A crise da Sonder se espalhou com um efeito dominó e, assim, deixou viajantes em situações extremas ao redor do mundo. Muitos descobriram, ainda durante estadias pagas, que precisariam desocupar o quarto imediatamente. Enquanto isso, o colapso da empresa cria confusão, interrompe viagens e revela, de maneira contundente, fragilidades nos modelos de parceria adotados por grandes redes hoteleiras.

O QUE ACONTECEU
No dia 10 de novembro de 2025, a Marriott encerra o contrato com a Sonder, já que a operação conjunta enfrenta dificuldades. Logo depois, a crise da Sonder se agrava e a empresa entra em liquidação. A partir disso, propriedades deixam de funcionar e, portanto, hóspedes recebem ordens de desocupação com pouquíssimas horas de aviso.

Assim que os relatos surgem, viajantes contam que encontram seus pertences em sacolas plásticas ou espalhados pelos corredores, o que intensifica ainda mais a sensação de abandono. Nesse cenário, muitos perdem acesso à própria bagagem e precisam reorganizar a viagem às pressas.
REFLEXOS GLOBAIS
De Boston a Dubai e igualmente de Montreal a Nova York, a crise da Sonder transforma turistas em “desalojados” temporários. Diversos viajantes buscam acomodações emergenciais — e, como consequência, pagam valores muito mais altos do que o planejado.

Além disso, o processo de reembolso se torna uma segunda dor de cabeça. A Marriott oferece suporte apenas para quem reservou diretamente pelos canais oficiais; portanto, quem usou plataformas terceirizadas recorre a disputas no cartão ou ao atendimento das agências.
POR QUE A CRISE DA SONDER EXPLODIU
Marriott e Sonder criaram a parceria para ampliar rapidamente a oferta de hospedagens. Entretanto, a integração entre sistemas falha, a receita diminui e a dívida cresce.
Assim que o contrato termina, a crise da Sonder se intensifica, e a empresa escolhe encerrar todas as operações de imediato. Esse encerramento súbito afeta milhares de reservas ao mesmo tempo e amplia o caos entre os hóspedes.

IMPACTOS PARA O TURISMO
A reputação da Sonder desmorona e, simultaneamente, a imagem da Marriott sofre. Muitos hóspedes se sentem enganados, já que esperavam o padrão tradicional da marca e, no entanto, acabam sem acomodação no meio da viagem.
Além disso, a situação deixa evidente o risco crescente de modelos de hospedagem baseados em terceirizações — formato que, atualmente, aparece com frequência no mercado global.
COMO VIAJANTES PODEM SE PROTEGER
Para reduzir riscos semelhantes no futuro, turistas podem agir de forma preventiva:
Confirmar se o local pertence à rede ou a um parceiro;
Priorizar reservas diretas em canais oficiais;
Checar políticas de cancelamento e reembolso;
Guardar comprovantes e documentos, principalmente em casos de falência ou quebra contratual.






