No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, devemos refletir profundamente sobre o papel que o turismo antirracista exerce na transformação dos destinos e das experiências de viagem.

Primeiramente, viajar com consciência racial significa apoiar guias locais, principalmente aqueles negros e indígenas, que conhecem a fundo a cultura, as tradições e as histórias das suas comunidades. Além disso, visitar museus que retratam o racismo e a resistência ajuda a ampliar o conhecimento e promove a reflexão crítica.
EXPERIÊNCIAS ANTIRRACISTAS PELO BRASIL
Na Chapada dos Veadeiros, por exemplo, ao escolher guias locais negros e indígenas, o viajante mergulha em uma experiência cultural autêntica. Esses guias narram histórias que vão além do comum, compartilhando tradições ancestrais e revelando a ligação profunda com a natureza. Dessa forma, o turismo antirracista fortalece comunidades e proporciona um aprendizado único.
Em grandes centros urbanos como São Paulo, o Museu da Imigração e o Museu Afro Brasil funcionam como espaços educativos indispensáveis para quem deseja entender a complexa história do racismo no Brasil. Portanto, ao incluir esses museus no roteiro, o turista amplia sua percepção, conecta-se com a luta antirracista e valoriza a cultura negra brasileira.

Foto: C& América Latina – Contemporary And
No Recife e em Olinda, o turismo antirracista ganha vida durante o Carnaval, quando celebrações e manifestações culturais negras tomam as ruas. Participar desses eventos, respeitando e valorizando as tradições locais, permite vivenciar a cultura afro-brasileira de forma genuína. Além disso, é possível contratar guias locais que conhecem a fundo essa história e promovem o respeito.

Em Itacaré, o turismo antirracista também se manifesta por meio da valorização da capoeira, expressão cultural afro-brasileira que une luta, dança, música e resistência. Participar de rodas de capoeira, conhecer seus mestres e entender sua história na região proporciona uma experiência imersiva e respeitosa à cultura negra. Assim, o turismo antirracista fortalece a identidade local e promove o reconhecimento dessa herança.

COMPRAS ANTIRRACISTAS
Outra forma eficaz de praticar turismo antirracista no Brasil é consumir em estabelecimentos e empreendimentos geridos por pessoas negras e indígenas, principalmente em mercados, feiras e artesanato. Isso fortalece economicamente essas comunidades e contribui para a luta contra a discriminação estrutural no setor turístico.

Feira do Produtor Rural em Alto Paraíso
Além disso, o turista antirracista deve estar atento a situações de discriminação e agir denunciando e combatendo preconceitos. Por fim, é fundamental planejar roteiros que respeitem a cultura local, evitem apropriações e promovam o diálogo intercultural.
O turismo antirracista no Brasil oferece uma experiência transformadora, que valoriza a diversidade, fortalece comunidades e enriquece o entendimento sobre a história e as culturas do país. Viajar assim é mais do que conhecer destinos: é respeitar e aprender com cada lugar.
CONHEÇA CHAPADA DOS VEADEIROS
A Chapada dos Veadeiros, cujo nome deriva dos cães caçadores de veados que habitam a região, tem hoje seu nome relacionado também ao misticismo e a conexão com a natureza. Cortada pelo paralelo 14, a Chapada é um dos mais conhecidos ‘portais para o mundo invisível’, regado a banhos energéticos e histórias proféticas. E realmente parece quase um universo paralelo, uma vez que consegue se manter preservado em relação ao restante do estado de Goiás.

Os dias são ensolarados e as noites iluminadas. As regiões de São Jorge e Alto Paraíso trazem movimento e vida para o árido cerrado, revelando seus dois mundos. Com o clima fresco que vem depois do Sol, a vontade é de passear pelo vilarejo. O charme das noites iluminadas pelo varal-de-luzes dos restaurantes, o barulho das conversas nos bares e dos pés ‘forrozeantes’ fazem parte! E tem muito o que fazer, o ano inteiro.
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