Uma chuva recorde no Japão provocou enchentes, mortes e caos no transporte nesta sexta-feira (14), principalmente na província de Chiba, a leste de Tóquio. O temporal inundou ruas e casas, isolou milhares de pessoas e deixou passageiros retidos durante a noite no aeroporto de Narita e em estações ferroviárias da região. Saiba mais!

A chuva atingiu Chiba durante o feriado de Obon, um dos períodos de maior movimentação no calendário japonês. Por isso, além de afetar moradores, o temporal complicou os deslocamentos de quem viajava pela região de Tóquio.
AEROPORTO DE NARITA RETÉM MILHARES DE PASSAGEIROS
As fortes chuvas interromperam parte das conexões terrestres com o Aeroporto de Narita e deixaram milhares de passageiros no terminal durante a noite. Os voos, porém, continuaram operando normalmente. O principal problema ocorreu no transporte entre o aeroporto e outras áreas da região metropolitana de Tóquio.
Na manhã desta sexta-feira, a retomada parcial dos trens permitiu que os passageiros começassem a deixar Narita. Ainda assim, atrasos e interrupções afetaram diferentes trechos ferroviários.
Quem estiver viajando pelo Japão deve, portanto, consultar as condições do transporte antes de sair do aeroporto ou seguir para outra cidade.
CHUVA DEIXA CERCA DE 4 MIL PESSOAS PRESAS EM ESTAÇÃO
O temporal também interrompeu o serviço ferroviário na Estação de Soga, em Chiba, onde cerca de 4 mil pessoas passaram a noite. A Força Terrestre de Autodefesa do Japão enviou ônibus para retirar os passageiros. As equipes concluíram a operação nesta sexta-feira.

A estação atende moradores e visitantes que circulam pela região de Tóquio e também serve como acesso para áreas próximas ao Tokyo Disney Resort. Aliás, para os leitores interessados em visitar o complexo, não deixe de conferir: Vacation Package: tudo sobre o pacote oficial da Tokyo Disney Resort.
Enquanto isso, o governo de Chiba abriu instalações públicas para receber pessoas que não conseguiam seguir viagem.
CHIBA REGISTRA VOLUME HISTÓRICO DE CHUVA
A chuva atingiu Chiba com intensidade excepcional. Uma estação meteorológica registrou 11,5 centímetros de chuva em apenas uma hora. Em Sakura, o volume chegou a 9,7 centímetros no mesmo período. Os dois registros estabeleceram recordes locais.
A água invadiu ruas, casas e veículos e também atingiu trechos da rede ferroviária. Segundo as autoridades locais, o temporal inundou mais de 170 casas.
As equipes de emergência também encontraram vítimas em áreas alagadas e veículos atingidos pela água. O balanço divulgado pelas autoridades registrava cinco mortes e uma pessoa desaparecida.
AUTORIDADES REDUZEM ALERTAS, MAS MANTÊM AVISO DE TEMPORAIS
A Agência Meteorológica do Japão reduziu na manhã desta sexta-feira o nível do alerta mais severo para chuva forte em mais de uma dezena de municípios de Chiba. A agência tomou a decisão depois que a precipitação perdeu intensidade. Ainda assim, a previsão indicava novos temporais ao longo do dia.
O solo continua encharcado, o que aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos. Por isso, as autoridades orientam moradores e visitantes a acompanhar os alertas oficiais e evitar deslocamentos desnecessários nas áreas mais vulneráveis.
CHUVA AFETA DESLOCAMENTOS DE QUEM VIAJA PELO JAPÃO
Para quem está em Tóquio, Chiba ou próximo ao aeroporto de Narita, o principal ponto de atenção continua sendo o transporte.
Mesmo com os voos em operação, as chuvas podem provocar atrasos e interrupções em trens e estradas. Por isso, quem pretende chegar ou sair de Narita deve verificar as condições das linhas ferroviárias antes de deixar o hotel ou o aeroporto.

Também vale reservar tempo extra para os deslocamentos e acompanhar as atualizações das autoridades japonesas. O momento exige atenção especial porque o temporal atingiu a região durante o Obon, quando milhões de pessoas costumam viajar pelo Japão.
Assim, mesmo com a redução dos alertas mais graves, quem estiver viajando pela região de Tóquio deve acompanhar a previsão do tempo e a situação do transporte antes de seguir viagem.
CONHEÇA TÓQUIO
Tóquio é o tipo de cidade que pede mais do que um mapa e uma lista de atrações. Ela exige curiosidade, tempo e disposição para o inesperado. Em outras palavras, planejar uma viagem para a capital japonesa pode parecer desafiador — e não só pelos mais de 18 mil quilômetros que a separam de São Paulo, por exemplo. É que quanto mais distante um lugar está da nossa realidade, mais difícil parece ser compreendê-lo de verdade, não é?

Ainda assim, o Japão já habita o nosso cotidiano: em um prato de lamén no almoço, nos mangás que marcaram a infância, ou no caos quase coreografado das filas de metrô. Mas como transformar essa familiaridade superficial em uma experiência de viagem autêntica?
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