O turismo nos Estados Unidos voltou a dar sinais de desaceleração. Em novembro, o país registrou o sétimo mês consecutivo de queda no número de visitantes internacionais, segundo dados preliminares do Escritório Nacional de Viagens e Turismo (NTTO). O resultado acende um alerta para o setor, especialmente entre destinos que dependem fortemente do público estrangeiro.

Ao todo, cerca de 4,2 milhões de visitantes internacionais nos Estados Unidos entraram no país no período, uma redução de 5,2% em relação a novembro do ano anterior. Ainda assim, o volume representa 87,4% do registrado antes da pandemia, em 2019, indicando que a recuperação segue em curso — embora de forma irregular.
BRASIL TAMBÉM REGISTRA QUEDA NO FLUXO DE VIAJANTES
Dentro desse cenário, o Brasil acompanhou a tendência negativa. Em novembro, 146,1 mil passageiros viajaram do país para os Estados Unidos, uma queda de 5,7% na comparação anual. No mesmo mês do ano passado, esse número havia chegado a 155 mil.
Além disso, quando a comparação é feita com o período pré-pandemia, a retração também se mantém. Em 2019, 152,5 mil brasileiros ou viajantes partindo do Brasil visitaram os EUA no mesmo período, o que representa um recuo de 3,95% em relação aos números atuais.
Ou seja, apesar da retomada das viagens internacionais, o mercado brasileiro ainda não recuperou totalmente seu ritmo histórico.
VISITANTES OVERSEAS AINDA ABAIXO DOS NÍVEIS PRÉ-PANDEMIA
Os dados do NTTO mostram ainda que a chegada de visitantes internacionais overseas nos Estados Unidos — turistas vindos de fora do Canadá e do México — totalizou 2,5 milhões em novembro. Esse volume equivale a 85% do registrado em novembro de 2019, índice ligeiramente inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.
Portanto, embora o turismo regional apresente sinais mais consistentes de recuperação, as viagens de longa distância continuam enfrentando desafios. Entre os fatores que pesam estão o custo das passagens, o câmbio, a reorganização das malhas aéreas e o cenário econômico global.
PRINCIPAIS MERCADOS EMISSORES PARA OS ESTADOS UNIDOS
Mesmo com a retração geral, alguns países seguem liderando o envio de turistas. Em novembro, os maiores fluxos de visitantes internacionais nos Estados Unidos vieram de:

México: 3,3 milhões.
Canadá: 2,2 milhões.
Reino Unido: 1,4 milhão.
Japão: 926 mil.
República Dominicana: 801 mil.
Esses mercados continuam sendo estratégicos para o turismo norte-americano, especialmente por manterem conexões aéreas frequentes e demanda mais estável.
O QUE ISSO SIGNIFICA PARA QUEM PLANEJA VIAJAR AOS EUA?
Em resumo, os números mostram que o turismo nos Estados Unidos passa por uma fase de ajustes. Enquanto o volume de voos e passageiros segue forte, a chegada de visitantes internacionais ainda oscila, especialmente em mercados overseas como o Brasil.
- (Foto: Gabriella Pawlowski)
- (Foto: Gabriella Pawlowski)
Para o viajante, isso pode significar mais competitividade entre companhias aéreas, ajustes de preços e, em alguns casos, maior oferta de promoções fora da alta temporada. Nos próximos meses, fatores como câmbio, políticas migratórias e ampliação da malha aérea devem ser decisivos para definir os rumos do setor.
Assim, acompanhar esses indicadores se torna essencial para quem planeja viajar — e também para entender como o turismo internacional segue se transformando no pós-pandemia.
CONHEÇA LOS ANGELES
Los Angeles, carinhosamente apelidada de Cidade dos Anjos, é uma das metrópoles mais icônicas e dinâmicas do mundo. Localizada no sul da Califórnia, trata-se de um verdadeiro caldeirão cultural, econômico e artístico, que vai muito além do glamour de Hollywood. Com cerca de quatro milhões de habitantes, é a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos, abrigando uma diversidade impressionante de comunidades que moldam seu caráter único.

Além disso, Los Angeles é um mosaico cultural onde convivem referências do cinema, praias ensolaradas, museus de renome, bairros históricos e uma gastronomia que reflete a diversidade de seus moradores. Isto é, visitá-la é entender que a cidade exige mais do que um passeio rápido. Ela merece ser vivida em diferentes ritmos e explorada com tempo para absorver tudo o que tem a oferecer.
Para continuar lendo sobre Los Angeles, acesse o conteúdo completo na Travel.










