Viajar pelo Japão de trem pode ficar mais econômico durante o outono com o retorno de um passe especial do grupo JR. O bilhete permite explorar diferentes regiões do país durante três dias consecutivos, com liberdade para fazer paradas ao longo do caminho. Além disso, a opção atende especialmente quem prefere conhecer cidades menores e aproveitar trajetos mais tranquilos. As vendas começam ainda em setembro, mas o passe possui regras específicas que os viajantes precisam conhecer antes de planejar o roteiro.

COMO FUNCIONA O PASSE DE TREM DE OUTONO NO JAPÃO?

O grupo JR voltará a oferecer o Aki no Norihodai Pass, um bilhete especial que permite viagens ilimitadas durante três dias consecutivos em trens locais e rápidos. A iniciativa faz parte das comemorações do Dia da Ferrovia, celebrado no Japão em 14 de outubro. Além disso, o passe permite que o viajante entre e saia das estações quantas vezes desejar durante o período de validade, o que facilita roteiros com várias paradas.

O bilhete custará ¥7.850 para adultos (aprox. R$ 270) e ¥3.920 para crianças (aprox. R$ 135). As vendas ocorrerão de 18 de setembro a 16 de outubro de 2026, enquanto o período de utilização será de 3 a 18 de outubro. No momento da compra, o passageiro deverá escolher a data de início. Portanto, quem começar a usar o passe no dia 16 de outubro poderá viajar até o dia 18, último dia de validade da edição deste ano.

  • Validade: três dias consecutivos.
  • Adultos: ¥7.850 (aprox. R$ 270).
  • Crianças: ¥3.920 (aprox. R$ 135).
  • Vendas: 18 de setembro a 16 de outubro de 2026.
  • Utilização: 3 a 18 de outubro de 2026.

QUAIS TRENS ESTÃO INCLUÍDOS NO PASSE?

O Aki no Norihodai Pass vale nos assentos comuns não reservados de trens locais e rápidos das linhas JR em todo o Japão. O bilhete também inclui serviços BRT operados pelo grupo e o ferry da JR West para Miyajima. No entanto, quem visitar a ilha deverá pagar separadamente a taxa turística de ¥100. Além disso, algumas rotas de ferrovias administradas por outras empresas possuem exceções específicas, que o viajante deve consultar antes de embarcar.

O passe não inclui viagens regulares em Shinkansen, Limited Express ou Express. Para utilizar esses serviços, o passageiro precisa adquirir os bilhetes necessários separadamente. Também há cobrança adicional para determinados assentos reservados e vagões Green Car. Já quem pretende seguir até Hokkaido poderá comprar o Hokkaido Shinkansen Option Ticket, que custa ¥4.650 para adultos e ¥2.320 para crianças. A opção permite uma viagem de ida entre Shin-Aomori e Kikonai pelo Shinkansen, além do trecho da Donan Isaribi Railway até Goryokaku.

PARA QUEM O PASSE COMPENSA E ONDE COMPRAR?

O passe pode ser vantajoso para quem deseja explorar o Japão em um ritmo mais tranquilo, com paradas em cidades menores e deslocamentos por linhas convencionais. Por exemplo, o viajante pode organizar um roteiro regional e aproveitar os três dias para conhecer diferentes destinos sem comprar uma passagem para cada trecho. No entanto, o bilhete pode não compensar para quem precisa percorrer grandes distâncias rapidamente, já que os trens locais costumam exigir mais tempo e conexões. Por isso, vale comparar o preço do passe com o custo dos trajetos individuais antes da compra.

Os viajantes poderão adquirir o Aki no Norihodai Pass nas principais estações da JR, em máquinas de venda de bilhetes reservados, centros de viagens da companhia e agências de turismo participantes. O passe não exige nacionalidade japonesa nem visto de turista, portanto estrangeiros também podem utilizá-lo. Antes de comprar, porém, é importante conferir as condições oficiais e verificar se todas as linhas planejadas estão incluídas. Dessa forma, o viajante evita custos adicionais e consegue aproveitar melhor os três dias de viagem.

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CONHEÇA TÓQUIO

Tóquio é o tipo de cidade que pede mais do que um mapa e uma lista de atrações. Ela exige curiosidade, tempo e disposição para o inesperado. Em outras palavras, planejar uma viagem para a capital japonesa pode parecer desafiador — e não só pelos mais de 18 mil quilômetros que a separam de São Paulo, por exemplo. É que quanto mais distante um lugar está da nossa realidade, mais difícil parece ser compreendê-lo de verdade, não é?

Ainda assim, o Japão já habita o nosso cotidiano: em um prato de lamén no almoço, nos mangás que marcaram a infância, ou no caos quase coreografado das filas de metrô. Mas como transformar essa familiaridade superficial em uma experiência de viagem autêntica?

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