A Noruega aprovou uma taxa turística de 3% sobre hospedagens em regiões com grande fluxo de visitantes. Na última quinta-feira, 12 de junho de 2025, o Parlamento autorizou a medida, que já passa a valer imediatamente.

Com isso, o país responde diretamente ao crescimento recorde de 38,6 milhões de reservas em 2024, buscando equilibrar o aumento do turismo com a infraestrutura local. Assim como outros países europeus, a Noruega toma atitudes concretas para proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população.

Além disso, o Parlamento deu poder aos municípios para decidir onde e quando aplicar a nova taxa. Essa cobrança será adicionada automaticamente às diárias de hotéis e poderá variar conforme a estação do ano. Os recursos obtidos financiarão exclusivamente melhorias em banheiros públicos, trilhas, estacionamentos e outras estruturas que beneficiem turistas e moradores.

ACORDO HISTÓRICO ALINHADO A OUTRAS NAÇÕES

A ministra do Comércio e Indústria, Cecilie Myrseth, chamou a medida de “acordo histórico” e destacou que ela está alinhada às práticas de outras nações europeias. Para liberar os fundos arrecadados, as prefeituras precisam comprovar a necessidade das obras e apresentar projetos aprovados pelo governo.

Enquanto isso, destinos como as Ilhas Lofoten enfrentam pressões crescentes. A região, com apenas 24.500 habitantes, recebeu um número expressivo de visitantes após ganhar destaque nas redes sociais. Da mesma forma, Tromsø, no norte do país, sofre com a superlotação.

Um levantamento da Norwegian Tourism Partners mostrou que 77% da população local considera haver turistas demais na cidade — famosa pela aurora boreal e pela cultura Sami.

Por fim, o aumento no número de visitantes tem causado situações desconfortáveis. Moradores relatam uso indevido de seus jardins como banheiros e congestionamentos em áreas remotas. Portanto, ao implementar a taxa turística, o governo norueguês pretende não apenas conter os impactos negativos, mas também atrair um turismo mais consciente e sustentável.

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