Um dos bairros mais procurados por turistas em Tóquio pode passar por mudanças importantes nas regras de hospedagem. Shinjuku apresentou um plano para limitar os aluguéis de curta duração, em resposta ao crescimento do turismo e às reclamações de moradores. A proposta ainda precisa avançar por etapas antes de entrar em vigor. No entanto, as medidas já levantam dúvidas sobre o futuro de plataformas como Airbnb e sobre o que pode mudar para quem planeja visitar a capital japonesa.

O QUE SHINJUKU PRETENDE MUDAR NAS REGRAS DE HOSPEDAGEM?
O distrito de Shinjuku, em Tóquio, apresentou um plano para endurecer as regras dos aluguéis de curta duração, conhecidos no Japão como minpaku. A proposta busca reduzir os impactos do turismo sobre os moradores, especialmente em áreas residenciais. Entre as medidas, a prefeitura pretende impedir, em princípio, o registro de novos imóveis desse tipo em zonas residenciais. Além disso, o projeto prevê restrições em regiões próximas a escolas e locais de interesse cultural.
Nas áreas comerciais, Shinjuku também quer reduzir o período permitido de operação de 180 para 120 dias por ano. A proposta poderá incluir exceções para determinadas modalidades de hospedagem, como imóveis em que o proprietário reside. No entanto, as regras ainda dependem de aprovação e podem sofrer alterações durante o processo legislativo. Por isso, o anúncio não significa que todos os imóveis anunciados em plataformas como Airbnb deixarão de funcionar imediatamente.
QUANDO AS RESTRIÇÕES PODEM ENTRAR EM VIGOR?
O cronograma apresentado pela prefeitura prevê uma consulta pública em outubro de 2026 e o envio da proposta de alteração da legislação local em fevereiro de 2027. Caso as autoridades aprovem o texto, as novas regras deverão entrar em vigor em junho de 2027. Além disso, o distrito planeja conceder um período de transição de dois anos para os estabelecimentos que já possuem registro. Dessa forma, os responsáveis pelas acomodações terão tempo para se adaptar às exigências.
Para os turistas, a principal consequência poderá ser a redução da oferta de apartamentos e casas de curta duração em determinadas áreas de Shinjuku. No entanto, a proposta não representa uma proibição geral do Airbnb em Tóquio ou no restante do Japão. Hotéis tradicionais também não entram automaticamente nessas restrições. Portanto, quem já possui uma reserva deve acompanhar as informações do anfitrião e da plataforma, enquanto os viajantes que planejam visitar a cidade a partir de 2027 devem verificar as regras vigentes antes de reservar.
CONHEÇA TÓQUIO
Tóquio é o tipo de cidade que pede mais do que um mapa e uma lista de atrações. Ela exige curiosidade, tempo e disposição para o inesperado. Em outras palavras, planejar uma viagem para a capital japonesa pode parecer desafiador — e não só pelos mais de 18 mil quilômetros que a separam de São Paulo, por exemplo. É que quanto mais distante um lugar está da nossa realidade, mais difícil parece ser compreendê-lo de verdade, não é?

Ainda assim, o Japão já habita o nosso cotidiano: em um prato de lamén no almoço, nos mangás que marcaram a infância, ou no caos quase coreografado das filas de metrô. Mas como transformar essa familiaridade superficial em uma experiência de viagem autêntica?
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