Os melhores restaurantes do Brasil em 2026 acabam de ser revelados pela EXAME, que reuniu os 100 destaques da gastronomia nacional em seu ranking anual. Entre casas premiadas, menus degustação e cozinhas que valorizam ingredientes brasileiros, o levantamento mostra quais endereços estão no topo.
Nós da Travel, separamos os 10 primeiros colocados para você descobrir onde ficam, o que servem e quanto custa comer em cada um deles. Vem ver!

(Foto: Tuju)
Para chegar ao resultado, a seleção contou com os votos de 49 jornalistas, críticos e influenciadores especializados em gastronomia. Cada jurado indicou dez restaurantes que havia visitado nos 12 meses anteriores.
Assim, além de apontar os grandes nomes da gastronomia brasileira em 2026, a lista também funciona como um roteiro para quem gosta de viajar em busca de boas experiências à mesa.
1. TUJU — SÃO PAULO (SP)
Vamos lá! No topo do ranking está o Tuju, restaurante comandado pelo chef Ivan Ralston e por Katherina Cordás, em São Paulo. A primeira colocação chega em um momento especialmente importante para a casa, que também conquistou a terceira estrela Michelin em 2026.
- (Foto: Tuju)
- (Foto: Tuju)
A proposta gastronômica parte de uma extensa pesquisa sobre os ingredientes do estado de São Paulo. Para entender melhor a relação entre território e comida, os chefs passaram mais de dois anos viajando por diferentes regiões paulistas, visitando produtores e acompanhando os ciclos de cultivo.
Como resultado, a cozinha trabalha diretamente com a sazonalidade e procura aproveitar ingredientes no momento em que eles apresentam suas melhores características. Ao longo do ano, o restaurante apresenta quatro menus diferentes.
No período considerado pela EXAME, o menu Ventania reunia dez etapas e custava R$ 1.650. Entre os preparos estava uma releitura do cuscuz paulista, feita com sardinha, tomate verde e pimentão.
- Quanto custa: o menu degustação de dez etapas custa R$ 1.650. Dividindo o valor pelo número de etapas, a média matemática fica em aproximadamente R$ 165 por etapa. Esse cálculo, porém, serve apenas como referência, já que o restaurante comercializa a experiência completa.
- Onde fica: Rua Frei Galvão, 135, Jardim Paulistano, São Paulo.
2. NELITA — SÃO PAULO (SP)
Logo atrás do vencedor aparece o Nelita, da chef Tássia Magalhães. A casa ocupa a segunda posição do ranking e combina uma cozinha contemporânea com forte influência italiana, sempre valorizando ingredientes sazonais. Nesse sentido, o restaurante aposta em pratos que partem de referências conhecidas, mas ganham novas interpretações por meio de técnicas e combinações menos convencionais.
O menu degustação apresentado em 2026 recebeu o nome de “O prazer da mesa pertence a todas as épocas” e reúne dez etapas. Entre os destaques estão o nhoque de batata com ricota, araruta, coalhada artesanal e brodo de parmesão.
Outro exemplo é o alho-poró tostado na manteiga noisette, servido com creme de castanha de caju e molho de coco e iogurte artesanal. Dessa forma, ingredientes aparentemente simples ganham protagonismo em preparos mais elaborados.
- Quanto custa: o menu de dez etapas custa R$ 690, o que representa aproximadamente R$ 69 por etapa em uma divisão matemática. Para quem deseja acompanhar os pratos com vinhos, a harmonização acrescentava R$ 550.
- Onde fica: Rua Ferreira de Araújo, 330, Pinheiros, São Paulo.
3. EVVAI — SÃO PAULO (SP)
A terceira posição também ficou com São Paulo. O Evvai, comandado pelo chef Luiz Filipe Souza, combina referências da imigração italiana com ingredientes e elementos da cultura brasileira.
A identidade da casa aparece no conceito Oriundi, que explora justamente essa relação entre as duas culturas. Por isso, pratos tradicionais da cozinha italiana ganham ingredientes brasileiros e novas interpretações. Em 2026, o menu apresentado pela EXAME era dividido em quatro momentos: Despertar, Exploração, Profundidade e Epílogo. Ao todo, a experiência reúne 15 pratos.
Entre eles está o rigatoni de pupunha com açaí e amêndoas. Nesse preparo, o palmito substitui a massa tradicional e cria uma combinação que aproxima diferentes referências da culinária brasileira e italiana. As sobremesas seguem a mesma linha. Criadas por Bianca Mirabili, elas também recuperam ingredientes e sabores brasileiros dentro de uma apresentação contemporânea.
- Quanto custa: o menu de 15 pratos custa R$ 1.650, ou aproximadamente R$ 110 por etapa na média matemática.
- Onde fica: Rua Joaquim Antunes, 108, Pinheiros, São Paulo.
4. ORIGEM — SALVADOR (BA)
Em seguida, depois de ocupar o primeiro lugar em 2025, o Origem aparece agora na quarta posição. Ainda assim, o restaurante segue como um dos principais representantes da gastronomia brasileira contemporânea.
Em Salvador, os chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca desenvolvem uma cozinha que valoriza ingredientes e referências do Recôncavo Baiano. Em 2026, a casa também comemora dez anos de atividade. Para marcar a data, o restaurante apresenta o Menu Recôncavo 2.0, com 14 etapas divididas em quatro atos. A experiência percorre diferentes sabores e preparos ligados à identidade baiana.
Entre os destaques estão o “abarajé”, que combina elementos do abará e do acarajé com vatapá, e o ravioli de vatapá. O menu também inclui peixe com arroz negro e quiabo, tortellini de vatapá com carabineiro e carne de sol acompanhada de purê de couve-flor e missô.
- Quanto custa: o menu de 14 etapas custa R$ 420, equivalente a aproximadamente R$ 30 por etapa em uma divisão matemática.
- Onde fica: Alameda das Algarobas, 74, Caminho das Árvores, Salvador.
5. LASAI — RIO DE JANEIRO (RJ)
Já o Rio de Janeiro aparece no Top 10 com o Lasai, comandado pelo chef Rafa Costa e Silva. A casa ocupa a quinta posição e aposta em uma cozinha que acompanha de perto a sazonalidade dos ingredientes. Para isso, parte importante da produção vem de uma horta própria com mais de 11 mil metros quadrados no Vale das Videiras, na região serrana fluminense.
A proximidade com os produtores ajuda a definir o que chega à mesa em cada período do ano. Por consequência, o menu não permanece completamente estático. Os ingredientes disponíveis influenciam diretamente os pratos apresentados aos clientes.
A experiência degustação reúne nove aperitivos, três pratos principais e duas sobremesas, totalizando 14 etapas.
- Quanto custa: o menu custa R$ 1.380, o que representa aproximadamente R$ 99 por etapa na média matemática. Já a harmonização de vinhos custa R$ 638.
- Onde fica: Largo dos Leões, 35, Humaitá, Rio de Janeiro. A casa também tinha previsão de mudança para Ipanema, no segundo semestre de 2026, para o novo hotel Sofitel, na Avenida Vieira Souto.
6. MANU — CURITIBA (PR)
Curitiba também aparece entre os grandes destinos gastronômicos do país graças ao Manu, da chef Manu Buffara. Na sexta posição, o restaurante se destaca por uma cozinha autoral que valoriza ingredientes locais, sustentabilidade e sazonalidade.
Em vez de esconder as características dos produtos, a proposta busca colocá-los no centro da experiência. Para isso, a cozinha utiliza técnicas como curas, caldos, extrações e preparos na brasa. Em 2026, o menu recebeu o nome de Elemento e reúne 11 etapas. Cada uma delas procura destacar determinado ingrediente e explorar diferentes texturas e formas de preparo.
Um dos exemplos é o alho-poró assado, servido com creme de castanha tostada, hortelã, pimenta cumari, pasta de tucupi preto e molho de vôngole.
- Quanto custa: o menu de 11 etapas custa R$ 810, o equivalente a aproximadamente R$ 74 por etapa em uma divisão matemática.
- Onde fica: Alameda Dom Pedro II, 317, Batel, Curitiba.
7. MANÍ — SÃO PAULO (SP)
De volta a São Paulo, o Maní ocupa a sétima posição. Comandado por Helena Rizzo e Willem Vandeven, o restaurante mantém uma cozinha brasileira contemporânea e autoral. A casa trabalha com ingredientes nacionais, mas não se limita a uma única tradição culinária. Por isso, o cardápio combina referências brasileiras com influências de diferentes cozinhas e técnicas.
Entre os pratos estão a moqueca de pescado com terrine de arroz, pirão e farofa; o polvo na brasa com arroz de chorizo; o bife ancho; e o peixe do dia com palmito pupunha, Uarini, banana-da-terra, salsa verde e physalis.
Nesse caso, diferentemente das casas que trabalham exclusivamente com menus degustação, o cliente pode escolher pratos individualmente.
- Quanto custa: no cardápio oficial consultado, os pratos principais aparecem em uma faixa aproximada de R$ 109 a R$ 210. Como referência, portanto, é possível considerar algo entre R$ 150 e R$ 200 por prato principal.
- Onde fica: Rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano, São Paulo.
8. CEPA — SÃO PAULO (SP)
Vamos lá! Na oitava posição está o Cepa, que também representa a força da gastronomia paulistana no ranking de 2026. Isto é, depois de cinco anos no Tatuapé, o restaurante passou a funcionar em Pinheiros, em um espaço maior e com uma cozinha ampliada. A mudança acompanhou uma nova fase da casa, sem abandonar a proposta de valorizar ingredientes brasileiros.
À frente da cozinha está o chef Lucas Dante, que trabalha com preparos contemporâneos e técnicas que exigem tempo e precisão.
Entre os pratos destacados estão a endívia glaceada com speck de porco preto, tonnato e alcaparras; a língua de Wagyu com caldo de galinha, quiabo e hortelã; e o arroz de suã com chalota caramelizada, linguiça de porco defumada e salada de erva-doce.
- Quanto custa: os pratos destacados tinham preços de R$ 58, R$ 89 e R$ 119, respectivamente. Assim, os principais ficam, como referência, na faixa de R$ 90 a R$ 120.
- Onde fica: Praça dos Omaguás, 110, Pinheiros, São Paulo.
9. AIÔ — SÃO PAULO (SP)
A culinária de Taiwan ganha espaço entre os melhores restaurantes brasileiros de 2026 com o Aiô, que aparece na nona posição. Comandada por Duílio Lin, Caio Yokota e Victor Valadão, a casa explora sabores, técnicas e texturas pouco comuns nos restaurantes brasileiros.
A proposta, portanto, vai além de reproduzir receitas tradicionais: ela adapta referências taiwanesas ao contexto da gastronomia contemporânea. Entre os destaques está a salada de alface, que combina molho de amendoim e gergelim, cítricos, picles, ervas e paçoca de porco.
Outro prato que chama atenção é o fish toast, preparado com shokupan frito e temperado com caramelo de doubanjiang e gergelim torrado.
- Quanto custa: a salada custa R$ 40, enquanto o fish toast sai por R$ 49. Dessa forma, os pratos destacados ficam na faixa de R$ 40 a R$ 50.
- Onde fica: Rua Áurea, 307, Vila Mariana, São Paulo.
10. BOIA — SALVADOR (BA)
Por fim, fechando o Top 10, o Boia foi um dos restaurantes que mais avançaram na lista. A casa subiu 51 posições em relação à edição anterior e chegou ao décimo lugar em 2026. Em Salvador, o chef Kaywa Hilton combina referências francesas e brasileiras, com atenção especial aos pescados da Baía de Todos-os-Santos.
Para valorizar esses ingredientes, o restaurante mantém peixes inteiros em uma câmara de maturação e trabalha com espécies como sororoca, guaricema, xaréu e olho de boi. Um dos destaques é o poivre de atum maturado, preparado com lombo de atum selado, molho poivre e mil-folhas de macaxeira. O prato custa R$ 98.
Para finalizar a refeição, o creme monté de mel aparece entre as sobremesas, com preço de R$ 36.
- Quanto custa: considerando o prato principal destacado, a referência fica em torno de R$ 100 por pessoa para um prato principal.
- Onde fica: Rua José Avena, 01, Horto Florestal, Salvador.
AFINAL, QUANTO CUSTA COMER NOS 10 MELHORES RESTAURANTES DO BRASIL?
Os preços mostram que a experiência nos restaurantes mais bem avaliados do país pode variar bastante. Enquanto algumas casas trabalham com menus degustação que ultrapassam R$ 1.000, outras permitem escolher pratos individualmente. Entre os menus completos, o Tuju e o Evvai aparecem entre os mais caros, ambos com experiências de R$ 1.650. Logo depois está o Lasai, com menu de R$ 1.380.
- (Foto: Boia)
- (Foto: Boia)
Por outro lado, quem prefere escolher os pratos à la carte encontra opções mais flexíveis. No Maní, por exemplo, os principais ficam aproximadamente entre R$ 109 e R$ 210. Já no Cepa, a faixa dos pratos destacados vai de R$ 58 a R$ 119.
No Aiô, os valores dos pratos destacados são ainda mais baixos, entre R$ 40 e R$ 49. Já no Boia, o principal apresentado pela EXAME custa R$ 98.
Vale lembrar, contudo, que esses valores são referências dos menus e pratos destacados em 2026. Os preços podem sofrer alterações conforme a temporada, mudanças de cardápio, harmonizações e taxas de serviço.
CONHEÇA CURITIBA
Curitiba, capital do Paraná, é aquela cidade que parece ter feito um curso avançado em planejamento urbano — e passado com louvor. Organizada, cheia de verde e com um jeitão discreto que esconde muito mais do que aparenta, a cidade surpreende quem chega esperando apenas dias cinzentos e moradores calados.
Spoiler: nem todo curitibano é fechado e nem todo dia é nublado (mas leve um casaco, só por precaução)!

Enquanto outras cidades ainda estão tentando resolver o trânsito ou plantar meia dúzia de árvores, Curitiba já tem ônibus biarticulado, parque em cada esquina e banco de madeira voltado estrategicamente para o sol. Além disso, é possível atravessar boa parte da cidade de ônibus — ou de bicicleta, se você estiver em dia com o cardio. Mas não se engane: Curitiba também tem seu charme histórico. O Largo da Ordem, por exemplo, reúne casarões coloniais, bares alternativos e uma feira aos domingos que vende de tudo, de arte indígena a imãs de geladeira com pinheiros desenhados à mão. Uma verdadeira salada de referências, que funciona surpreendentemente bem.
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