmente após aparecer em cartões SIM comercializados na China e como papel de parede do sistema iOS, da Apple.
NOVAS REGRAS PARA CONTER O FLUXO
Entre as mudanças anunciadas estão:
- bloqueio de carros e ônibus de excursão no acesso direto à igreja
- estacionamento obrigatório em áreas designadas fora do vilarejo
- caminhada de cerca de 30 minutos até o ponto turístico
- possível aumento nas tarifas de estacionamento
Além dessas medidas, também pode haver um controle mais rigoroso da entrada durante a alta temporada, entre maio e novembro.
DEBATE SOBRE TURISMO SUSTENTÁVEL
Apesar das restrições, autoridades afirmam que o objetivo não é afastar visitantes, mas sim reorganizar o turismo. Nesse sentido, a proposta é incentivar estadias mais longas e reduzir o impacto do chamado turismo de “entra e sai”, que gera pouco retorno econômico e maior desgaste ambiental.
Ao mesmo tempo, o caso reflete um movimento mais amplo na Europa, onde destinos populares vêm adotando medidas para conter o excesso de visitantes e proteger comunidades locais.
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